Mostrando postagens com marcador "Mainha". Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador "Mainha". Mostrar todas as postagens

sábado, 3 de maio de 2014

E agora, prefeito! Vai responder ao seu tio?

          
     
O 3 x 4 do "Régis do Pulo" o novo campeão olímpico e o prefeito: por que choras?





          O Comitê Olímpico Brasileiro – COI – já tem seu representante para o salto triplo nas Olimpíadas de 2016 com a garantia de Medalha de Ouro para o Brasil: o atleta Régis “Manequim” da Ambulância que nas horas vagas travestido de vereador envergonha uma Casa que já teve tradição e hoje não passa de uma sombra esmaecida do que já representou para o povo de Queimadas.

            A Mesa da Câmara não pode se furtar a abrir um processo por falta de Decoro Parlamentar. É uma oportunidade que a Casa tem para se redimir dos erros, ausências, omissões e puxa-saquismo desavergonhado que tem praticado ultimamente. Não se pode coexistir com fatos e atos dessa natureza. Pena que o COI não possa convocá-lo porque o seu “treino” no muro da Rádio Alternativa, à vista de todos não passou de uma manifestação equivalente à de moleques e malandros que pulam muros e cercas de chácaras para furtarem frutas.

Não se pode admitir que um membro do parlamento desesperado por ter sido acusado de público por seu antigo líder, de ter se “vendido” ao poder, escale um muro como se marginal fosse numa tentativa de invadir uma propriedade particular para agredir o ex-prefeito José Mauro de Oliveira Filho que concedia uma entrevista à Rádio Alternativa.

Isso se chama desespero e demonstração de que as acusações procedem. Um Vereador que se respeita sabe que a Tribuna da Casa é o local próprio para esbravejar contra quem quer que seja. Invadir uma propriedade pulando o muro e tentando agredir o entrevistado mostra, apenas, que as acusações têm fundo de verdade.

O espetáculo deprimente perpetrado pelo vereador Régis “Manequim” da Ambulância ou, como alguns já apelidaram de “Régis do Pulo” não pode passar em branco. O ato desrespeitoso e bizarro é considerado crime previsto em Lei: Invasão de Propriedade. E o pior: com o intuito de agredir o antigo aliado, hoje desafeto. O que pretendia o vereador Régis “Manequim” da Ambulância com seu gesto tresloucado ao ser acusado de ter recebido R$ 80 mil para dar apoio ao atual prefeito, Tarcísio Pedreira: agredir o ex-prefeito?

Este tipo de reação machista e, o que é pior, ao arrepio da Lei, pode até agradar alguns “gatos pingados” que vivem ao redor de políticos agitadores, ou até mesmo gente poderosa, a exemplo do prefeito Tarcísio Pedreira envolvido nas acusações do ex-prefeito José Mauro de Oliveira Filho.

Sim, porque se verdadeiras forem as acusações de que o ex-prefeito Tarcísio Pedreira “comprou” apoio e isso antes das eleições é mais uma acusação por prática eleitoral ilícita já que ele responde a outras. Mais o arranhão foi mais profundo do que se esperava. Nas críticas feitas a atual administração o ex-gestor não perdoou seu sobrinho, antigo aliado e hoje inimigo político, o prefeito Tarcísio Pedreira.

Maurinho abate prefeito e vereador com acusações gravíssimas



Maurinho, como também é conhecido, criticou o que ele considera como o caos na área da Saúde no município ao revelar, por exemplo, o quanto é procurado diariamente pela população para resolver situações como de pacientes que necessitam de cirurgia e não encontram respaldo da secretária de Saúde, Indira Sales que nega até transporte para levar essas pessoas à Feira de Santana e Salvador.

Mas a acusação mais grave feita pelo ex-prefeito José Mauro de Oliveira Filho foi contra os desmandos de sua irmã e mãe do prefeito Tarcísio Oliveira, Maria Dolores, mais conhecida por “Mainha” considerada por muitos como a verdadeira “prefeita” do município tal seu nível de interferência na administração.

