O “carão”
ou o “puxão
de orelha” se assim o preferem dado
pelo prefeito de Serrinha, Osny Cardoso de Araújo, também presidente do Consisal,
no prefeito de Queimadas Tarcísio Pedreira durante sessão na Camara de Vereadores
na última quarta-feira registrada por este blog e transmitida ao vivo para todo
o município por três emissoras de rádio, pode parecer, mas não foi o único fato
relevante ocorrido naquela manhã que entrará para a história política de
Queimadas como o maior vexame passado por uma autoridade do nosso município e,
o que é pior, dentro de sua própria terra.
Dois outros episódios ocorridos
durante a sessão da Camara apontam para o grau de insensatez,
irresponsabilidade, incompetência e mau gerenciamento da coisa pública levado à
cabo por este atual desgoverno que o Líder do Governo na Camara, vereador Renato
Varjão, tenta fazer crer para a população ser o maior prefeito da História de
Queimadas.
O mesmo vereador
que momentos antes, ao falar da tribuna para atacar mais uma vez este blog
e o seu editor, anunciou que o prefeito já decidiu e ninguém vai conseguir
dissuadi-lo de vender créditos que o município tem junto ao Governo Federal no
valor de R$ 15 milhões por meio de leilão já prestes a acontecer.
Esta prepotência e arrogância,
algo peculiar ao vereador e ao prefeito, podem trazer para o erário público,
caso se confirme a realização do leilão, como tudo leva a crer, um prejuízo em
torno de R$ 7.5 milhões, um crime que a sociedade queimadense não pode
permitir. O cinismo do Líder do Governo, vereador Renato Varjão ao anunciar a
realização do leilão e o que o prefeito “Fogueteiro”
pretende fazer com os R$ 4.5 milhões que vai receber revela o escárnio com que
estas pessoas tratam o bem público e o seu povo.
Explico melhor: Se
o prefeito vender o crédito de R$ 15 milhões que o município de Queimadas tem a
receber em 1º de janeiro de 2015, portanto daqui a menos de 14 meses, com um
deságio de 50%, conforme apontou este blog ao denunciar o acordo prévio
entre o prefeito e o Banco Safra, a prefeitura ficará com R$ 7.5 milhões,
metade do dinheiro. Só que destes R$ 7.5 milhões ela terá que pagar R$ 3 milhões
(20% de R$ 15 milhões) ao advogado da causa (a base de cálculo é feita sobre o
valor global do crédito), ficando para o município apenas R$ 4.5 milhões, ou
seja, 30% do valor global de R$ 15 milhões, quando poderia, em janeiro de 2015,
entrar nos cofres municipais, líquidos R$ 12 milhões.
Sem ter como
responder à sociedade queimadense a acusação feita por este blog
tergiversou o vereador Renato Varjão: “Nós consultamos o Tribunal de Contas
(Quem? Está por escrito?) e este nos garantiu que não existe qualquer irregularidade
na operação”, bradou. O blog não acusou o prefeito de, ao
vender o crédito, estar burlando a lei.
O que o blog
afirmou e reafirma é a imoralidade da venda e o crime de “lesa” prefeitura se a venda for concretizada nos termos denunciado
de um crédito com garantia legal de recebe-lo dentro de 14 meses. A Camara, é
verdade, por unanimidade, como afirma o Líder do Governo, deu de mão beijada o
poder para o prefeito Tarcísio Pedreira cometer este crime contra o erário
público, ao transformar em lei projeto tão sinistros e lesivo aos cofres
públicos.
Portanto, não é a
questão legal que está em discussão no momento. Se bem que o blog
tem certeza de que se o Ministério Público fosse atuante em nosso município não
deixaria que tamanha insensatez e dilapidação do patrimônio público ocorresse.
O que deixa a população perplexa é o prefeito, com a autorização expressa da
Camara de Vereadores, transferir para terceiros um recurso deste valor, em especial,
quando sabemos o quanto o município precisa de recursos, sobretudo na área educacional
para o qual o dinheiro se destina.
O outro episódio,
abordado pelo blog na matéria anterior, foi sobre a mentira do prefeito
Tarcísio Pedreira logo após o puxão de orelha” dado pelo prefeito
de Serrinha Osny Cardoso de Araújo ao cobrar de público do prefeito de
Queimadas, durante seu pronunciamento na Camara, responsabilidade solidária, ou
seja, que Queimadas cumpra os compromissos assumidos com o Consisal, do qual o
município é sócio. Algo anunciado pelo próprio prefeito em seguida à fala de
Osny, de que não paga desde janeiro.
Como os vereadores,
todos sem exceção, estavam perplexos, ou seria melhor dizer, boquiabertos, como
carão
levado de público pelo prefeito, não perceberam as contradições de Tarcísio ao
tentar, sem jeito, explicar o não pagamento ao Consisal: “não paguei porque o ex-gestor
não deixou recursos alocados para cumprir este compromisso”, disse, para logo
em seguida afirmar: “Já paguei estes últimos dois meses e a partir de janeiro
regularizaremos os pagamentos”, garantiu.
Quem estava presente
no plenário da Camara pode perceber, mesmo que levemente, uma contração no
rosto do prefeito de Serrinha. Educado, Osny Cardoso de Araújo levantou
levemente as sobrancelhas, baixou a cabeça como a esconder a “gafe”
cometida por Tarcísio Pedreira que os vereadores deixaram passar. Mas, o que
foi, afinal?
Observem que nosso
alcaide tinha dado como desculpa ao prefeito Osny, logo após receber o” puxão
de orelha”, para não ter cumprido o compromisso de pagar o Consisal (segundo
o próprio prefeito cerca de R$ 12 mil) porque estaria cometendo crime de improbidade
administrativa que poderia, inclusive, tirar-lhe o cargo de prefeito, já que o
ex-gestor não fez provimento legal. No entanto, logo em seguida, sem nem corar,
afirma que havia pago dois meses (provavelmente setembro e outubro).
Se verdade e não
mentira o que afirmou, na próxima sessão os vereadores de oposição podem abrir
uma sindicância ou uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar s o
prefeito pagou ou não. Se o fez, cometeu crime de improbidade administrativa e
pode perder o cargo. Isso, foi o que levou ao prefeito de Serrinha, Osny
Cardoso de Araújo a mudar seu semblante.
Amanhã escreverei
sobre o outro episódio. Fica claro que ele tem nome: Renato Varjão, Líder do
Governo que hoje tem duas grandes preocupações em seus pronunciamentos. A
primeira, atacar o blog e o seu editor. A segunda, defender o indefensável. Mas
isso tem explicação. É a técnica de quem veio para confundir e não para
esclarecer. Mais com alguns adendos. Aguardem.
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