
Mansão de Paulo Skaf na Rua Guadelupe, no Jardim América.
(Foto do Google Street)

Outra mansão de Paulo Skaf, no bairro nobre do Morumbi. (foto aérea do Google Maps).
As duas mansões pagarão menos IPTU em 2014, para moradores de casas populares pagarem mais. Graças a decisão do ministro Joaquim Barbosa do STF.
Do blog os amigosdopresidentelula.blogspot.com
O presidente da FIESP, Paulo Skaf (PMDB-SP), é um feliz dono de uma mansão na nobre Rua Guadelupe, no também nobre Jardim América, em São Paulo. Mas uma mansão só não basta. Essa riqueza é em dose dupla. Skaf tem outra mansão no Morumbi, outro bairro nobre de São Paulo.
O presidente da FIESP, Paulo Skaf (PMDB-SP), é um feliz dono de uma mansão na nobre Rua Guadelupe, no também nobre Jardim América, em São Paulo. Mas uma mansão só não basta. Essa riqueza é em dose dupla. Skaf tem outra mansão no Morumbi, outro bairro nobre de São Paulo.
Ele entrou na justiça contra a Prefeitura de São Paulo para o IPTU de suas mansões não ter um reajuste diferenciado em relação a quem mora na periferia da capital paulista, por mais modesta que seja a casa.
Com isso um morador do Parque do Carmo, em vez de ter uma redução de 12,1% no IPTU como propunha o prefeito Fernando Haddad (PT-SP), terá reajuste de 5,6%, igual ao reajuste das mansões do Skaf.
Graças à sentença judicial do Tribunal de Justiça de SP e do ministro Joaquim Barbosa no STF, o morador de uma residência modesta no Parque do Carmo irá pagar mais para o "Doutor" Paulo Skaf pagar menos em suas duas mansões.
Isso mostra quanto é difícil fazer justiça social no Brasil, pois até o judiciário impede prefeitos e vereadores eleitos de atenderem os anseios populares da maioria da população.

PSDB de Alckmin entrou na justiça para classe média remediada e pobres pagarem mais IPTU em 2014, enquanto o governador tucano pagará menos pelo seu apartamento no condomínio de luxo com piscinas, jardins, quadra poliesportiva, no Morumbi, bairro nobre de São Paulo.
O governador Geraldo Alckmin, do PSDB, que entrou na justiça contra mudanças no IPTU, junto com Skaf, também se deu bem. O IPTU de seu apartamento no bairro nobre do Morumbi também terá um reajuste menor, subsidiado pelo pobre morador do Parque do Carmo, de Campo Limpo, de Guaianases, de São Mateus e outros bairros que ainda não tem a mesma urbanização da rua onde mora Paulo Skaf e onde Geraldo Alckmin tem apartamento.

Por Zé Augusto

Globo usa valorização do imóvel com benfeitorias públicas para ganhar dinheiro, mas não divide sua prosperidade com a periferia de São Paulo. Alckmin, Skaf e Joaquim Barbosa aprovam essa concentração de renda nas mãos da família mais rica do Brasil.

O prédio sede da TV Globo em São Paulo valorizou, inclusive com a ponte estaiada ao lado, vista das janelas de vidro dos estúdios. A ponte construída com dinheiro público da prefeitura é explorada comercialmente como cenário dos noticiários da TV Globo, sem pagar royalties para a cidade.
Nada mais natural do que a empresa de TV, com lucros cada vez maiores, apesar da queda na audiência, retribuísse à cidade pagando um pouquinho mais de IPTU, para os mais pobres poderem pagar menos e para a cidade ter mais dinheiro para investir na construção de moradias onde hoje existem barracos em favelas, por exemplo.
Para isso o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT-SP), propôs atualizar, nos bairros mais nobres, o valor dos imóveis para efeito de cálculo do IPTU. Fez os estudos, elaborou uma lei, aprovada pela Câmara de Vereadores, onde as famílias que moram nos bairros mais carentes da periferia teriam o IPTU reduzido em até 12%. Aposentados de baixa renda também teriam redução, independentemente de onde moram. A lei previu aumentos escalonados, com muita gente de classe média que mora fora do centro beneficiada, mesmo nos casos em que teria aumento seria abaixo da inflação. Imóveis residenciais teriam aumentos menores do que os comerciais.
Tudo dentro do conceito de fazer justiça tributária, tratando de forma diferente quem é diferente, onde quem é mais rico paga mais, e quem é mais pobre paga menos.
O PSDB do governador Geraldo Alckmin e a FIESP do candidato a governador Paulo Skaf (PMDB) não pensam assim. Acham que os mais ricos tem que ter mais privilégios e sobra para os mais pobres mais sacrifícios, no conceito dos tucanos e de Skaf.
Por isso o PSDB de Alckmin e a FIESP de Skaf entraram na justiça contra aumentos diferenciados no IPTU.
Em São Paulo, a maioria dos desembargadores (provavelmente todos moram em bairros nobres) concederam uma liminar suspendendo a lei proposta por Haddad e aprovada pela Câmara de Vereadores. Haddad recorreu ao STF. Caiu nas mãos do ministro Joquim Barbosa, que preferiu sacrificar os mais pobres e defender os privilégios dos mais ricos, mantendo a liminar que impede o aumento diferenciado para casos diferentes.
Como resultado, todos os carnês do IPTU virão com reajuste igual em 2014, pelo índice da inflação. Perderam a periferia, os mais pobres e a classe média que mora fora das áreas mais nobres.
Graças à Alckmin, Barbosa e Skaf, os ricos que tem mansões onde só uma quadra de tênis ocupa um espaço nobre da cidade onde caberiam 11 casas populares ou um edifício com 11 apartamentos por andar, serão tratados da mesma forma que quem mora em uma casa popular, na hora de reajustar o IPTU.
Graças à Alckmin, Barbosa e Skaf, a TV Globo de São Paulo também pagará o mesmo reajuste no IPTU sobre a sua sede que pagará uma casa popular que valorizou menos.
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