Mostrando postagens com marcador Régis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Régis. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de maio de 2014

Hora de recolhimento



  •  
Acusações de Maurinho (à direita) contra Tarcísio (à esquerda) são graves
         
As últimas 72 horas tem sido a caixinha de Pandora ou, no melhor da mitologia grega a tragédia e todos os males que sufocam, afligem e determinam a política queimadense, ao mostrar de forma "nua e crua" as mazelas que habitam o esgoto que liga o Executivo à parte do Legislativo no atual mandato.

         Uma simbiose ou associação que os une a todos os tipos de acordos, conchavos, falsidade ideológica entre tantos males que despertaram sob o peso da curiosidade de Pandora, no mito grego, a primeira mulher a chegar à terra.

          Do ex-prefeito José Mauro de Oliveira Filho que fez as pazes com seu lado guerrilheiro ao abater voos maus iniciados, aos abatidos vereadores Régis “Manequim” da Ambulância e Renato Varjão, e às piores aves que o ex-prefeito considera de rapina, o atual alcaide Tarcísio Pedreira e aquela que ele chama de execrável, “Mainha” a gestora das falcatruas.

         Foi um petardo, ou como diria um amigo “um tiro certeiro” na asa direita de ambas as aves que foram obrigadas a pousar. Vão esperar as asas cresceram, enquanto mantém um silêncio obsequioso. Nos próximos dias veremos se alguma recebeu chumbo mais profundo que a obrigue a um recolhimento mais prolongado.

          Duas dessas aves abatidas conseguiram respirar, mas recolheram seus arsenais e sinalizaram uma trégua. O vereador Líder do Governo, Renato Varjão simulou um ataque ao ex-prefeito, mas, no meio do texto reconheceu que o tiro foi certeiro e, contido, pediu Luz aos atiradores em nome, mais uma vez, do Senhor. “Que Jesus ilumine o coração de todos os cidadãos deste torrão, e que nunca me desampare! Tudo posso, naquele que me fortalece!”, pediu o vereador em súplica.

             Num ponto seu pedido tem razão: não é da conta de ninguém como ele gasta seu dinheiro em política. Contudo, ao assumir a dívida que fez sem explicitar para o seu eleitorado como pretende fazê-lo para quitar corre o risco de que todo o tipo de interpretação possa ser feito.

          Não há como um político justificar uma despesa de campanha caso não tenha como pagá-la. Todos sabem que R$ 5 mil, que é o salário de um vereador, não da para cobrir despesas de campanha. Então fica a pergunta: Quem quitará esta dívida? Jesus, a quem recorre sempre que é criticado ou acusado de alguma maldade, é que não será. Ou Será que Será?

          O vereador Régis “Manequim” da Ambulância, agora mais conhecido como “Régis do Pulo” seguiu os passos de seu colega e utiliza-se de passagens da Bíblia para esconder seus mal feitos. O eleitorado, neste momento não está preocupado com a religiosidade do vereador que assumiu, de público, sua adesão ao executivo. O que todos querem é que ele prove que não recebeu R$ 80 mil dos atuais mandatários para aderir, conforme denúncia feita por Maurinho.

          E mais: surgem informações de que o vereador recebia dinheiro do Bolsa Família e que foi negado, agora, quando foi renovar. O vereador tem que vir a público esclarecer se os rumores (por enquanto) são verdadeiros ou não. O que se sabe é que nestes últimos 14 meses a renda familiar de Régis “Manequim” da Ambulância o descredencia a receber recursos do Bolsa Família.

          Quanto ao prefeito Tarcísio Pedreira e sua genitora conhecida pela alcunha de “Mainha” não se espere que venham a se defender das acusações feitas pelo ex-prefeito José Mauro de Oliveira Filho, seu tio e irmão de sua mãe. Foram acusações graves e que a sociedade, em especial, os vereadores que honram seu mandato deveriam cobrar. Quarta-feira é dia de sessão. Leiam e critiquem como já de praxe este editor, mas, neste dia o esqueçam e peçam explicações e os convidem a se defenderem perante a Tribuna dessa Casa.