Dias antes, o prefeito Tarcísio Pedreira, numa investida contra todos os que fazem oposição ao seu governo, inclusive, e, principalmente, ao editor deste blog que denunciou uma série de irregularidades administrativas, como empenhos de combustíveis que, somados ao longo dos últimos nove meses, chegam a cifra astronômica de mais de R$ 3 milhões fez sérias acusações da Tribuna da Câmara de Vereadores. Entre elas, contra o ex-prefeito e seu tio, de ter vendido uma praça a um cigano.

“Antes de falar de qualquer secretário lembre-se da sua mãe que, como secretária de Educação e de Saúde durante meus governos desviou verbas de ambas as secretarias”, acusou Maurinho. E o mais grave, chamou “Mainha” de falsificadora. “Ela falsificava minha assinatura em cheques e em programas de governo que envolviam recursos para desviá-los para seu bolso, o que só descobrir mais tarde quando o “rombo” já era grande”, revelou.

A pergunta que se faz agora é quem deve ir à Tribuna da Câmara de vereadores ou à Rádio Alternativa se defender das acusações: “Mainha”, com seu jeito abobalhado e piegas de falar, sempre usando em vão o nome o Senhor para justificar as acusações de falcatruas feitas pelo seu irmão, enquanto gestora de recursos de duas secretarias, ou o próprio alcaide? Certeza maior é que ambos silenciem à espera de que a população esqueça as denúncias. É o medo de que o Ministério Público desperte de sua letargia e vá ao fundo de um pote que não parece ter fim.

E que o próprio Ministério Público aproveite a “deixa” do prefeito que, em nota oficial mandou recado a este blog de que não responderá à novas denúncias que forem feitas à sua administração e de que o editor deve procurar o MP. Não é papel da imprensa procurar o Ministério Público para denunciar supostas mazelas do atual alcaide. O papel da imprensa, e, portanto, deste blog é o de fiscalizar e denunciar nestas páginas virtuais, os supostos desmandos.

Cabem aos senhores vereadores ao tomar conhecimento das denúncias, investigar. Se encontrarem indícios abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito, apurar os fatos e encaminhar o relatório para o MP. Já o Ministério, sem necessidade de aguardar o resultado da CPI pode abrir sua própria investigação e, se houver indícios de crime, encaminhar para o fórum adequado que é a Justiça. Este é o caminho que os dois órgãos devem trilhar. O resto é conversa para "boi dormir". Mas de barriga cheia.



segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Quem assombra quem?



Uma noite no Bar de João Gudinho (acredito ser este o nome dele), lá pelo início dos tumultuados anos 60, o saudoso “Diabo Louro” contava "causos" de assombração. Uma garotada ávida bebia suas palavras, mesmo que a volta para casa às escuras provocasse arrepios. Viviam a esperança que ele enveredasse pelos causos mais picantes, a exemplo, dos casos reais de sua vida, em especial, os que envolviam sua vida em torno das mulheres fossem elas da Rua da Bomba, ou não.

            O Bar de João Gudinho funcionava onde hoje é o supermercado Oliveira. O Bar foi comprado, se a memória não me escapa, por João Mandaçaia, pai de Edercio e avô do seu filho, Tiago Senna, que recentemente sofreu um trágico acidente de automóvel. Seu genro, Henrique, assumiu o comando dos negócios, mudou de ramo e permanece até hoje no mesmo local. Do lado de fora do Bar de João Gudinho, aos 11 anos, assisti, no sentido de ouvir, o Brasil ser Campeão Mundial de Futebol na Suécia em 1958.

            “Diabo Louro” para quem não sabe era o José Marques, filho do Coronel Elias Marques que leva praça com seu nome, e irmão dos ex-deputados Federal, Nonato Marques, e Estadual, Leonardo Marques(ambos já falecidos). Coletor Federal (hoje chamado auditor), pai de Elias Marques Neto e de uma infinidade de filhos que ele desconhecia quantos. Altivo, Festeiro, Briguento, Putanheiro. Não lhes faltavam adjetivos cunhados para tentar compreender um dos homens mais instigantes de Queimadas em qualquer relação social que se possa imaginar.

