A ex-secretária de Ação Social, Advan Sobrinho vai ser
convocada pela Câmara de vereadores para explicar as razões que levaram o
prefeito Tarcísio “Liso” Pedreira, de forma intempestiva e abrupta, a
exonerá-la do cargo. De acordo com informações colhidas pelo “passarinho
do pé de fícus do Bar de Osvaldo” alguns vereadores não estão
satisfeitos com as explicações dadas pela ex-secretária quando do seu
pronunciamento na rádio Queimadas FM. Eles querem “dirimir” dúvidas que ficaram
sobre as razões da demissão porque estão convencidos que a verdade ainda não
apareceu.
A verdade é
que a ex-secretária, em que pese ter anunciado aos “quatro ventos” que provaria
a sua inocência, ou seja, de que a “pivô” dos acontecimentos trabalhou na
Secretaria de Ação Social e, por esta razão, fez jus ao pagamento recebido, não
convenceu, sequer, aos seus aliados e, muito menos, ao Prefeito que optou por demiti-la
de imediato.
A sua
convocação, portanto, será uma nova oportunidade para que a ex-secretária Advan
Sobrinho prove que o pagamento à sua prima tem respaldo legal. Sua defesa, caso
prove a legalidade de seu ato, pode, inclusive, livrar a cara do prefeito
Tarcísio “Liso” Pedreira de vir a responder a um novo processo, desta vez por
improbidade administrativa, que pode lhe custar o cargo.
Sabe-se,
também, que os vereadores – alguns, inclusive, da situação. – querem o fim das
especulações, pois tem consciência que a sociedade queimadense não aceita mais
este tipo de prática que corroi há muitos anos a política em nosso município e
que levou dois prefeitos a serem cassados e a perderem seus direitos políticos.
Para entender a crise releiam a matéria que o blog do Haroldo
publicou no último dia 02 deste mês.
Enfim, para felicidade
da nação queimadense o “ovo da serpente” eclodiu. Pena que não gerou
aquilo que todos esperavam: a verdade sobre a denúncia de que a -Secretaria de
Ação Social pagou com recursos públicos o salário de Adriana Sobrinho funcionária
da Clivep, clínica de consultórios médicos de propriedade da psicóloga Advan
Sobrinho, na época à frente da Secretaria. A denúncia, inclusive, obrigou o
prefeito Tarcísio “Liso” Pedreira a demitir a secretária nem bem ela tinha
completado quatro meses à frente da secretaria.
A verdade é que o ovo estava gorado. Não que o “passarinho do pé de fícus do
Bar de Osvaldo” (tão elogiado pelo prefeito Tarcísio “Liso” Pedreira) já não
soubesse. Apenas respeitou o direito da ex-secretária de esperar a tormenta
passar para se explicar perante a sociedade queimadense. Afinal, Advan Sobrinho
tem um passado limpo e sempre mereceu o respeito e apoio dos seus conterrâneos.
Mas a verdade é que ela teria dificuldade para explicar e convencer a população
do porquê de pagar a uma funcionária de sua clínica particular e, mais
agravante, sua prima, com recursos da Secretaria. Ingenuidade ou sabedoria em
demasia? Sim, porque o pagamento foi feito por meio de depósito na conta
corrente da funcionária com recursos oriundos de uma conta da própria
Secretaria.
Hoje, na rádio “Queimadas FM” a ex-secretária Advan Sobrinho de maneira
constrangida tentou explicar o inexplicável. Afirmou que tudo não passou de
vingança perpetrada por sua prima para prejudicá-la, sob orientação de seu
companheiro Walmir Bezerra (candidato a vereador nas últimas eleições) e que a
estava usando politicamente para prejudicar o atual gestor.
Mas não negou a denúncia
principal: a de que pagou com recursos públicos o salário da funcionária de sua
clínica particular. Tentou explicar, sem conseguir, que Adriana Sobrinho
trabalhava na Secretaria, mas que ia poucos dias ao trabalho, já que, como
Assistente Social ela teria um horário diferenciado dos demais funcionários.
O que a ex-secretária não explicou, e nem tinha como explicar, é que se a
funcionária estava de fato prestando serviço à Secretaria (e ela garante que
tem provas) não havia razões para ser demitida pelo prefeito, em especial, da
forma como foi feito sem que ela tivesse direito a defesa. Foi sumária a sua
demissão. O que poucas pessoas sabem e muitas fingem não saber é que este
episódio pode terminar em cassação do mandato do prefeito por improbidade
administrativa. Daí sua pressa em demiti-la.
Mas o “passarinho do pé
de fícus do Bar de Osvaldo” não está preocupado com o futuro político da
ex-secretária. Ela própria o jogou no lixo. Está preocupado com o cerco e os
oferecimentos que o prefeito Tarcísio “Liso” Pedreira e alguns dos seus
asseclas vem fazendo a Walmir Bezerra, companheiro da prima. Pois não é que o
prefeito teve a cara de pau de propor a Walmir que sua companheira fizesse o
estorno do dinheiro pago com recursos da Secretaria de Ação Social?
O que pretende o
alcaide? Ir para a “Rádio Queimadas FM” e afirmar que tudo não passou de boatos
e que jamais houve tal episódio e, inclusive, readmitir a ex-secretária? Ou
estaria ele apenas com medo de que uma ação na Justiça o leve a perder o
mandato?
Para entender o
episódio
Adriana Sobrinho morava
em São Paulo. Advan Sobrinho quando soube que seria secretária de Ação Social
convidou a prima, que é Assistente Social para vir trabalhar com ela na
Secretaria. Ocorre que o seu companheiro Walmir Bezerra faz oposição ao
prefeito e este exigiu em contrapartida ao emprego, que ela rompesse seu
relacionamento com seu companheiro, o que não foi aceito.
Daí a razão de Adriana
Sobrinho ter ido trabalhar na clínica de propriedade da prima. Ocorre que neste
período a amizade entre as duas foi se deteriorando a ponto de haver um
rompimento. O problema é que Advan Sobrinho, a empresária e não a secretária,
não pagou o tempo trabalhado pela prima em sua empresa. Com a insistencia dela
em receber seus direitos Advan Sobrinho resolve pagar, mas utilizando-se dos
recursos públicos e não da sua empresa.
Onde está a vingança?
Lutar para receber o que tinha direito era razão para ser tratada de forma
injusta como foi? O que Adriana e seu companheiro fizeram foi denunciar uma
“mutreta”, um escândalo e uma prova de que este governo ainda tem muito a
explicar à população de Queimadas. Este é apenas um, entre outros casos que
estão sendo levantados. Vamos aguardar.
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