Por José Diógenes Oliveira Lima*
RESUMO
Analisa o comportamento dos indivíduos, com referência a protelação e resolução de seus problemas como também, os resultados danosos que isso pode trazer. Comenta sobre a literatura da auto-ajuda, sem, contudo, fazer critica acirrado ou juízo de valor sobre tal ensinamento, alude o poder da competência humana e o uso da logística, da racionalidade e inteligibilidade dos indivíduos para com a prática de atos de sua vida pessoal e profissional. Prosseguindo, discorre sobre o sucesso do homem quanto as suas conquistas em relação a profissão ou emprego portanto, que deu origem ao surgimento de tarefas e compromissos, faz relação entre o movimento que o fez inserir no mundo das competências, mostrando que, para tanto não foi preciso aconselhamento organizacional e sim competência e busca pelo objetivo a ser alcançado, mostrando a ilógica e a irracionalidade sobre a perca do controle organizacional ou do descaso quanto ao cumprimento de suas obrigações. Por fim, conclui abordando a lógica como ponto chave para começo de uma via organizada, mapeada, ordenada com uma agenda que priorize os compromissos de importância maior, de urgência vital, com inteligência racional.
1 ABORDAGEM DO TEMA.
Com grande freqüência encontramos pessoas a se queixarem de seus problemas, sobretudo, no que tange ao cumprimento e resolução de seus afazeres, compromissos, tarefas e agendamentos. Muitos são os fatores que contribuem para que isso ocorra, só para, ligeiramente exemplificarmos, podemos citar aqui alguns deles, como sendo: desorganização falta de coragem, desinteresse, ilógica e em muitas vezes irresponsabilidade. Estamos convencidos que a falta de organização conjugada à irresponsabilidade, são fatores preponderantes a proporcionar intensidade nestes problemas, fazendo com que este descompasso faça parte integrante da vida desorganizada do indivíduo. Acreditamos que o problema não reside no propósito puro e simples de protelar obrigações ou afazeres, mas, sim, em não cumpri-los ou realizá-los, no caso do não cumprimento, a irresponsabilidade falou mais alto, contudo, cada indivíduo sabe muito bem que compromissos e obrigações têm que cumprir, sabe mais ainda, o grau de importância e urgência que cabe a cada um deles, não
tendo, assim, cabimento, uma vez que, somos capazes de gerir nossa própria vida e administrar negócios, que precisemos buscar socorro em livros de auto-ajuda, nos apegando a eles para aprendermos vivenciarmos nossas próprias vidas, nossos próprios problemas, algo que nós mesmos construímos e agora não sabemos ordená-los, isso nos parece ilógico.
2 A LITERATURA DA AUTO-AJUDA OU ACONSELHAMENTOS.
Não estamos entrementes, a combater esta literatura, em absoluto, não se trata disso, o que estamos querendo dizer é que: se chegamos até o ponto de termos problemas, compromissos, agenda a cumprir e outros afazeres impostos pelo cotidiano e pelo mundo dos negócios, é porque tivemos competência de conquistar por nosso próprio mérito este grau de evolução, garantindo nosso espaço, nosso lugar ao sol, não ficamos inertes, inaptos aguardando aconselhamentos para agirmos, e se assim o foi, e tivemos toda essa competência de criar atividade, o porquê de não desempenhá-la, desenvolve-la, cumpri-se, não é lógico. A nossa determinação e coragem para assumirmos compromissos e desempenhar tarefas diversas, com eficácia e prontidão, só depende de nós mesmos, e para que isto se torne o ponto chave em sua vida, acreditamos se fazer necessário assumir postura logística consciente e responsável criando-se, não apenas agenda, mas, mapeando suas obrigações, tarefas, projetos, tempo, espaço enfim, ordenando sua vida, isso evitaria transtornos e perda de tempo.
