terça-feira, 15 de outubro de 2013

Mais uma traição


Outubro vermelho vem aí!

Por razões técnicas o blog esteve fora do ar. Mas Ricardo deu um jeito, se bem que demorado (seis dias). Vamos recuperar o atrasado.


        O cerco aos cofres da prefeitura de Queimadas tem mais um lance favorável ao esquema montado a partir de janeiro deste ano com a ascensão do atual prefeito Tarcísio Pedreira e a sua troupe (não parece uma companhia teatral de esgoto a alegrar, diariamente, seus espectadores mais devotos e que os aplaudem delirantemente?).

Vamos lembrar que essa é uma guerra travada em forma de guerrilha em que as tropas de elite sob o tacape da “Comandante Mainha” e sua fiel escudeira, pouco a pouco, vêm decepando, um a um, aqueles que, por ventura, atravessam seu caminho ou impedem, mesmo que momentaneamente, o seu (dela) acesso fácil aos recursos públicos. Novas traições, por certo, virão. Não se esqueçam que estamos apenas com dez meses de governo.

Por coincidência, o primeiro a cair foi Advan Sobrinho, Secretária de Ação Social, sob acusação, feita pelo próprio Prefeito Tarcísio Pedreira, de corrupção na sua pasta. Por isso soa estranho o comportamento dessa profissional que, após sair defenestrada e acusada pela cúpula do poder, volta a se aninhar em seus braços.

Posteriormente, foi derrubado o secretário de Administração, Hamilton Oliveira sem que também fosse oferecida uma explicação com um mínimo de razoabilidade para a sua queda. No meio do caminho, o ataque mais feroz da “Comandante Mainha” e sua fiel escudeira que agregou à sua troupe o vereador Renato Varjão, o secretário de Educação, Leonir Floriani e o inepto (característica do que ou de quem não possui habilidade ou aptidão), André Cayres: a queda do secretário de Finanças, Roberto Oliveira.

Mas este ataque foi mal calculado e a derrota foi vergonhosa. Depois de discussões arrepiantes que mais pareciam ter saído do filme “Jogos Mortais”, a troupe bateu em retirada com o rabo entre as pernas. Pelo menos momentaneamente a Secretaria de Finanças continua na mão de um dos Oliveiras. Mas, claro, sem o poder anterior, haja vista que, segundo as más línguas um dos mambembes com consanguinidade de primeira linhagem na família da “Comandante Mainha”, regula compras e pagamentos de toda a ordem. Será, por acaso, a fiel escudeira?

O guerrilheiro, ou melhor, a guerrilheira da vez a cair no cipoal das traições, foi Fabiana Oliveira uma técnica competente que foi afastada da também Secretaria de Ação Social, abruptamente e de forma grosseira e deselegante, como é do feitio dessa troupe sem uma justificativa plausível. O prefeito e a sua troupe mambembe alegaram que foi uma decisão política.

Para o “passarinho do pé de fícus do Bar de Osvaldo”, mais vivo e atuante que nunca, a justificativa “política” alegada pelo tartufo tem outro nome: os mais de R$ 200 mil que se encontram depositados nas contas dos programas geridos pela Secretaria de Ação Social muitas, inclusive, verbas federais. Não vou esmiuçar a que se destinam esses recursos. Vou aguardar que a própria ex-secretária, Fabiana Oliveira explicite de forma didática aos vereadores, de que maneira esses recursos seriam empregados. Digo isso porque acredito que a presidência da Camara, como é de praxe nesses casos, convide a ex-secretária para explicar as razões de sua demissão tão intempestiva.

A exoneração da Fisioterapeuta Fabiana Oliveira é um desses episódios que envergonham nosso município e leva a população a desacreditar, cada vez mais, na política e nos pretensos homens que acreditam poder governar sob o tacão da grosseria, desonestidade e, acima de tudo, de que a tudo podem. O “passarinho do pé de fícus do bar de Osvaldo” se reserva ao direito de só se posicionar a respeito dos bastidores que levaram à queda da ex-secretária quando ela se manifestar publicamente sobre o assunto, se assim achar que deva fazê-lo.

Neste momento, o “passarinho do pé de fícus do Bar de Osvaldo” professa a fé de que o argumento ou desculpa jogada ao ar pelo tartufo dessa troupe mambembe não passa de despiste para a sua tarefa inicial a partir da queda de Fabiana Oliveira: colocar de imediato as mãos nos recursos disponíveis nas contas da Secretaria de Ação Social existentes no Banco do Brasil. E a prova maior do que de que isso é verdade foi a nomeação de Rita Sales, como a “boba da corte” (e aqui não vai qualquer sentido pejorativo) para comandar a pasta.


Nós voltaremos a este assunto, brevemente. Aguardem.

2 comentários:

  1. Vermelho ou preto, pouco importa! O que importa é que tão detonando Queimadas, e vereadores, MP e justiça, prevaricam... Eles tomaram conta do poder em Queimadas e não saem tão cedo. Este promotor é um "João Sem Braço", como diz o ditado popular, tinha que entregar o parecer em dois dias e até agora não vejo o TRE computar a entrega de seu parecer e a juíza da mesma forma, parece não saber que prazos judiciais tem que serem cumpridos. Se ele perder o prazo, pode ter seu parecer anulado por intempestividade por qualquer uma das partes que seja contrária... talvez faça isso já de propósito pra dar uma de "Pilatos"...

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  2. Como eu disse o promotor é um prevaricador, não tá em Queimadas pra cumprir a lei... Mas ,seu parecer pode ser questionado pois perdeu o prazo legal dado pela magistrada...

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