Nos últimos quinze dias tenho dedicado pouco tempo ao blog, em especial à interatividade com os meus poucos leitores em virtude de novas responsabilidades que assumi. Como disse a alguns companheiros na luta pela melhoria da qualidade do atendimento à saúde da população passei de “badogue”, ou seja, de crítico do sistema nos últimos 35 anos, para “vidraça”.
E não tem sido fácil dominar o tempo. Ele se tornou escasso enquanto a demanda por trabalho físico e intelectual cresceu. Para vocês terem uma idéia assisti ao primeiro jogo da seleção brasileira literalmente no meio do mato. Escondi-me numa Fazenda no município de Cajueiro (perdoem-me os nordestinenses, mas meu cérebro insiste em manter vivo este nome tão bucólico), tendo como companheiros dois amigos de longa data.
Mas o tempo, como o Senhor da razão, colocará tudo nos eixos e, em breve, espero, tudo voltará ao normal. Só que, desta vez, por uma questão de princípios não debaterei a questão política municipal. Fazendo parte da nova administração não seria ético criticar ou, o que é pior, elogiar.
O País vive um momento político de plena liberdade democrática jamais visto em nossa história republicana com a provável eleição de uma mulher para o comando supremo da Nação. E mais: julgará, após 400 anos de domínio de uma elite comprometida com o conservadorismo mais ferrenho, se queremos um governo que trabalhe voltado para as camadas mais pobre da população ou se mantem o que costumamos chamar de a “era Fernando Henrique Cardoso”.
Em outras palavras, os eleitores brasileiros vão dizer se preferem um País em crescimento com geração de milhões de empregos formais; um País do aumento da renda, como aumento real do Salário Mínimo; um País que trabalha para seu povo ou se preferem um Pais estagnado com crescimento zero, desemprego em massa, salários contidos, sem renda e sem obras.
O País de hoje é o legado que nos deixa o presidente Lula que bate recordes de popularidade (pessoal e de seu governo). Basta abrirmos um pouco nossas mentes e lembrarmo-nos dos últimos meses do governo Fernando Henrique Cardoso que só tinha uma receita: “apertar o cinto dos trabalhadores; cumprir as metas do famigerado FMI e privatizar as estatais que o País levou dezenas de anos para implantar.
O Brasil hoje é outro País. Respeitado lá fora pela ação do presidente Lula e do Ministério das Relações Exteriores joga seu peso como nova liderança mundial na solução de conflitos, sempre em busca da paz, como no recente caso do Irã em que conseguiu via diplomacia acordos na era da tecnologia nuclear.
Na Bahia, temos ainda, a provável reeleição de Jacques Wagner. De novo o passado negro tenta retomar as rédeas política de nosso estado onde prevaleceu por muitos anos a máxima de Antonio Carlos Magalhhães de governar tendo em uma das mãos um “chicote” e, na outra, uma maleta (dinheiro).
Este é o grande debate das eleições de outubro deste ano. “O que queremos”? Manter o país em crescimento? Proporcionar a entrada de milhares de jovens pobres brasileiros nas universidades? O País das obras? Ou voltarmos a bater as portas do FMI, do desemprego e da suprema humilhação como a do ministro das Relações Exteriores do governo Fernando Henrique Cardoso retirar os sapatos por exigência da polícia federal americana (FBI) ao desembarcar nos Estados Unidos?
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