
O jogo de poder, pelo poder, com olhos
dirigidos, acreditem, para as eleições de 2016 em Queimadas, cresce dentro da
base do governo o que vem gerando uma série de abalos sísmicos, alguns leves,
mas contínuos como o que tem seu epicentro no Poder Judiciário.
Se esses tremores ainda não foram suficientes
para atingir altos índices na escala Richter (que mede a magnitude dos sismos) no
mínimo provocam movimentos leves como a retirada de moradores (candidatos) das
proximidades das áreas mais afetadas (centro do poder), e abalos numa
administração já caótica, sem planejamento e onde a maior obra é a briga
intestina acelerada pelos que disputam acirradamente posições de mando.
E são vários
os locais propícios a esses abalos. Alguns estudiosos desse fenômeno tão comum
na natureza, como Marcelo Carvalho, por exemplo, têm mais condições do que o “passarinho
do pé de fícus do Bar de Osvaldo” para traçar a grande falha geológica,
seus principais pontos de ruptura e o seu prolongamento (tamanho), ao passar
pelo centro da sede do município.
Ao “passarinho do pé de fícus do Bar
de Osvaldo” caberá definir os personagens que vivem no submundo das
placas tectônicas e as razões que os levam a provocar esses sismos, alguns, inclusive,
devastadores. Exemplo maior foi o sismo de magnitude 7,0 gerado pela
substituição, sob acusações graves, de Advan Sobrinho da Secretaria de Ação
Social, apenas três meses após assumir a pasta.
Para aqueles que têm boa memória o maior
terremoto (deve ter alcançado 8,2 na escala Richter), foi provocado pela ruptura
quase total de uma das colunas que segura a placa tectônica mais importante da
falha. O abalo se deu com a tentativa de derrubada do secretário de Finanças
Roberto Salgado levada a cabo por alguns personagens que tem o poder de mexer nas
colunas que, vez em quando, impedem um sismo cataclísmico.
A saber, a toda poderosa “Mainha”
e sua fiel escudeira, o alcaide do momento, Tarcísio Pedreira, o Líder do
Governo na Câmara, vereador Renato Varjão, o secretário de Educação Leonir Floriani
e o inepto e neófito em política André Cayres cuja coluna é sustentada por seus
pais, ambos ex-prefeitos do município, Edvaldo Cayres e Heyde Cayres. O último
tremor (exoneração da também secretária de Ação Social, Fabiana Ribeiro) e que
deixou a coluna trincada, ainda gera incertezas quanto a sua magnitude.
E quem são esses personagens ou
colunas que, além do próprio prefeito e de “Mainha” e sua fiel escudeira geram
tantos abalos nesta frágil administração? Para analisarmos essas colunas temos
que retroceder no tempo. Porque só assim é possível termos a dimensão exata do caráter,
dos interesses e dos pleitos de cada um deles neste intrincado jogo. É preciso
sairmos das placas tectônicas e buscarmos alguns vulcões para sabermos com que
tipo de lava (se é que elas têm diferenças entre si) foram forjadas estas
pessoas.
Quem é Renato Varjão, o afilhado do
secretário de Finanças, Roberto Salgado, mas que não teve qualquer tipo de
constrangimento para traí-lo no episódio da tentativa de derrubá-lo da
secretária de Finanças? Não é fácil compor esta coluna.
As ligas que foram utilizadas para
forjá-la saíram de diferentes fornecedores. Não dá para esquecer, por exemplo,
o seu principal construtor: o ex-prefeito José Mauro de Oliveira Filho que o colocou
para coordenar o Peti e, em seguida, o guindou à condição de secretário de Finanças
substituindo não menos do que Roberto Salgado, isso mesmo, o seu
padrinho exonerado por divergências políticas e administrativas.
Acompanhem. Enquanto secretário de Finanças
o atual Líder do Prefeito, na Camara sob tirar proveito e construir uma
candidatura já desejada e buscada por meio de um dos blocos mais importantes a desfilar
na Festa da Lavagem, da qual foi seu presidente por longos anos. Eleito
vereador, Renato Varjão mostrou porque trair Roberto Salgado, seu padrinho, não
surpreenderia ninguém: traiu seu criador (o ex-prefeito Maurinho) e caiu nos
braços do novo prefeito, Edvaldo Cayres.
Não posso considerar que ao apoiar a
candidatura Tarcísio o atual Líder do Governo traiu Edvaldo, mesmo o ex-prefeito
tendo “apoiado” o candidato do PT, Dr. André Andrade. É que foi um apoio
digamos “em cima do muro”, já que sua mulher e ex-prefeita Heyde Cayres
apoiou a candidatura Tarcísio. De qualquer forma, para ser ético deveria ter se
mantido neutro. Não o fez.
Aliado de primeira hora da atual
administração trabalha nos bastidores para derrubar aqueles que, por ventura,
um dia possam fazer sombra ao seu sonho maior: tornar-se prefeito do município.
Não lhe falta mérito, reconheçamos e, ninguém em sã consciência pode criticar
esse desejo. As críticas ficam por conta dos métodos que utiliza para alcançar
seus objetivos como, por exemplo, o de trair pessoas que o ajudaram a construir
seu perfil e a galgar os cargos que ocupou, como o seu padrinho Roberto
Salgado.
