quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Aécio, mande a Cemig dar um jeito na Light. Ou vai ser na base do “vamos apagar”?




Por Fernando Brito no "Tijolaço"

Senador, um apelo em nome dos cariocas e fluminenses.

No seu governo, o Governo de Minas, através da Cemig, assumiu o controle societário da Light, que fornece energia para a capital e grande parte da periferia e do interior do Rio de Janeiro.


Nomeou gente a seu gosto, incluindo o senhor José Luiz Alquéres – Alstom – e o senhor Ronnie Vaz Moreira, da Globo. Ainda tem, hoje, no conselho de administração, muita gente da política, como o ex-deputado José Carlos Aleluia e Raul Jungman, do PPS fernandista.

Agora, a Light está deixando os seus clientes no calor, sem luz.

Segundo O Globo, os cortes de energia ficaram 70% acima do limite “aceitável” estabelecido pela Aneel e nem estão nesta conta as faltas de luz em dezembro.

De novo, Senador, porque em 2012 foi o mesmo fiasco.

E todo ano, a desculpa é igual: chuva, vento, calor… Como se chover, ventar e fazer calor no Rio fosse um acidente.

Eu sei que no Leblon, onde o senhor fica, quase não há problemas. Mas para os mais pobres, que não tem praia nem piscina, mas apenas um ventilador, a coisa é pior até do que aqueles números.

O senhor pergunte a seu representante lá em Minas, o governador Anastasia, sobre os lucros da Light.

Porque quem comprou a empresa através da Cemig e, depois, controlando a tal Rio Minas Participações, como quem forma o domínio da maioria das ações foi o senhor, Dr. Aécio.


O senador sabia que eles subiram 282% no terceiro trimestre de 2013 sobre o mesmo período de 2012 e 73% considerados os nove primeiros meses do ano passado?

E que o investimento em manutenção e melhoria dos serviços foi reduzido em 22%, às vésperas do verão e quase 9% no ano,o senhor sabia?

Tenho certeza de que o senador Aécio, como grande “jestor” que é, ao ponto de deitar regras sobre como deveria ser comandada a Petrobras, não quer ficar conhecido aqui no Rio como o homem do “vamos apagar?”

Porque se o senhor passar ali em Bangu, com este calor de 40 graus, com uma plaquinha escrito que foi o senhor que comprou a Light, senador, nem os “marines” são capazes de salvá-lo.

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