Não confiem nas palavras e no sorriso. O golpe está sendo preparado
O “passarinho do pé de fícus do Bar
de Osvaldo” tem um dúvida que prefere compartilhar com seus poucos, mas
fies leitores. Ela se refere à recente projeto de lei enviado pelo prefeito Tarcísio
Pedreira e aprovado na surdina e por unanimidade, ou seja, sem alarde ou
discussão, pela Camara Municipal. Pela importancia que representa para as
finanças do município e pelo volume de recursos envolvidos vale a pergunta: os
vereadores não perceberam ou, o que é ainda mais grave, não visualizaram ou não
quiseram visualizar a necessidade de a sociedade em conjunto com a APLB,
professores e alunos debaterem o projeto antes de aprová-lo a toque de caixa?
Ao analisar superficialmente o
assunto o “Passarinho do pé de fícus o Bar de Osvaldo” está em dúvida se
os vereadores (oposição e situação) caíram no “conto do vigário”
aplicado pelo Chefe do Executivo ou, se foram ingenuos o bastante para não perceberem
um possível golpe tramado pelo prefeito Tarcísio Pedreira e os advogados da
prefeitura para sangrar os cofres do município numa operação milionária.
De uma coisa o “passarinho do pé de fícus do Bar
de Osvaldo” tem certeza: o golpe a ser aplicada pelo Chefe do Executivo
é um crime de proporções milionárias contra as finanças do município, em
especial, contra a educação de crianças e jovens. Mas a dúvida do “passarinho
do pé de fícus do Bar de Osvaldo” vai mais longe: Os vereadores caíram
no “conto
do vigário”, ou seja, foram ingênuos ao tempo em que pensavam ser
espertos (que é o princípio do golpe) ou, ao contrário, compactuaram com um
crime de “lesa município” que o prefeito Tarcísio Pedreira quer aplicar
nas finanças do município?
Se optarmos por essa última vertente
o caso é mais sério do que imaginamos e mostraria um complô urdido nas
entranhas dos poderes Executivo e Legislativo para sangrar os cofres municipais
às escondidas da sociedade que, até este momento, desconhece as razões e o
porquê de um projeto de tamanha importancia e envolver recursos milionários não
ter sido debatido por todos. Bem, se pensarmos dessas forma foi exatamente por
envolver recursos milionários que o projeto tramitou na surdina e com a aquiescência
de todos os envolvidos no golpe.
Mas vamos
deixar de firulas e entrar no mérito da questão. O projeto em questão permite
ao Poder Executivo, ou seja, ao prefeito Tarcísio Pedreira negociar no mercado
financeiro, para sermos mais exatos, com o Banco Safra, instituição ao qual o
prefeito tramou a negociata antes mesmo do projeto ser aprovado, cerca de R$ 15
milhões (isso mesmo R$ 15 milhões, dinheiro superior ao que o município tem
direito pelo Fundo de Participação dos Municípios, que é de cerca de R$ 13
milhões, por ano).
Pode-se
pensar que não há qualquer tipo de irregularidade ou impedimento para a venda
deste crédito que só entrará nos cofres municipais em janeiro de 2015 (e ai
está o X da questão). O crime de “lesa prefeitura” está no fato de
que o projeto aprovado pela Camara de Vereadores dá poderes ao prefeito Tarcísio
Pedreira vender este crédito a qualquer momento por 50% do seu valor de face,
ou seja, por apenas R$ 7 milhões, uma sangria inaceitável para um município
pobre como o de Queimadas.
Mas a sangria não para por aí. Ocorre
que o advogado original da questão (vou preservar seu nome por uma questão de ética) vai
receber os 20% da qual tem direito pelo trabalho que realiza há alguns anos,
sobre o total do crédito, ou seja, vai embolsar R$ 3 milhões. Por ai vemos que
no final sobraria para os cofres municipais apenas R$ 4 milhões, dos R$ 15
milhões a que o município tem direito.
Em outras palavras, o Banco Safra vai
embolsar R$ 7 milhões, ou seja, a metade do crédito, por adiantar à prefeitura
de Queimadas esses R$ 4 milhões (os honorários do advogado é repassado pelo
próprio Banco Safra e não pela prefeitura). E, atentem, faltando apenas pouco
mais de um ano para que a prefeitura receba os R$ 15 milhões na sua totalidade.
Uma pergunta que não quer calar: o que
move o prefeito Tarcísio Pedreira a cometer um ato tão insano e um crie contra
o povo queimadense? Seria motivado pelo processo que responde por compra de
voto que pode custar-lhe o cargo antes que receba estes recursos? A razão,
pouco importa. Interessa que é um crime que trará sérios e graves prejuízos ao município.
E ele que fique atento porque estelionato ou como queiram “conto do vigário” é considerado
crime doloso e, com aumento de pena, caso cometido, o que é o caso, contra
entidade de direito público.
Vamos entender porquê Queimadas tem direito a este crédito
O secretário de Educação de
Queimadas, Leonir Floriani, assim como a APLB, professores e estudantes, hoje antenados
com o que se passa na Camara de Vereadores, deveriam ser os mais interessados em
garantir este crédito, em sua totalidade, para o município. E nenhum deles pode
alegar desconhecimento. Portanto, eles devem saber o porquê do município de
Queimadas, assim como 2.500 outros, por todo o pais, tem direito a este
crédito.
