terça-feira, 24 de abril de 2012

A mentira tem perna curta


Por onde andará Gilmar Dantas Mendes, o ministro do Supremo que condenou o "Estado Policial" junto com Demóstenes Torres?


Por Galucocortez

Seria Gilmar Mendes um amigo do "estado policial" que denunciou?

A nação brasileira aguarda há dias um pronunciamento, uma entrevista, uma grande fala do ministro do Supremo Gilmar Mendes sobre o “estado policial” em que vivemos e proporcionado, ao que tudo indica, pelo seu amigo, o senador Demóstenes Torres (funcionário de Carlinhos Cachoeira).

No entanto, fiz uma pequena busca na Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo, jornais que sempre noticiaram em primeira mão as entrevistas exaltadas do excelentíssimo ministro. Mas nada. Nenhuma palavra sobre essa situação criminosa, esses grampos, esse “estado policial”.

O ministro Gilmar Mendes foi quem denunciou o “estado policial” quando a Justiça e a Polícia tentavam prender corruptos na ocasião da operação Satiagraha. Como diz Janio de Freitas sobre o episódio:

” Protógenes e o então juiz Fausto De Sanctis eram os alvos imediatos da exaltada acusação do ministro Gilmar Mendes, à época da Satiagraha, de que vivíamos “um Estado policial”. Como provava, dizia ele, a gravação grampeada de um telefonema seu, no próprio Supremo Tribunal Federal. Com quem era o telefonema? Com o senador Demóstenes Torres, que confirmou: “Sim, eu conversei por telefone com o ministro Gilmar”. E nada mais disse nem lhe foi perguntado, por ninguém. Nem ao menos para saber se tinha ideia de como fora feita a gravação. Sobre a qual também Gilmar Mendes não teve ou não pôde dar qualquer esclarecimento” (link).

Esse grampo do “estado policial” de Gilmar Mendes nunca foi encontrado.  E pior, o interlocutor do ministro é o grande agente do “estado policial” dentro do Congresso Nacional, segundo investigações da Monte Carlo.  Mais que isso, o ministro Gilmar Mendes também havia empregado sua afilhada no gabinete de Demóstenes Torres.

Seria Gilmar Mendes um grande inocente útil em sua amizade com Demóstenes? Ou será que a CPMI (Comissão parlamentar mista de investigação) do Carlinhos Cachoeira pode revelar mais coisas sobre o poder judiciário e os grampeadores do “estado policial’? Por que Gilmar Mendes ficou tão exaltado naquele momento com o “estado policial” e agora se cala?

Com a palavra, o ministro Gilmar Mendes.

Leia abaixo o complemento dessa matéria

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