Mas, uma, em especial: reprodutor digno de nota; homem cheio de mulheres, algumas vivas e outro tanto já morta; amigo e homem de uma coragem ímpar. Mas voltando ao “causo”: ele contava que em certa noite escura como breu, noite de Lobisomem, pois era Sexta-Feira Santa ele foi desafiado por alguns amigos a ir à Igrejinha de Santo Antonio e, na porta de entrada do cemitério que ainda funciona ao lado do templo, apregar um prego caibral como prova de sua presença.

A Igreja de Santo Antonio que daqui a um ano e meio completa 200 anos (começou a ser erigida por volta de 1815) fica localizada em uma colina de onde se tem uma bela vista do Vale do Rio Itapicuru e da cidade de Queimadas ou, como era conhecida anteriormente, Vila Bela de Santo Antonio das Queimadas. À época o caminho que levava à igrejinha era tortuoso, cercado de pedras, um pequeno riacho e uma caatinga rala formada mais por Juazeiros e Paus-de-rato, além das rasteiras Cassutinga, São João e as espinhentas Mandacaru, Chique-Chique e Palmatória.

Luz? Só nas noites de lua cheia. Portanto, local ideal para ser perseguido por um Lobisomem. Mas retornemos ao causo: Feita a Bolsa de Aposta, as dez para a meia-noite o intrépido “Diabo Louro” colocou uma capa para se proteger do frio, pegou o martelo e o prego caibral e partiu resoluto para a Igreja de Santo Antonio. Meia-noite em ponto, tateou às escuras o portão do cemitério botou o prego na posição e martelou até perceber que metade entrara sem dificuldades.

Não sentira medo até aquele momento fazendo jus à fama de guerreiro, mas confessara que alguns arrepios levantaram seus vastos pelos dos braços e pernas e outros recantos não recomendáveis, quando olhara de trevessa as carneiras e sepulturas de terra, paisagens que pareciam saídas de filmes de terror a que assistia no cinema de Benício, sob o comando do velho Álvaro da Usina.

Concluso o trabalho, só pensava na Bolsa de Aposta, no que faria com ela e na gozação que faria com os amigos que acreditavam que ele voltaria do meio do caminho. Olhou de esguelha mais uma vez para dentro do cemitério e um frio tomou conta de todo o seu corpo. Acabara de ver luzes circulando entre alguns túmulos. Fechou os olhos, rodou os calcanhares e disparou.

Mas não saia do lugar. Debateu-se e quanto mais isso fazia mais o desespero tomava conta. Até que gritou: “me larga alma penada que sou crente e temente a Deus”. Nesta hora, conta ele, ouviu um barulho que mais parecia da Rasga Mortalha a bela coruja, maldosamente afamada porque seu canto era sinal de que alguém por perto morreria.

E o terror aumentou mais ainda quando ouviu outro barulho, o de uma correria desenfreada, entremeadas por gritos de pavor. Voltou-se para o portão, fincou mãos e pés com toda a força que possuía e conseguiu, enfim, se soltar dos braços poderosos que o prendiam ao portão e disparou rumo ao bar de João Gudinho aonde chegou sem fôlego, esbaforido, despenteado e arfando como se tivesse numa crise de asma das mais sérias, e com a manga do capote em frangalhos.

Na mesa, os amigos que chegaram antes, se assemelhavam ao seu estado físico e mental. Pálidos, arfando e sem conseguirem balbuciar palavras. Eles foram os responsáveis pelo barulho ao lado do cemitério e que dispararam, sem direção, quando ouviram os gritos do “Diabo Louro”. Na mesa uns tiravam dos outros os espinhos de Mandacaru, Chique-Chique e de Palmatória que abraçaram no escuro da correria.

João Gudinho, que na aventura não se aventurara, olhou para “Diabo Louro” e perguntou: “onde rasgastes a manga do capote”? Todos aguardavam silenciosamente pela resposta. Sem pressa, o “Diabo Louro” engoliu de uma só vez uma dose de conhaque Castelo, cuspiu de lado e arrotou: “preguei junto com o prego caibral no portão do cemitério. Era o fantasma que me segurava na porta e o barulho da Rasga Mortalha era a manga ao ser lascada pelos puxões que dava”. O salão do bar explodiu em gargalhada. As putarias do “Diabo Louro” ficaram para outra oportunidade.