O blog www.queimadasbahia.blogspot.com
e o “passarinho
do pé de fícus do bar de Osvaldo” tentou de várias formas saber ao
certo. O que conseguiu transcrevo abaixo, sem a certeza de que o crédito adveio
desta explicação. De acordo com a Associação e a Confederação Nacional dos
Prefeitos, cerca de 2.500 município por todo o País perderam recursos quando da
implantação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de
Valorização dos Profissionais da Educação Básica (Fundeb).
As duas entidades abriram luta contra
o Governo federal em duas frentes: a primeira, que é este caso, para que o
governo venha a ressarcir os municípios pelas despesas com o transporte de
alunos da rede estadual. De acordo cm elas cerca de 2.500 municípios tiveram
perdas orçamentárias gigantescas em função do Funde. Eles lutam, também, por um
revisão pela revisão dos valores repassados aos municípios por cada aluno matriculado
na rede de ensino.
Vejam o que dizem as entidades: “com o Fundeb, os recursos destinados à pré-escola diminuíram. Isso
porque, pelo novo formato de distribuição do dinheiro, em uma tabela em que os
alunos do ensino fundamental urbano são a referência, o coeficiente das creches
é de 0,8, enquanto o ensino médio urbano recebe 1,2.
Isso significa dizer que se a União repassa a estados e municípios R$ 1
mil por cada aluno do ensino fundamental urbano, os alunos das creches custam
R$ 800 e os do ensino médio R$ 1.200. Porém, a maioria dos alunos das creches
está matriculada na rede municipal, enquanto os do ensino médio pertencem à
rede estadual”.
Se esta é, ou não, a verdade sobre o crédito já garantido que a prefeitura
de Queimadas e mais 11 da Bahia, terão direito a receber em janeiro de 2015, pouco
importa. O que de fato interessa é que a Secretaria de Educação tem direito a
este crédito em sua totalidade e o que o prefeito Tarcísio Pedreira, em conluio
com a Camara de Vereadores, pretendem é aplicar o “conto do vigário”, aí
sim, contra a população queimadense, em especial, no segmento da Educação, um
dos mais carentes em nosso município.
Verdade, também, é que não se explica, o silencio da sociedade diante de
um crime deste tamanho e natureza e, em especial, da APLB, professores e estudantes,
sobretudo estes últimos dois que se mobilizaram para a votação das contas do
ex-prefeito, mas calam-se diante de tamanha sangria que poderia revolucionar a
educação em nosso município. Espero que sociedade e comunidade educacional despertem
a tempo e lutem contra este golpe urdido nas sombras do poder.
Só para conhecimento
O “conto do Vigário” nada
mais é do que o velho e conhecido golpe que nas delegacias de polícia é
conhecido como “171”, ou o estelionato, capitulado como crime economico, sendo
definido como “obter, para si ou para outro, vantagem ilícita, em prejuízo
alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou
qualquer outro meio fraudulento”. Como estelionato é crime de resultado. O
agente deve, imprescindivelmente, obter vantagem ilícita e este prejuízo pode
ser à pessoa diversa da vítima, porém deve ser pessoa determinada. Caso vise à
pessoa indeterminada, caracterizará crime à economia popular.
Mas é bom que se ressalte
que o crime de estelionato atenta contra o patrimônio, neste caso, público. Vale
ainda lembra de que, para que exista o delito de estelionato, faz-se mister a
existência dos quatro requisitos citados no artigo acima mencionado: obtenção
de vantagem, causando prejuízo a outrem; para tanto, deve ser utilizado
um ardil, induzindo alguém a erro. Se faltar um destes quatro elementos, não se
completa tal figura delitiva, podendo, entretanto, formar-se algum outro crime.
Alguns golpes comuns que são enquadrados como estelionato são o golpe do
bilhete premiado e o golpe do falso emprego.
No popular, conta-se que o “conto do Vigário” nasceu em Minas Gerais
envolvendo dois vigários em disputa por uma imagem de Nossa Senhora. Frente ao
impasse, um propôs que deixassem o “burro” (animal) decidir. Colocariam a
imagem em cima do burro e o soltariam na metade do caminho entre as duas
cidades. Para onde ele se dirigisse ficaria provado de quem era a imagem. Bem,
uma, claro, levou a imagem. Mas conta-se que dias depois descobriu-se que o
burro pertencia ao padre da paróquia que ficou com a santa. Daí a razão do “conto
do vigário”.
Essa sangria aos cofres públicos, Queimadas já está acostumada. Porém quem mais tem que explicar isso tudo no momento são principalmente os vereadores de oposição, que tem muito blablabla e pouca ação. Além disso, sabemos bem que o que ele quer é se garantir no poder. Esse recurso serve para que ele, caso fosse cassado, comprasse limináres e outros recursos. Pois se já tem certeza da possibilidade do dinheiro, pode até tomar emprestádo a agiotas. Claro que esses 3 milhões que o advogado supostamente tem direito não é só dele né? O prefeito deve ter direito pelo menos a metade, até pra dividir com os vereadores! Quanto ao processo de cassação, vemos bem que o Juíz Cássim Miranda, que dizem ser muito ligado a Ismerim e Paulo Souto já tratou de enterrar, dando bases de jurisprudência a juiza em negar aqui também, pois, ela já não queria cassar, tá na cara há muito tempo... E lembrando que o Juiz Cássio Miranda, relator do processo em Salvador, é corregedor das comarcas do interior, podendo caso queira meter o dedo onde quizer... Além do mais temos um promotor, ineficiente, relapso e que faz de conta que nada ver... Ou seja, o prefeito tomou conta do poder e caso a oposição se curve, ele vai deitar e rolar...
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