A classificação por importância e urgência a que requer cada tarefa, pode ser o ponto de partida para acabar, por exemplo, com a desculpa da protelação por esquecimento. O uso da lógica significa uso da racionalidade, do razoável, do inteligível. Lecionando Siches, apud Diniz, (2010, p. 94) sobre o conceito lógica, nos oferta rica contribuição sobre tão reflexivo tema, atentemos para o que nos ensina este brioso pensador:
A lógica do razoável ou “logos do humano” ou da razão vital ou histórica destina-se a compreender, buscando o sentido dos fatos ou objetos humanos, mediante operações estimativas. É uma lógica que se inspira na razão projetada sobre os assuntos humanos, permeada por pontos de vista axiológicos, por conexões entre valores e fins, por relação entre fins e meios, aproveitando as ligações da existência humana prática e da experiência histórica que se inspiram na condição dos problemas práticos que demandam tratamento justo e eficaz. A lógica do razoável está condicionada pela realidade concreta do mundo em que opera. Não é uma lógica abstrata, cuidando apenas de consequência das proposições, visto estar
impregnada de critérios axiológicos. Não apresenta solução abstrata, idealizada, considerada como a melhor para todos os tempos e lugares, mas uma solução concreta para cada caso, que pode até mesmo ser antissiologística
3 QUANDO SE DEVE PROTELAR
Claro que existem os momentos e circunstâncias para protelação de coisas, todo na vida pode suceder, protelar apesar de tudo, tem sua ocasião e a depender das premissas o que é menor o que é maior, mais importante, menos importante, este expediente pode ser usado, principalmente quando se tem controle da situação e consciência da decisão tomada, mas, até nestes momentos é necessário que se utilize a ferramenta da lógica da racionalidade, inteligência. Isso pode encontrar esteio através do pensamento abaixo;
Através da lógica, você pode atacar o mito do não-controle das próprias emoções. Usando um silogismo simples (silogismo é uma formula de lógica na qual temos uma premissa maior, uma premissa menor e uma conclusão baseada a concordância entre as duas premissas), você pode dar inicio ao processo de assumir o comando de si próprio, tanto em termos racionais quanto em termos emocionais. (DYER, 1997, p.15)
4 CONCLUSÃO:
Se fizermos uma reflexão sobre o lógico e razoável, podemos chegar ao senso de que, o suporte do qual devemos nos firmar é o do princípio cartesiano, no que se refere a parte cognitiva da razão, se compararmos o dia-a-dia que vivemos, com os princípios matemáticos, veremos que cada problema, tarefa, compromisso, são equações a serem resolvidas, umas de simples resolução e outras que precisamos usar formulas mais complexas, contudo, são problemas que têm solução, saída lógica para finalizá-los, dirimi-los. Não queremos com isso, qualificar a vida, como sendo apenas um jogo lógico, frio e numérico, sabemos que a vida é mais que isso, seus valores intransferíveis, indisponíveis, tão íntimos e pessoais, contam e muito, a vida é também emoção, ou mais emoção que lógica, sendo pra uns mais lógica e outros mais emoções, como acima exposto por Dyer, o comando por você adotado pode
conter termos racionais quanto emocionais, a competência lógica usada para finalidade da pratica da resolução certamente vai favorecer mais tarde, a pratica da emoção sem culpa sem pressa e até mais prazer. Aderir ao rumo da lógica e fazer uma releitura de si próprio e do mundo das exigências em que vivemos, veremos que: fazer e realizar são atribuição humana, sem truques ou mágicas, apenas, lógica e determinação.
*Estudante de Direito I Período, Ages.
REFERENCIAS
DINIZ, Maria Helena, Compêndio de Introdução à Ciência do Direito, Introdução à teoria geral do Direito, à Sociologia Jurídica e à Norma Jurídica e Aplicação do Direito, 21ª ed. São Paulo, Saraiva, 2010.
DYER, Weyne W. Seus Pontos Fracos, tradução de Mary Deiró Cardoso, 21ª ed. Rio de
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