Os causos de assombração, pelo menos aqueles de arrepiar até cabelo de umbigo foram se perdendo ao longo do tempo e, arrepios, mesmo, só nas salas escuras dos cinemas com filmes sobre Lobisomens e vampiros. Então perguntamos: o que faziam o alcaide eleito, a alcaide “mainha”, de fato e de direito, e um secretário de alto coturno a prosear na sombra projetada do muro do cemitério em dia e hora esquecidos?

Por certo, não contavam “causos” de assombração. Não, pelo menos, semelhantes às contadas pelo saudoso “Diabo Louro”. Mas, com certeza, foram “causos” assombrados só que, tendo por ouvintes, os verdadeiros fantasmas. Por certo de uma dezena de alcaides que já nos deixaram. São testemunhas que não podem testemunhar. Mas com certeza seus “causos” causaram não apenas perplexidade aos ouvintes fantasmas, mas revolta tal o contingente de propostas tiradas da sacola de maldades de “mainha” progenitora.


Para deleite de todos vocês leiam o belo post de um queimadense sobre histórias de Lobisomens ocorridas aqui, em Queimadas, logo abaixo.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Temos oposição?


O Brasil acordou. E Queimadas quando despertará desse pesadelo?
               
         Se o mês de Junho, com as manifestações da juventude, em especial por parte da classe média já taxada de “coxinha” representou o “Despertar do Gigante”, como alguns querem nos fazer acreditar, levando de roldão todos os políticos, sem exceção, para o “limbo”, ou pelo menos para repensar estratégias e mudanças de comportamento, em Queimadas foram necessários sete meses para que a população tomasse consciência do desastre que foi a eleição do atual mandatário (ou mandatária?).

E o que é mais grave: foram necessários 210 dias, em que pese todos os avisos e denúncias, para que a população queimadense acordasse para o despreparo, a corrupção, a incompetência e para o surgimento de um personagem saído das sombras, a tal afamada “mainha”.

Acordou, é verdade, mas não porque a “zelosa” Camara de Vereadores fosse a voz, como é de sua obrigação, em especial, das oposições, a ressoar o despertar desse pesadelo que é esta administração considerada por todos como a pior de toda a história de um município rica em homens de bem, probos e, acima de tudo, preocupados com o bem estar dos seus concidadãos.

                        Devagar, senhor editor, porque o santo é de barro. E barro fraco com mistura em percentagens de areia bastante inferior ao recomendado por quem pretende alicerçar um bom edifício, que é a Casa da Moral, da Ética, do Respeito e do Trato com Responsabilidade e Zelo dos recursos públicos, no caso, a Prefeitura. Bem, o que quero dizer é que o desastre anunciado dessa administração passou, nesses sete meses em brancas nuvens pela outra casa, a Casa do Povo, a quem cabe fiscalizar e denunciar os abusos, a corrupção e a incompetência do gestor e sua trupe.

Sangue corrompido

            O desastre dessa administração está no sangue. Está na genética. Ele se deu e ainda continua até a decisão final da Justiça, por "competência" própria de “mainha” e de seu filho, acostumados que foram a tratar a coisa pública como donatários, como se tivessem recebido uma doação ou, ainda, terem sido beneficiários de uma doação como ocorria na época do Brasil Colonia.

            Os representantes do povo, com algumas exceções, sentados em suas poltronas em sala com ar condicionado esqueceram o clamor público por mudanças e se fizeram de surdos às denúncias dos absurdos praticados por essa administração, desde o seu início; da arrogancia do alcaide ao tratar com o povo, ao descontrole de “mainha”, a rainha que das sombras e com pulso forte comanda com irresponsabilidade um município já carente de recursos humanos e financeiros.

