Conto
1 – Da traição
Dois
episódios surrealistas (surreal, neste caso, no sentido do bizarro porque ele
encerra em si algo fora do contexto, mas se insere dentro do teatro de absurdo
que é a política de Queimadas. Isso em razão do surrealismo ter sido um
movimento do início do século passado em que surreal significa algo
extravagante, exagerado ou, como diria Raul Seixas, “O Genial”, maluco beleza.
Já o
bizarro vale a história de uma noiva chinesa que na manhã seguinte à noite de
núpcias errou de quarto ao voltar do banheiro, fez sexo com o padrinho e ainda entrou
na Justiça contra o sortudo. Claro, perdeu.
Já em Queimadas não se duvida de que o Ministério Público viesse
achar “cabelo em caca de ovo” e aceitasse abrir uma ação contra o sortudo
padrinho. Mas, vamos aos fatos:
Três, de dois possíveis pré-candidatos do PT nas prévias que
não existiram na campanha para a prefeitura de Queimadas no ano passado,
mudaram de lado (será que ainda continuam filiados ao partido, o que seria mais
uma bizarrice?) e apoiaram outro candidato. Um tornou-se, inclusive, secretário
de Educação. O segundo, bem só ele pode dizer se usufrui ou não das benesses do
poder.
Já o terceiro ocupou cargo de importância na campanha do
candidato do PT até ser descoberto que mirava duas coisas: dinheiro e traição.
Esta semana, comprovou-se o que todos desconfiavam, mas não tinham certeza.
Em
roda de amigos do “poder”, ao se aproximar perguntou com ares de quem sabe de tudo
e os outros, nada: “já sabem da novidade? Diante do silencio de plateia tão
atenta, concluiu: “nós ganhamos, o promotor deu parecer favorável a gente”.
Silencio e pano de fundo. Esses são os “Reis” desse teatro mambembe vigente em
Queimadas e que aceita qualquer tipo de ator, ou melhor, “tartufo”.
Conto 2 – da Noiva
Noivo
arrependido (ou seria a noiva?) desiste de casamento. Bem, nada demais, afinal
casamentos se desfazem como castelos de areia à beira mar, quanto mais noivados
longos sem perspectivas de lances maiores, segundo as más línguas e colunistas
que acompanham a vida social de nossa comunidade.
Novidade,
mesmo, como contam as más línguas e este escrevinhador discorda por não
acreditar em tudo que elas falam, foi o noivo já está a desfilar com um novo
amor pelas ruas da cidade. Mas este tipo de assunto deve ser do interesse
exclusivo dos envolvidos e este blog acompanha a política de
Queimadas e não a vida pessoal das pessoas.
Se
assim o é então porque este “nariz de cera” acima? devem estar a
perguntar os amigos do “passarinho do pé de fícus do Bar de Osvaldo”
surpresos com esta abordagem. Bem, o assunto em si não diz respeito a este
blog. Porém, os caminhos para se chegar envolve aspectos políticos que, como
afirmado no texto acima (Conto 1 – Da Traição –, são políticos em que pese ser
de um surrealismo bizarro à queimadense e à toda prova.
A
noiva trabalhava numa secretaria que em menos de oito meses mudou duas vezes de
comando. Ou seja, está no terceiro secretário. Mas a noiva cometeu um pecado
que casais jamais devem cometer: dar opinião sobre determinados assuntos
ficando contra uma das partes. E, neste caso, o pior: contra o noivo.
Explico
melhor: a noiva em questão discordou da demissão da ex-secretária de Ação
Social apontando, entre outras coisas a favor de sua pemanencia, a sua
reconhecida competência e lealdade e que ele, o noivo, não deveria acreditar em
tudo o que as pessoas falam, pois há muito traidores. Prepotencia, ignorância e
deslealdade caminham de braços dados com a truculência. E esta não se fez por
demorar.
E
qual teria sido a reação do noivo com argumentos que deveriam, no mínimo, serem
levados em consideração e que deixou a noiva surpresa e indignada: “A única
traição aqui é a sua que sabia que a ex-secretária falava quase que diariamente
com seu (dele, noivo) adversário por telefone e nunca me contou”, refutou o noivo.
Bem
desculpem os leitores mas o barraco que se seguiu após esta sentença não deve
fazer parte de nossa leitura. Cada um tire suas próprias conclusões, até porque
o adversário com que a ex-secretária falava rotineiramente não passa de um
funcionário da própria prefeitura com posição de peso na estrutura administrativa, mas que, neste caso, infelizmente, tem o mesmo nome de batismo do adversário.
Além
do mais, as más línguas e as colunistas queimadenses já estão a espalhar que o
indigitado noivo arrependido foi a casa a noiva atrás de uma reconciliação. “Aceito
recomeçar, mas com data marcada para casamento”. O cantar de pneus e a poeira
levantada dá a dimensão da resposta. É como digo: vida pessoal deve ficar
intramuros. Ou, ainda, que "roupa suja se lava em casa". Contanto que ela seja blindada à ouvidos maliciosos.
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