segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Jogos de poder

                


         O jogo de poder, pelo poder, com olhos dirigidos, acreditem, para as eleições de 2016 em Queimadas, cresce dentro da base do governo o que vem gerando uma série de abalos sísmicos, alguns leves, mas contínuos como o que tem seu epicentro no Poder Judiciário.

Se esses tremores ainda não foram suficientes para atingir altos índices na escala Richter (que mede a magnitude dos sismos) no mínimo provocam movimentos leves como a retirada de moradores (candidatos) das proximidades das áreas mais afetadas (centro do poder), e abalos numa administração já caótica, sem planejamento e onde a maior obra é a briga intestina acelerada pelos que disputam acirradamente posições de mando.

            E são vários os locais propícios a esses abalos. Alguns estudiosos desse fenômeno tão comum na natureza, como Marcelo Carvalho, por exemplo, têm mais condições do que o “passarinho do pé de fícus do Bar de Osvaldo” para traçar a grande falha geológica, seus principais pontos de ruptura e o seu prolongamento (tamanho), ao passar pelo centro da sede do município.

Ao “passarinho do pé de fícus do Bar de Osvaldo” caberá definir os personagens que vivem no submundo das placas tectônicas e as razões que os levam a provocar esses sismos, alguns, inclusive, devastadores. Exemplo maior foi o sismo de magnitude 7,0 gerado pela substituição, sob acusações graves, de Advan Sobrinho da Secretaria de Ação Social, apenas três meses após assumir a pasta.

Para aqueles que têm boa memória o maior terremoto (deve ter alcançado 8,2 na escala Richter), foi provocado pela ruptura quase total de uma das colunas que segura a placa tectônica mais importante da falha. O abalo se deu com a tentativa de derrubada do secretário de Finanças Roberto Salgado levada a cabo por alguns personagens que tem o poder de mexer nas colunas que, vez em quando, impedem um sismo cataclísmico.

A saber, a toda poderosa “Mainha” e sua fiel escudeira, o alcaide do momento, Tarcísio Pedreira, o Líder do Governo na Câmara, vereador Renato Varjão, o secretário de Educação Leonir Floriani e o inepto e neófito em política André Cayres cuja coluna é sustentada por seus pais, ambos ex-prefeitos do município, Edvaldo Cayres e Heyde Cayres. O último tremor (exoneração da também secretária de Ação Social, Fabiana Ribeiro) e que deixou a coluna trincada, ainda gera incertezas quanto a sua magnitude.

E quem são esses personagens ou colunas que, além do próprio prefeito e de “Mainha” e sua fiel escudeira geram tantos abalos nesta frágil administração? Para analisarmos essas colunas temos que retroceder no tempo. Porque só assim é possível termos a dimensão exata do caráter, dos interesses e dos pleitos de cada um deles neste intrincado jogo. É preciso sairmos das placas tectônicas e buscarmos alguns vulcões para sabermos com que tipo de lava (se é que elas têm diferenças entre si) foram forjadas estas pessoas.

Quem é Renato Varjão, o afilhado do secretário de Finanças, Roberto Salgado, mas que não teve qualquer tipo de constrangimento para traí-lo no episódio da tentativa de derrubá-lo da secretária de Finanças? Não é fácil compor esta coluna.

As ligas que foram utilizadas para forjá-la saíram de diferentes fornecedores. Não dá para esquecer, por exemplo, o seu principal construtor: o ex-prefeito José Mauro de Oliveira Filho que o colocou para coordenar o Peti e, em seguida, o guindou à condição de secretário de Finanças substituindo não menos do que Roberto Salgado, isso mesmo, o seu padrinho exonerado por divergências políticas e administrativas.

Acompanhem. Enquanto secretário de Finanças o atual Líder do Prefeito, na Camara sob tirar proveito e construir uma candidatura já desejada e buscada por meio de um dos blocos mais importantes a desfilar na Festa da Lavagem, da qual foi seu presidente por longos anos. Eleito vereador, Renato Varjão mostrou porque trair Roberto Salgado, seu padrinho, não surpreenderia ninguém: traiu seu criador (o ex-prefeito Maurinho) e caiu nos braços do novo prefeito, Edvaldo Cayres.

Não posso considerar que ao apoiar a candidatura Tarcísio o atual Líder do Governo traiu Edvaldo, mesmo o ex-prefeito tendo “apoiado” o candidato do PT, Dr. André Andrade. É que foi um apoio digamos “em cima do muro”, já que sua mulher e ex-prefeita Heyde Cayres apoiou a candidatura Tarcísio. De qualquer forma, para ser ético deveria ter se mantido neutro. Não o fez.

Aliado de primeira hora da atual administração trabalha nos bastidores para derrubar aqueles que, por ventura, um dia possam fazer sombra ao seu sonho maior: tornar-se prefeito do município. Não lhe falta mérito, reconheçamos e, ninguém em sã consciência pode criticar esse desejo. As críticas ficam por conta dos métodos que utiliza para alcançar seus objetivos como, por exemplo, o de trair pessoas que o ajudaram a construir seu perfil e a galgar os cargos que ocupou, como o seu padrinho Roberto Salgado.