terça-feira, 13 de agosto de 2013

TCM X Camaras



Tornou-se lugar comum o esculacho e a desqualificação contra os políticos e contras as instituições políticas como o Congresso Nacional e, por extensão, às Assembleias Legislativas e Camaras de Vereadores. Todos os males do Brasil, seguramente, na visão dessa turba advém dos senadores, deputados e vereadores. Em todo ramo das atividades humanas você vai encontrar gente corrupta, sem ética, como professores, médicos, jornalistas etc... Mas, no entanto, a classe política, esta sofre uma campanha sistemática e, o que é pior, enviesada.
Ao desqualificar os políticos de uma maneira geral e as instituições que elas representam nós, ou melhor, aqueles que o fazem, desqualificam a Democracia ou o Estado Democrático de Direito. E isso é o primeiro passo para as “Vivandeiras de Quarteis” iniciarem sua cantilena de sempre: todo político é ladrão. O passo seguinte é a defesa de uma quartelada e o retorno dos miliares ao poder, claro que, ao lado dos civis “patriotas”.

Este preambulo foi para mostrar a surpresa com o texto do professor Israel, um dirigente sindical portanto, com posições mais à esquerda, ao tentar desqualificar o vereador Neto da Feira do Pau que defendeu a independência da Camara de Vereadores para julgar as contas de prefeitos. E mais ainda: afirmar que ele faz incitação à corrupção e à “promoção do retorno de velhas práticas repugnantes de protecionismo e incentivo aos desvios do dinheiro do povo” em sua defesa, como afirma, contra a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O mais grave é que ficou bastante claro, pelo menos para os que assistiram ao programa “Trocando em Miúdos” levado ao ar pela rádio “Queimadas FM” na última sexta-feira que o sindicalista fugiu do debate ao não comparecer ao programa em que poderia reafirmar suas acusações ou se retratar, ao vivo, e debater com o vereador Neto as razões de suas colocações. O professor Israel depois de garantir sua presença no programa alegou compromissos de “ultima hora” para não comparecer.

        Claro que sua argumentação para não comparecer ao programa pode até ser aceita, mas não se justifica. Ocorre que a sua ausência seguida de uma desculpa de que está à disposição para um novo debate (uma semana após) já maculou a imagem do vereador Neto. Trazer o assunto a baile, mais uma vez, depois de que a sentença já foi fixada na mente da população, é trazer mais prejuízo à sua imagem. Não estou aqui a defender o vereador petista. Até porque, recentemente, fiz críticas à atuação dos vereadores de oposição, inclusive, Neto.

Mas são críticas pontuais em cima de fatos. Especular qual seria a intenção do vereador Neto ao se posicionar contra a rejeição de contas de prefeitos de forma automática, apenas porque o Tribunal de Contas assim indicou, é levantar dúvidas sobre o compromisso do parlamentar com a probidade, com a ética e, acima de tudo, com a sua história e o seu passado.

Acredito que tenha faltado ao professor Israel desprendimento e desconhecimento da atuação parlamentar e das competências da Camara de Vereadores, sobretudo, com relação a Lei de Responsabilidade Fiscal. Antes de sair atirando para todos os lados caberia ao sindicalista colocar no seu texto acusatório e difamador que a responsabilidade de rejeitar ou não as contas de prefeito é de exclusividade da Camara e não do Tribunal de Contas.

Na verdade, o Tribunal de Contas é um mero auxiliar das Camaras. Ele analisa as contas e oferece aos legisladores, em forma de parecer, um caminho que pode ou não ser seguido. Como órgão técnico não cabe aos TCs promover um parecer político. Às vezes um parecer técnico ultrapassa os limites da punição se a análise da Camara de Vereadores for política. Foi o caso, por exemplo, das contas rejeitadas do atual presidente da Camara, vereador Lázaro José por uma questão burocrática na sua gestão anterior. Portanto, discordar, não é afrontar. Confrontar, contestar, discordar, criticar e fiscalizar é papel de legislador.


Provavelmente o professor Israel deve estar aplaudindo o vereador Mário Régis que, no mesmo programa, entrou no ar para gritar a plenos pulmões: “Se o TCM rejeita eu não quero nem ler o parecer. Também rejeito”. Um absurdo que só não é maior do que o texto produzido pelo sindicalista quando acusa o vereador petista de desonestidade ao defender duas posições, segundo ele, contraditórias: uma, ao comparecer as manifestações para defender a ética, e outra os malfeitos de gestores fisgados pelos TCs.