Se cumprido o
ritual previsto esta quarta-feira deve vir carregada de raios e trovões. No Fórum,
a Justiça dá início ao processo que ao fim e ao cabo poderá levar à cassação do
mandato do prefeito Tarcísio “Liso” Pedreira. É o início dos depoimentos das
testemunhas que asseguram que a coligação que elegeu o atual prefeito “comprou”
votos em troca de sacos de cimento e de rolos de arame farpado. Na Câmara de
Vereadores, a ex-secretária de Ação Social tem mais uma oportunidade para provar
que não se utilizou do cargo em benefício próprio. Acusação, inclusive, que
levou à sua exoneração antes mesmo de completar quatro meses no governo.
O clima
normalmente morno que marca o dia a dia da Câmara Vereadores pode tomar um rumo
diferente com o depoimento da ex-secretária de Ação Social, Advan Sobrinho
sobre os motivos que levaram o prefeito Tarcísio “Liso” Pedreira a exonerá-la do
cargo de forma intempestiva antes mesmo de completar quatro meses no cargo.
Como se sabe, ela foi denunciada por pagar à Assistente Social, Adriana Sobrinho
(sua prima e funcionária da clínica de sua propriedade) com recursos da Secretaria
de Ação Social. Advan nega e garante ter provas de que a prima trabalhou para a
Secretaria como assistente social e, portanto, fez jus ao salário. “Tudo não teria
passado de maldade e intriga de sua prima”.
Intimada a
comparecer à Câmara de Vereadores seu depoimento pode, inclusive, complicar a
vida do Prefeito Tarcísio “Liso” Pedreira com mais um processo na Justiça.
Dessa vez, caso não consiga provar o que afirma, por improbidade administrativa.
Os vereadores, segundo os ouvidos atentos do “passarinho do pé de fícus do Bar
de Osvaldo”, estão dispostos a buscar a verdade. Até porque a sociedade
queimadense não aceita mais este tipo de comportamento político. Se a
ex-secretaria tem provas que sua prima trabalhou na Secretaria de Ação Social
esta é a última oportunidade para explicar as razões de o prefeito demiti-la
sem lhe dar o direito de defesa.
Esta é uma
equação que ainda não está de todo resolvida. A exoneração de Hamilton Oliveira
da Secretaria de Administração, cargo que ocupava até a semana passada, mostra
que a crise aberta pela saída de Advan Sobrinho, cunhada de Hamilton, ainda não
cicatrizou. E não será o cargo de Diretor do Meio Ambiente do município,
oferecido como premio de consolação que vai apaziguar a crise no primeiro
escalão do governo Tarcísio. Toda a crise, até agora, beneficiou apenas uma
pessoa: Ademar Moura que emplacou “seu protegido” que ocupava a Chefia de
Gabinete, na Secretaria de Administração.
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