            Mas de todos os representantes eleitos em outubro do ano passado para compor a Casa do Povo os de oposição deveriam ter mais responsabilidade, mais coragem e menos apego ao poder. Ao contrário de procurar agrados junto ao alcaide, deveriam fiscalizá-lo com mais rigor, denunciar os abusos, as irregularidades e as práticas corrosivas ao erário, como desvios de recursos em benefício próprio, se os existem.

            E o caso mais grave ocorre com os representantes eleitos pelo Partido dos Trabalhadores. Com exceção do presidente da Casa, o vereador Lázaro José, sempre atento aos malfeitos da atual administração, os outros dois, os vereadores Neto da Feira do Pau e Paulo do Riacho ainda não disseram o que estão a fazer na Camara de Vereadores. E não se diga que não existem razões para criticar, acusar e denunciar membros da atual administração a exemplo do gestor e de “mainha” a sua progenitora por uma série de mazelas perpetradas contra o município.


Vereador Lázaro: exceção na Casa e no PT

            Incrível que um novato, “marinheiro de primeira viagem”, como se diz popularmente, o vereador Mário Régis, represente hoje a oposição na Casa. Ele é a voz de toda a sociedade. Régis está cumprindo o papel dele, dentro de seu espaço político, e assumindo, por vacância proposital, a responsabilidade que cabe aos representantes do Partido dos Trabalhadores, até por ser essa a segunda maior bancada da Camara.

Transporte escolar

Vou citar apenas um exemplo dos absurdos dessa administração que o blog está investigando para trazer uma matéria com dados e fatos: o transporte escolar. Os que nossos dignos representantes do Partido dos Trabalhadores, e os são e disso tenho plena convicção, fizeram até o momento para investigar e denunciar as práticas abusivas do secretário de Educação Lenonir Floriani? Infelizmente, nada.

No entanto, as mazelas existem e as denúncias “pipocam” de todos os lados. Vejamos: a empresa que venceu a concorrência para gerir o transporte escolar vem trabalhando em cima de uma planilha fornecida pela Secretaria de Educação que não corresponde (supostamente) à original, conforme consta do edital do pregão. A “nova” planilha, supostamente, alterou algumas rotas (sempre mais distantes do que a original) elevando o custo das linhas.

O resultado é que o custo para a empresa subiu obrigando ao não pagamento aos fornecedores, ou seja, às pessoas que colocam seus veículos à disposição da empresa para transportar os alunos da rede pública. Vamos voltar um pouco no tempo. Os vereadores de oposição sabem, porque foi publicado neste blog, da maracutaia armada para que uma empresa ligada, supostamente ao deputado Sandro Régis, saísse vitoriosa do pregão, o que não ocorreu.

O senso comum mostra que a suposta mudança dos itinerários por parte da Secretaria de Educação, com rotas mais longas, está forçando a empresa vencedora a desistir e abandonar o transporte escolar o que poderia vir a beneficiar a empresa, supostamente, ligada ao deputado Sandro Régis. Não é preciso ser um “expert” no assunto para concluir, se verdade for, que há um jogo político por detrás das manobras perpetradas pelo secretário Leonir Floriani.

Tragédia e “pokmons”

O que cabe aos vereadores da oposição, em especial aos do PT é investigar, é claro. Até porque, as denúncias não ficam apenas com relação à empresa vencedora. É voz corrente nas ruas que o transporte escolar em Queimadas é um desastre e que veículos sem condições de tráfego transportam crianças e adolescentes sem a mínima segurança. Será que nossos edis vão esperar uma tragédia para finalmente denunciar este crime?

E mais: supostamente muitos dos veículos não possuem documentação e muitos dos motoristas não possuem Carteira de Habilitação. Entre o rol de denúncias consta a de que o próprio Secretário da Educação possui carros sem documentação legal, os chamados, “Pokmons”, a serviço do transporte escolar.
O papel dos vereadores de oposição é investigar se são verdadeiras as denúncias e, se comprovadas, denunciar ao Ministério Público. A busca da verdade é o papel que deve ser cumprido pelos vereadores, doa a quem doer. Este blog, que está serviço da comunidade queimadense vai ficar de olho não apenas no Poder Executivo, mas, também, no Poder Legislativo que, como o blog tem a responsabilidade de esclarecer e denunciar, se forem o caso, as irregularidades comprovadas.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Governo Tarcísio implode



