No jogo de poder travado nas entranhas da atual
administração – com destaque para o papel fundamental exercido por Maria
Dolores Oliveira ou “mainha” como é mais conhecida a genitora do prefeito Tarcísio “Liso”
Pedreira – uma tênue luz começa a aparecer no final do túnel escuro a qual está
mergulhada esta gestão, de acordo com a bisbilhotice do “passarinho do pé de fícus do Bar
de Osvaldo”.
E dentre os novos escudeiros que
defendem um posicionamento político para ações políticas destaque para as
posições ponderadas e racionais do vereador Renato Varjão e do secretário de
Finanças Roberto Oliveira. O próprio prefeito Tarcísio “Liso” Pedreira que, como
todos sabem segue às cegas o comando de “mainha”, dá sinais de cansaço com
tanto desgaste e já não quer seguir 100% suas orientações.
Mas o “passarinho do pé de fícus do Bar
de Osvaldo” sabe que este novo comportamento surgido dentro do grupo
não navega em águas tranqüilas. São muitas e de variadas cores as resistencias
a esta nova adequação. Sobretudo de setores que preferem o quanto pior melhor como
forma de sustentar um poder belicoso, mas que, na verdade, é um pano de fundo
para esconder incompetência, falcatrua entre outras mazelas que permanecem
enraizados na prefeitura de Queimadas.
As pessoas sérias e que se preocupam
com o desenvolvimento do nosso município já perceberam que o jogo de acusações,
as mais estaparfúdias que se possa imaginar, foi o mote inicial do atual gestor
para responder ao péssimo gerenciamento político/administrativo de seus
primeiros 100 dias de desgoverno, como prefere assim denominar o “passarinho
do pé de fícus do Bar de Osvaldo”.
Errou e errou feio ao bater de frente
com direitos garantidos por lei aos servidores públicos. Passou três meses de
forma arrogante e prepotente negando-se a negociar e só o fez ao perceber a
força e a maturidade dos sindicalistas e dos funcionários em defesa de seus
direitos. Não satisfeito, o alcaide investiu com unhas afiadas e prontas para a
guerra contra adversários, ex-gestores e todos que ousaram criticá-lo,
sobretudo por sua dependencia explícita ao mandonismo de sua genitora e aos
arroubos inexperiente de sua irmã.
Só para citar dois exemplos: o
primeiro, a insistência em não pagar os salários de médicos, enfermeiros, técnicos,
recepcionistas, digitadores, cozinheiros e auxiliares de limpeza lotados nos
postos de saúde do PSF, do Centro de Saúde e do Caps. Com uma desculpa que não
se sustenta já que o dinheiro entrou na conta do Fundo Municipal de Saúde no
dia dois de janeiro, portanto já sob sua administração.
Não pagou porque quis fazer caixa. O
que não se sabe é para quê. Da mesma forma com o décimo terceiro salário. O
segundo, a judicialização das obras de reforma e ampliação dos postos do PSF.
Atitude que pode gerar, inclusive, a suspensão dos repasses das parcelas
devidas pelo Ministério da Saúde ao município.
Entendendo o caso
Para que o Ministério da Saúde aprovasse a reforma e a ampliação dos postos era obrigatório a realização de um projeto executivo (o que foi feito, caso contrário não seria aprovado e as verbas não seriam liberadas). Não é necessário ser engenheiro para certificar-se que o posto, por exemplo, do Riacho da Onça que foi totalmente demolido e em seu lugar construído um novo e mais amplo, a primeira parcela não seria suficiente (menos de R$ 10 mil reais).
Para que o Ministério da Saúde fizesse o repasse das segunda e terceira parcelas a Secretaria de Saúde era obrigada a alimentar um programa criado especificamente para que o Ministério pudesse acompanhar a aplicação desses recursos. O que foi feito. A razão de o Ministério até o momento não ter repassado as parcelas restante é uma incognita. Mas a Prefeitura tem meios de investigar.
Vejam o caso, por exemplo, da Academia de Saúde. Muitas pessoas, algumas insufladas pelo núcleo duro da atual administração, denunciam irregularidades na obras e que por esta razão o Ministério não liberou as parcelas restantes. Nada mais mentiroso. A Academia é exatament6e aquilo que todos vêem. Se for pequena, tem poucos equipamentos não é problema do município. Este foi o tipo de Academia colocada à disposição da nossa cidade.
Então qual a razão da não liberação das segunda e terceira parcelas? Se os responsáveis pelo setor estivessem no Ministério brigando e lutando com certeza estes recursos já teriam sido liberados e comerciantes como as Casas Globo teriam recebido o pagamento pelo material que venderam. E mais: a Secretaria de Saúde estaria recebendo a verba de custeio que o Ministério libera para pagamento, inclusive, dos profissionais, como Educadores Físicos, médicos entre outros.
É por esta razão que o “passarinho do pé de fícus do Bar de Osvaldo” saúde o surgimento desta luz no fim do túnel e deste grupo de pessoas que pensam o município, independentemente de cores partidárias. Esperamos que as obras sejam retomadas e, principalmente, que o prefeito siga esta luz. Ela pode representar o seu despertar e o fim do marasmo a que está entregue esta administração.
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