Para os críticos do Bolsa Família
Por Fernando Dantas em o Estadão
Expansão do Bolsa-Família elevou PIB em R$ 43,1 bilhões, indica estudo
Economista e aluno do Insper pesquisaram efeitos do projeto na economia dos municípios entre 2004 e 2006
A expansão do valor total dos benefícios pagos pelo Bolsa-Família entre 2005 e 2006, de R$ 1,8 bilhão, provocou um crescimento adicional do PIB de R$ 43,1 bilhões, e receitas adicionais de impostos de R$ 12,6 bilhões. Esse ganho tributário é 70% maior do que o total de benefícios pagos pelo Bolsa-Família em 2006, que foi de R$ 7,5 bilhões.
Essas estimativas estão num estudo recém concluído dos economistas Naercio Aquino Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas (CPP) do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), antigo Ibmec-São Paulo, e de Paulo Henrique Landim Junior, aluno da graduação do Insper.
O objetivo do trabalho era investigar os efeitos do Bolsa-Família – que hoje atinge 12,9 milhões de famílias – na economia dos municípios. Os pesquisadores investigaram 5,5 mil municípios nos anos de 2004, 2005 e 2006. Os dados utilizados foram o PIB, a população e a arrecadação de tributos nos municípios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); e os desembolsos do Bolsa-Família, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).
A partir dessa base, Menezes e Landim empregaram métodos estatísticos para calcular o impacto na economia municipal de aumentos dos repasses do programa per capita – os repasses divididos pela população do município (e não pelo número de beneficiários). A conclusão foi de que um aumento de 10% no repasse médio per capita do Bolsa-Família leva a uma ampliação de 0,6% no PIB municipal no ano em que ocorre a expansão e no seguinte. “O impacto pode parecer pequeno, mas quando analisamos os efeitos levando em conta os números absolutos do PIB, ele é bem grande”, diz Menezes.
A magnitude do efeito do Bolsa-Família no PIB ficou a clara quando os pesquisadores fizeram o que chamaram de “análise de custo-benefício”, tomando os anos de 2005 e 2006. Entre os dois períodos, os repasses do programa subiram de R$ 5,7 bilhões para R$ 7,5 bilhões, num salto de R$ 1,8 bilhão, ou de 30,34%. O valor médio do repasse em 2006 foi de R$ 61,97 por família, e o porcentual da população beneficiada foi de 36,4%.
Considerando-se a relação de 0,6% a mais de PIB para cada 10% a mais de Bolsa-Família, o aumento de 30,34% em 2006 significa um ganho no conjunto dos municípios – isto é, do País – de 1,82%. Aplicado ao PIB de 2006 de R$ 2,37 trilhões, chega-se ao PIB adicional de R$ 43,1 bilhões. Dessa forma, para cada R$ 0,04 de Bolsa-Família a mais, o ganho de PIB foi de R$ 1.
Menezes fez cálculos adicionais, levando em conta que a distribuição do aumento do Bolsa-Família de 2005 para 2006 não foi homogênea entre todos os municípios brasileiros, e obteve resultados muito parecidos.
Ele diz que aquele efeito explica-se pelo chamado “multiplicador keynesiano”, que faz com que um gasto adicional circule pela economia – de quem paga para quem recebe – várias vezes, aumentando a demanda bem mais do que o seu valor inicial.
A análise dos dois economistas permitiu avaliar também o impacto dos aumentos de repasses do Bolsa-Família nos diferentes setores da economia municipal. O maior efeito foi encontrado na indústria – para cada 10% a mais de Bolsa-Família, o PIB industrial aumenta 0,81%. Nos serviços, o impacto foi de 0,19%, enquanto na agricultura não foi registrado efeito significativo.
“É possível que a indústria tenha sido mais afetada por causa do aumento de consumo de energia elétrica, água, esgoto e gás das famílias pobres e extremamente pobres que recebem Bolsa-Família”, diz Menezes.
No caso da arrecadação municipal, o estudo indica que um aumento de 10% nos repasses leva a um aumento médio de 1,36%. Levando-se em conta o total de impostos gerados nos municípios em 2006, de R$ 304,7 bilhões, concluiu-se que o aumento de 30,34% do Bolsa-Família provocou uma alta de 4,1% na arrecadação, ou R$ 12,6 bilhões.
