Numa semana de alegria em que se comemora o Nascimento de Jesus Cristo, deixa-nos o sorriso, a espontaneidade. Aquele amigo que, na solidão dos seus, partiu longe da terra que tanta amou. Voou Schmidt levando em suas mãos o pote de talco, a sua fantasia com que espalhava a alegria nos carnavais de outrora sem uma gota sequer de álcool ingerida. Levou o seu sorriso inigualável e franco para encantar aqueles que partiram antes.
Vi-o pela última vez alguns anos atrás em sua casa, em Feira de Santana
cidade que escolheu para dedicar seus últimos dias de vida. Lá estava, como sempre
rechonchudo, com o rádio de pilha colado ao ouvido a gaguejar impropérios com
quem não tinha sintonia como clube de suas paixões. Contemporâneos, crescemos a
infância e a adolescência juntos. Vivemos e sentimos os mesmos amores por nossa
terra.
Fica meu abraço a Judite, Hardson e Elaine frutos de um amor duradouro e
verdadeiro. Schmidt, é assim que quero continuar a chamá-lo, será enterrado
amanhã, pela manhã, após cerimonias religiosas e na Camara de Vereadores que
honrou com a sua presença.
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