O segundo personagem dessa história, o atual secretário de Educação, Leonir Floriani, é mais emblemático e carece de uma matéria exclusiva para termos uma análise mais coerente e com substancia. Por ora digamos apenas que nos últimos 20 anos é um personagem que não saiu dos bastidores e das estrutura do poder, seja em Queimadas ou no município de Nordestina.

Mas é bom não esquecermos que esta coluna que vem aguentando os milhares de tremores ocorridos neste longo período, tem berço: O Partido dos Trabalhadores. Esta coluna não foi forjada por lava de vulcão, mas, sim, pelas propostas de mudanças que ocorreram por todo o País após o surgimento do PT. Só que, neste longo período traiu sua forja natural e a ela agregou todo o tipo de material, desde os mais resistentes e sólidos aos que de pior se encontram nos mercados em qualquer esquina.

Fiquemos apenas no fato de que ele foi um dos pré-candidatos do PT nas eleições de outubro passado, disputando com os demais oito candidatos, palmo a palmo, a indicação do seu nome. Não conseguindo, entra aí, a sua grande faceta, que é também a da traição. Derrotada suas pretensões caiu nos baços de Tarcísio numa sem cerimonia que só após a posse da atual administração deixou clara as razões: um cargo, no caso, a Secretaria de Educação.

O terceiro personagem tem menor poder, envergadura política e menos estrutura para poder sonhar com voos maiores como a pretensão de vir a disputar e se tornar prefeito do município. Trata-se do pecuarista e agora, dizem, empresário, Cremilton. Como Leonir Floriani foi, também, pré-candidato a prefeito pelo Partido dos Trabalhadores e, também, traiu o partido aliando-se à candidatura Tarcísio.

O que tem esses três personagens ou colunas que dão sustentação a esta administração postada em cima de uma placa tectônica e que vive continuadamente em sobressalto devido aos contínuos abalos sísmicos desde que tomaram posse do poder? Não conseguiram visualizar? Muito bem, busquem um nome. Que tal Roberto Salgado e, por tabela, Hamilton Salgado que já logrou ser sabotado e perdeu o cargo de secretário de Administração?

Pois aí está, meus poucos, mas fies leitores o elo mais importante a ligar esta trinca aos mesmos interesses: A queda do secretário de Finanças, Roberto Salgado e a de Hamilton Salgado, agora da diretoria de Meio Ambiente. Lembro aos céticos que o pecuarista Cremilton, por exemplo, para apoiar a candidatura de Dr. André exigiu do ex-prefeito Paulo Sergio (Serginho) a demissão sumária de Roberto e Hamilton. Atendido, nem por isso deixou de trair sus companheiros e passar a apoiar o outro candidato.

É o mesmo ex-companheiro que hoje brada e exige de público a demissão dos mesmos personagens, como ocorreu na última “marmelada” protagonizada, mais uma vez, por “Mainha”, sua fiel escudeira e o próprio espectro de prefeito, Tarcísio Oliveira.

Refiro-me ao desespero que tomou conta das hostes governistas ao desconfiarem (sic) que a oposição se encontrava em Salvador reunida com Roberto Salgado (que estaria aliado ao vice-prefeito Agripino Santos para derrubar o prefeito). Ele (Roberto) teria deixado Queimadas com uma mala de documentos para denunciar a atual administração por corrupção, segundo espalharam pela cidade.

A falsa crise foi alimentada por essas próceres figuras, ou melhor, por essas colunas que sustentam este poder corroído por dentro. Eles espalharam boatos (que no fundo interessavam exclusivamente às suas aspirações), como a de que “Mainha”, finalmente, demitira o Secretário de Finanças.

Em que pese os gastos com fogos ao longo do dia o que se viu ao fim e ao cabo de tamanho desespero era que tudo não passara de invenção de membros do próprio governo interessados, alguns, em provocar ações que lhes beneficiassem, como a suposta demissão de Roberto Salgado. Na verdade, por uma estranha coincidência encontravam-se em Salvador para tratar de interesses próprios, o Sr. Silvio Salgado, Dr. André e, sem qualquer tipo de contato entre eles, Roberto Salgado.

Apenas o medo e o receio de que Roberto Salgado por perceber que está sendo, aos poucos, alijado do poder possa vir a sair do governo atirando para todo o lado, e a sanha dessa trinca citada acima que tem interesses divergentes, mas ambos querem a queda do secretário, pode provocar tamanha confusão e desespero. A que nível está chegando a política em Queimadas. Qual a razão de tanta truculência, coordenada ou não?


É bom lembrarmos a estes esquálidos políticos que pelo fato de a escala Richter ser uma escala logarítmica, um terremoto que alcança 5,0 tem uma amplitude sísmica 10 vezes maior do que a que mede 4,0. Para avançamos mais um pouco, em termos de energia, um terremoto de grau 7,0 libera cerca de 30 vezes a energia de um abalo de grau 6,0. Portanto, não haverá coluna que resista a esses sismos, sejam eles grau 1,0 ou 9,0.

Um comentário:

  1. Jogos de poder ou não, o que vemos é que quem tá com o poder na mão é quem manda! Vimos isso com o parecer prevaricador do promotor e certamente o memorial da juíza lenta...

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