Após um final de semana tumultuado e povoado de traições, decisões, recuos e surgimento de novos personagens no cenário político trazidos à cena pela poderosa “mainha” esta segunda-feira começa sombria, porém, com uma certeza na mente de cada cidadão queimadense: o governo Tarcísio Pedreira agora mais do nunca sem o “liso” e o “Valente” que incorporou ao seu nome, implodiu, acabou.
Se nos últimos sete meses esta turba que assumiu o comando arrasou administrativamente o município, os primeiros dias deste mês de agosto que na cultura política brasileira está associado a tragédias (vide o suicídio de Getúlio Vargas, a renúncia de Janio Quadros) trazem a implosão de um grupo político juntado às pressas para as eleições de outubro passado.
Tres personagens emergem deste triste e nefasto episódio: o vereador Renato Varjão, Líder do Governo na Camara Municipal; o secretário de Educação, Leonir Floriani que já vinha mostrando suas garras e pedindo a cabeça de outros colegas, como por exemplo o de Indira Sales, secretária de Saúde e, surpreendentemente, Andre Cayres, um neófito no jogo político queimadense se bem que filho de dois ex-prefeitos: Heide Cayres e Edvaldo Cayres.
As reuniões em que as trapaças e as traições foram os temas centrais, tudo com o objetivo de remover personagens poderosos dentro da estrutura de poder montado por “mainha”, marcaram um final de semana longo e agitado, iniciado ainda no último dia de julho.
Como se pode perceber são jogadores desqualificados, sem preparo para o jogo político porque como todos sabem, eles se movem e se alimentam movidos pelo que de pior existe na política: a esperteza, ou seja, cada qual querendo levar a sua fatia de poder sem se importar com os interesses maiores da população queimadense.
Esta trinca, associada à “mainha” e à filha pródiga levaram o prefeito Tarcísio Pedreira agora mais do que nunca sem o “Liso” e o “Valente” incorporados ao seu nome, a tomar decisões importantes, mas sem antes ter o cuidado de analisar as conseqüências que poderiam advir do golpe armado e urdido às sombras. Não que o prefeito Tarcísio Pedreira, agora sem o “Liso” e o “Valente” incorporados ao seu nome não tenha participado do “jogo de cena” ensaiado por “mainha” a toda poderosa prefeita de fato do município.
Sabia de tudo. Mas, como todo mundo mineral sabe (como costuma escrever o jornalista Mino Carta), o prefeito é um político incompetente e despreparado para o jogo de poder, quando este é jogado por personagens que conhecem os labirintos e, sobretudo, a fraqueza dos que imaginam serem fortes. Resultado: a decisão tomada pelo prefeito em nome da trinca sob o comando e o beneplácito de “mainha” bateu de frente com uma muralha e ele foi obrigado a recuar, posição que o deixou sem lastro político.
Para “esconder” a trapalhada, ou seja, o recuo, Tarcíso Pedreira, “mainha” e a trinca embrulharam em papel celofane uma versão que nem nos contos de “carochinha” merece crédito: anunciar à população que o prefeito, em benefício dos interesses maiores da população queimadense faria uma reforma em seu gabinete afastando uma série de secretários como uma tentativa de melhorar sua imagem perante o povo.
E o domingo terminou com a cidade cheia de boatos de que teriam sido afastados os secretários de Saúde, Finanças, Ação Social, Administração e um sem nome de diretores de departamento. Enfim, uma mudança radical. Mas se você porventura acordou e, por um momento, acreditou que essa versão tinha algum fundo de verdade, despertou, na verdade, de um pesadelo para esta que já está sendo chamada a segunda-feira negra.
Hoje, e nos próximos dias, os responsáveis por mais esta derrocada do prefeito Tarcísio Pedreira agora mais do que nunca sem o “Liso” e o “Valente” incorporados ao seu nome tentarão mostrar que não são simples neófitos e incompetentes para o jogo de poder. Por certo, vão insistir que o prefeito recue de seu recuo anterior e faça cumprir o que tramaram às sombras.
Enquanto isso... O município continua abandonado, sem comando e chefiado por um prefeito turista (aliás, quando o prefeito vai publicar de forma transparente quanto ele (salário e diárias) e sua família recebem dos cofres públicos todo mês?).