O segundo personagem dessa história,
o atual secretário de Educação, Leonir Floriani, é mais emblemático e carece de
uma matéria exclusiva para termos uma análise mais coerente e com substancia.
Por ora digamos apenas que nos últimos 20 anos é um personagem que não saiu dos
bastidores e das estrutura do poder, seja em Queimadas ou no município de
Nordestina.
Mas é bom não esquecermos que esta
coluna que vem aguentando os milhares de tremores ocorridos neste longo período,
tem berço: O Partido dos Trabalhadores. Esta coluna não foi forjada por lava de
vulcão, mas, sim, pelas propostas de mudanças que ocorreram por todo o País
após o surgimento do PT. Só que, neste longo período traiu sua forja natural e
a ela agregou todo o tipo de material, desde os mais resistentes e sólidos aos que
de pior se encontram nos mercados em qualquer esquina.
Fiquemos apenas no fato de que ele
foi um dos pré-candidatos do PT nas eleições de outubro passado, disputando com
os demais oito candidatos, palmo a palmo, a indicação do seu nome. Não conseguindo,
entra aí, a sua grande faceta, que é também a da traição. Derrotada suas
pretensões caiu nos baços de Tarcísio numa sem cerimonia que só após a posse da
atual administração deixou clara as razões: um cargo, no caso, a Secretaria de
Educação.
O terceiro personagem tem menor
poder, envergadura política e menos estrutura para poder sonhar com voos
maiores como a pretensão de vir a disputar e se tornar prefeito do município.
Trata-se do pecuarista e agora, dizem, empresário, Cremilton. Como Leonir
Floriani foi, também, pré-candidato a prefeito pelo Partido dos Trabalhadores
e, também, traiu o partido aliando-se à candidatura Tarcísio.
O que tem esses três personagens ou
colunas que dão sustentação a esta administração postada em cima de uma placa
tectônica e que vive continuadamente em sobressalto devido aos contínuos abalos
sísmicos desde que tomaram posse do poder? Não conseguiram visualizar? Muito
bem, busquem um nome. Que tal Roberto Salgado e, por tabela, Hamilton Salgado
que já logrou ser sabotado e perdeu o cargo de secretário de Administração?
Pois aí está, meus poucos, mas fies
leitores o elo mais importante a ligar esta trinca aos mesmos interesses: A
queda do secretário de Finanças, Roberto Salgado e a de Hamilton Salgado, agora
da diretoria de Meio Ambiente. Lembro aos céticos que o pecuarista Cremilton,
por exemplo, para apoiar a candidatura de Dr. André exigiu do ex-prefeito Paulo
Sergio (Serginho) a demissão sumária de Roberto e Hamilton. Atendido, nem por isso
deixou de trair sus companheiros e passar a apoiar o outro candidato.
É o mesmo ex-companheiro que hoje
brada e exige de público a demissão dos mesmos personagens, como ocorreu na
última “marmelada” protagonizada, mais uma vez, por “Mainha”,
sua fiel escudeira e o próprio espectro de prefeito, Tarcísio Oliveira.
Refiro-me ao desespero que tomou
conta das hostes governistas ao desconfiarem (sic) que a oposição se encontrava em
Salvador reunida com Roberto Salgado (que estaria aliado ao vice-prefeito
Agripino Santos para derrubar o prefeito). Ele (Roberto) teria deixado
Queimadas com uma mala de documentos para denunciar a atual administração por corrupção, segundo espalharam pela cidade.
A falsa crise foi alimentada por
essas próceres figuras, ou melhor, por essas colunas que sustentam este poder
corroído por dentro. Eles espalharam boatos (que no fundo interessavam exclusivamente
às suas aspirações), como a de que “Mainha”, finalmente, demitira o
Secretário de Finanças.
Em que pese os gastos com fogos ao
longo do dia o que se viu ao fim e ao cabo de tamanho desespero era que tudo
não passara de invenção de membros do próprio governo interessados, alguns, em provocar
ações que lhes beneficiassem, como a suposta demissão de Roberto Salgado. Na
verdade, por uma estranha coincidência encontravam-se em Salvador para tratar
de interesses próprios, o Sr. Silvio Salgado, Dr. André e, sem qualquer tipo de
contato entre eles, Roberto Salgado.
Apenas o medo e o receio de que
Roberto Salgado por perceber que está sendo, aos poucos, alijado do poder possa
vir a sair do governo atirando para todo o lado, e a sanha dessa trinca citada
acima que tem interesses divergentes, mas ambos querem a queda do secretário,
pode provocar tamanha confusão e desespero. A que nível está chegando a
política em Queimadas. Qual a razão de tanta truculência, coordenada ou não?
É bom lembrarmos a estes esquálidos políticos que pelo
fato de a escala Richter ser uma escala logarítmica, um terremoto que alcança
5,0 tem uma amplitude sísmica 10 vezes maior do que a que mede 4,0. Para
avançamos mais um pouco, em termos de energia, um terremoto de grau 7,0 libera
cerca de 30 vezes a energia de um abalo de grau 6,0. Portanto, não haverá
coluna que resista a esses sismos, sejam eles grau 1,0 ou 9,0.
Jogos de poder ou não, o que vemos é que quem tá com o poder na mão é quem manda! Vimos isso com o parecer prevaricador do promotor e certamente o memorial da juíza lenta...
ResponderExcluir