OS URUBUS ATACAM NOVAMENTE
ResponderExcluirSábado p.p., dia 07, tivemos uma eleição para a escolha do Conselho Tutelar. O que deveria ser um processo livre e democrático permitindo às pessoas a livre escolha de seus candidatos, seja lá por amizade, méritos ou competência, o que vimos foi um verdadeiro campo de batalha orquestrado pelos (urubus) vereadores, cabos eleitorais e politicos profissionais. Onibus, "Vans", Camionetas e "sedans" chegavam a todo instante vindos de todos os lugares carregando pessoas encabrestadas e descarregando-as em frente ao local de votação. Mais parecia um dia de eleição tradicional. Vereadores, cabos eleitorais e póliticos profissionais circulavam livremente fazendo boca de urna e induzindo o cidadão ao voto. Nas seções de votação uma verdadeira esculhambação. Os fiscais não estavam nem ai. As pessoas entravam e saiam e não tomavam conhecimento. A boca de urna era feita dentro da própria seção, tanto pelos fiscais como pelos próprios mesarios. Pessoas votavam mais de uma vez. O prefeito Edvaldo e a primeira dama chegaram para votar e em meio ao povo que se aglomerava nos portões de entrada buscando uma oportunidade para entrar em busca de uma seção, declarou seu voto abertamente alegando estar ajudando alguém de quem gostavam muito. E assim a coisa se arrastou até muito além do horário estabelecido. Os urubus permaneceram no local até o encerramento quando finalmente resolveram. A apuração se deu logo após e os cinco (5) mais votados foram premiados. Foi uma verdadeira esculhambação, eu estava lá, eu vi. Não conheço o nosso novo Promotor. Se estava lá, não sei! Mas, seria de bom alvitre, em frente a tanta desorganização, que se anulasse este pleito e promovesse um outro, mais honesto e justo, com oportunidades iguais para todos. Se o Promotor esteve presente e presenciou todo o desenvolvimento e permitiu que tudo acontecesse, então, companheiros, estamos ferrados. Que Deus nos ajude!
COMPASSO DE ESPERA
ResponderExcluirEnquando a decisão do Tribunal não chega estamos jogados às moscas. Por conta desse demorada decisão os administradores de nosso municipio teimam em continuar parados. Não fazem absolutamente nada. Sequer reclamam de alguma coisa, o que faziam com muito barulho. O Cel. Cezar, o aspirante a ditador, esteve da rádio Queimadas FM outro dia, não muito distante, não me recordo bem, pra dizer que "caso a Justiça resolva contra nós estamos com as contas todas pagas. Não devemos nada a ninguém". Esse rapaz é um verdadeiro paspalhão. Acredite quem quizer, mas, em se tratando da pessoa que é, arrogante e mentiroso, tudo pode acontecer, acredito, menos isso. Pagar as contas do Municipio sabendo que seus dias estão contados! Se por acaso isso aconteceu, Serginho agradece. Na verdade não temos certeza de nada. Se vão ser cassados ou não é uma grande incógnita, mas a verdade é que eles estão com medo. Com muito medo. Ja começaram a se desentender e a arrumar a casa. Soube inclusive que houve um desentendimento muito sério entre Edvaldo e o seu filho André, sim, aquele das molequeiras. Sim, é êle mesmo. Se mandou pra uma praia dessas ai. Cheio do dinheiro! Desistiu de comprar a fazenda de João Santos. Botaram a boca no trombone. É isso ai, vamos aguardar os acontecimentos. Um dia acontece. Falta menos do que faltava. No mais, poesia é o essencial.
NADA DE NOVO NO FRONT!
ResponderExcluirPassam-se os dias e tudo continua como antes, em silencio. A expectativa cresce a cada dia mas, ninguém, absolutamente ninguém, arrisca um palpite. Conversas e fofocas mil, mas nada de certeza. Enquanto aguardamos a decisão do Tribunal de Justiça Eleitoral ficamos à mercê da inercia dos nossos governantes municipais que, não sei se por medo ou se por incompetencia resolveram cruzar os braços em definitivo. A nossa cidade esta abandonada. Caminha com suas próprias forças movida por sua vontade férrea de sobrevivência, acostumada que é a este tipo de tratamento que lhe é imposto sempre, sem trégua. Aprendeu desde cedo a se defender criando seu próprio método enquanto aguarda por ajuda. Está sempre à espera de alguém que, talvez tocado pela providência divina, lhe dê as mãos e a auxilie nessa caminhada dificil e interminavel. Esperamos que esta situação seja logo resolvida para que possamos, em definitivo, retomarmos os trabalhos com seriedade, honestidade e transparência. Tenho certeza que esta será a bandeira de luta de nosso futuro prefeito, Sr. Serginho. Precisamos urgente de seu retorno ao lugar de onde nunca deveria ter saido. O povo sofrido desta cidade maltratada e esquecida precisa e merece uma oportunidade. Vamos dar uma chance a Queimadas!