Por razões técnicas o blog esteve fora do ar. Mas Ricardo deu um jeito, se bem que demorado (seis dias). Vamos recuperar o atrasado.
O cerco aos cofres da
prefeitura de Queimadas tem mais um lance favorável ao esquema montado a partir
de janeiro deste ano com a ascensão do atual prefeito Tarcísio Pedreira e a sua
troupe (não parece uma companhia teatral de esgoto a alegrar, diariamente, seus
espectadores mais devotos e que os aplaudem delirantemente?).
Vamos
lembrar que essa é uma guerra travada em forma de guerrilha em que as tropas de elite sob o tacape
da “Comandante
Mainha” e sua fiel escudeira, pouco a pouco, vêm decepando, um a um, aqueles
que, por ventura, atravessam seu caminho ou impedem, mesmo que momentaneamente,
o seu (dela) acesso fácil aos recursos públicos. Novas traições, por certo, virão. Não se esqueçam que estamos apenas com dez meses de governo.
Por coincidência,
o primeiro a cair foi Advan Sobrinho, Secretária de Ação Social, sob acusação,
feita pelo próprio Prefeito Tarcísio Pedreira, de corrupção na sua pasta. Por isso soa
estranho o comportamento dessa profissional que, após sair defenestrada e acusada
pela cúpula do poder, volta a se aninhar em seus braços.
Posteriormente,
foi derrubado o secretário de Administração, Hamilton Oliveira sem que também
fosse oferecida uma explicação com um mínimo de razoabilidade para a sua queda.
No meio do caminho, o ataque mais feroz da “Comandante Mainha” e sua fiel
escudeira que agregou à sua troupe o vereador Renato Varjão, o
secretário de Educação, Leonir Floriani e o inepto (característica do que ou de quem não possui habilidade ou
aptidão), André Cayres: a queda do secretário de Finanças, Roberto Oliveira.
Mas este ataque foi mal calculado e a derrota foi
vergonhosa. Depois de discussões arrepiantes que mais pareciam ter saído do
filme “Jogos Mortais”, a troupe bateu em retirada com o rabo entre
as pernas. Pelo menos momentaneamente a Secretaria de Finanças continua na mão
de um dos Oliveiras. Mas, claro, sem o poder anterior, haja vista que, segundo
as más línguas um dos mambembes com consanguinidade de primeira linhagem na
família da “Comandante Mainha”, regula compras e pagamentos de toda a
ordem. Será, por acaso, a fiel escudeira?
O
guerrilheiro, ou melhor, a guerrilheira da vez a cair no cipoal das traições,
foi Fabiana Oliveira uma técnica competente que foi afastada da também Secretaria de Ação Social, abruptamente e de
forma grosseira e deselegante, como é do feitio dessa troupe sem uma justificativa plausível. O prefeito e a sua troupe mambembe
alegaram que foi uma decisão política.
Para
o “passarinho
do pé de fícus do Bar de Osvaldo”, mais vivo e atuante que nunca, a
justificativa “política” alegada pelo tartufo tem outro nome: os mais de R$
200 mil que se encontram depositados nas contas dos programas geridos pela
Secretaria de Ação Social muitas, inclusive, verbas federais. Não vou esmiuçar
a que se destinam esses recursos. Vou aguardar que a própria ex-secretária,
Fabiana Oliveira explicite de forma didática aos vereadores, de que maneira
esses recursos seriam empregados. Digo isso porque acredito que a presidência da
Camara, como é de praxe nesses casos, convide a ex-secretária para explicar as
razões de sua demissão tão intempestiva.
A
exoneração da Fisioterapeuta Fabiana Oliveira é um desses episódios que
envergonham nosso município e leva a população a desacreditar, cada vez mais,
na política e nos pretensos homens que acreditam poder governar sob o tacão da
grosseria, desonestidade e, acima de tudo, de que a tudo podem. O “passarinho
do pé de fícus do bar de Osvaldo” se reserva ao direito de só se
posicionar a respeito dos bastidores que levaram à queda da ex-secretária
quando ela se manifestar publicamente sobre o assunto, se assim achar que deva
fazê-lo.
Neste
momento, o “passarinho do pé de fícus do Bar de Osvaldo” professa a fé de
que o argumento ou desculpa jogada ao ar pelo tartufo dessa troupe mambembe não
passa de despiste para a sua tarefa inicial a partir da queda de Fabiana
Oliveira: colocar de imediato as mãos nos recursos disponíveis nas contas da
Secretaria de Ação Social existentes no Banco do Brasil. E a prova maior do que
de que isso é verdade foi a nomeação de Rita Sales, como a “boba da corte” (e aqui
não vai qualquer sentido pejorativo) para comandar a pasta.
Nós
voltaremos a este assunto, brevemente. Aguardem.
