terça-feira, 21 de maio de 2013

Definições

Se cumprido o ritual previsto esta quarta-feira deve vir carregada de raios e trovões. No Fórum, a Justiça dá início ao processo que ao fim e ao cabo poderá levar à cassação do mandato do prefeito Tarcísio “Liso” Pedreira. É o início dos depoimentos das testemunhas que asseguram que a coligação que elegeu o atual prefeito “comprou” votos em troca de sacos de cimento e de rolos de arame farpado. Na Câmara de Vereadores, a ex-secretária de Ação Social tem mais uma oportunidade para provar que não se utilizou do cargo em benefício próprio. Acusação, inclusive, que levou à sua exoneração antes mesmo de completar quatro meses no governo.
O clima normalmente morno que marca o dia a dia da Câmara Vereadores pode tomar um rumo diferente com o depoimento da ex-secretária de Ação Social, Advan Sobrinho sobre os motivos que levaram o prefeito Tarcísio “Liso” Pedreira a exonerá-la do cargo de forma intempestiva antes mesmo de completar quatro meses no cargo. Como se sabe, ela foi denunciada por pagar à Assistente Social, Adriana Sobrinho (sua prima e funcionária da clínica de sua propriedade) com recursos da Secretaria de Ação Social. Advan nega e garante ter provas de que a prima trabalhou para a Secretaria como assistente social e, portanto, fez jus ao salário. “Tudo não teria passado de maldade e intriga de sua prima”.
Intimada a comparecer à Câmara de Vereadores seu depoimento pode, inclusive, complicar a vida do Prefeito Tarcísio “Liso” Pedreira com mais um processo na Justiça. Dessa vez, caso não consiga provar o que afirma, por improbidade administrativa. Os vereadores, segundo os ouvidos atentos do “passarinho do pé de fícus do Bar de Osvaldo”, estão dispostos a buscar a verdade. Até porque a sociedade queimadense não aceita mais este tipo de comportamento político. Se a ex-secretaria tem provas que sua prima trabalhou na Secretaria de Ação Social esta é a última oportunidade para explicar as razões de o prefeito demiti-la sem lhe dar  o direito de defesa.
Esta é uma equação que ainda não está de todo resolvida. A exoneração de Hamilton Oliveira da Secretaria de Administração, cargo que ocupava até a semana passada, mostra que a crise aberta pela saída de Advan Sobrinho, cunhada de Hamilton, ainda não cicatrizou. E não será o cargo de Diretor do Meio Ambiente do município, oferecido como premio de consolação que vai apaziguar a crise no primeiro escalão do governo Tarcísio. Toda a crise, até agora, beneficiou apenas uma pessoa: Ademar Moura que emplacou “seu protegido” que ocupava a Chefia de Gabinete, na Secretaria de Administração.

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