terça-feira, 2 de julho de 2013

Nada a comemorar

          

          Domingo (30 de junho) a gestão Tarcísio “Liso” Pedreira completou seis meses e não teve nada para comemorar. Não se ouviu, sequer, o pipocar de fogos, uma tradição de políticos atrasados em Queimadas. Passou em branco e  o prefeito nem ao menos utilizou-se (como é de seu costume) dos meios de comunicação para atacar a oposição que critica a desordem instalada desde que chegou ao poder, em especial, na área de Saúde.
Pelo contrário, os problemas estão se acumulando e a inércia do prefeito que delegou o poder de administrar nosso município a “mainha”, sua genitora, e a sua irmã que controla os cofres da prefeitura, tem levado correligionários a maldizer o apoio e a se afastar a cada dia da cúpula do poder.
            Há um movimento de revolta no primeiro e segundo escalões pela forma como o município está sendo administrado e pela concentração de poder em algumas peças. O agravamento da situação pode obrigar o prefeito a vir modificar o secretariado por decisão própria (dele) ou pela saída espontanea dos que estão insatisfeitos. E é possível que mais exonerações no primeiro escalão venham a ocorrer.
O centro da discórdia está na concentração de poder conquistada pelo Secretário de Educação, Leonir Floiriani o que tem gerado discórdia. Na “surdina” muitos acusam o prefeito de trair compromissos em benefício de alguém que, pouco antes das eleições era pré-candidato pelo PT a prefeito de Queimadas. Para estes a traição Leonir ao PT e ao seu candidato André Luis pode vir a ocorrer num futuro próximo. Só que desta vez ao próprio Tarcísío.
A onda de insatisfação aumenta porque existem outras pessoas que também eram do PT, inclusive, outro que foi pré-candidato e que vem sendo beneficiado (Construção do Posto de Combustível que causou um grande dano à imagem do prefeito), enquanto os verdadeiros tarcisistas que estiveram com ele desde o início da campanha estão sendo desprezados.
Sem querer se identificar alguns se dizem frustrados. “Não lutei para eleger um prefeito que depois trai os compromissos assumidos e apóia quem sempre foi contra ele”, diz um inconformado. Outro reclama: “ninguém sabe por que deram tanto poder ao Secretário de Educação. Tudo o que “mainha” quer recorre a Leonir Floriani”, diz outro.
            A insatisfação já chega também aos seus patrocinadores da campanha. Muitos não receberam, até o momento, e já pensam em abandonar o barco. Outro de grande peso e que jogou uma boa soma de dinheiro na campanha está surpreso com as atitudes do prefeito Tarcísio “Liso” Pedreira. Segundo ele, o gestor, sequer o cumprimenta.
            Enquanto a insatisfação na cúpula do poder cresce o barco da administração está a adernar com os atrasos de pagamento a fornecedores. Já há registro de revolta de alguns prestadores de serviço, em especial, na coleta de lixo, com o atraso de até quatro meses no pagamento. Na semana passada a Sala de Licitação, na sede da prefeitura, foi tomada por vários prestadores de serviço cobrando o pagamento em atraso.

            Quem os mandou para a Sala de Licitação para pressionar a Prefeitura, segundo alguns deles, foi a própria Secretária de Saúde. A mesma secretária que na sexta-feira coordenou o processo de licitação para o transporte na sua área. Ganhou como era de se esperar, a mesma empresa vencedora de outro pregão. O problema desta vez, para quem participou do pregão, foi o preço cotado para uma “Sprint”, que parece cheirar à “mutreta”: apenas R$ 1.800,00. Não há, disseram, como alguém alugar um veículo deste porte por este preço. É mais um problema da Saúde para o Prefeito Tarcísio “Liso” Pedreira se explicar.