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terça-feira, 9 de julho de 2013

Terrorismo




Este jornalista editor do “blog do Haroldo” não teme ameaças. Mas ele não entra no jogo de "rufiões" que se acham no direito de ameaçar a vida dos outros. A minha arma é a “caneta” ou para sermos mais modernos, o computador e é nesta trincheira que responderei as agressões verbais e as ameaças, partam elas de onde partirem. Mas se o teor ou a virulência das ameaças ultrapassarem o bom senso, tipo surras, tiros, ou morte, a minha resposta será dada dentro do espírito da lei, ou seja, na Justiça. Portanto, aqueles que se consideram ”galos de briga”, valentões e acreditam que, por esta razão tudo podem um conselho: Se as ameaças continuarem entrarei com uma Ação no Ministério Público pedindo apuração e solicitando, como é de meu direito, proteção à vida.



Desumanidade


            A “Maré Negra” continua atuando sobre a Secretaria de Saúde. Alguns internautas poderão estar a se perguntar se o “blog do Haroldo” tem alguma coisa contra a atual Secretária de Saúde, Indira Sales. Não, meus amigos. Não é por aí que vamos analisar o que está a ocorrer não só na área da saúde, como também em todas as áreas desta administração que, hoje, seis meses após podemos afirmar com toda convicção que é um desastre total.
Ontem, o Presidente do Conselho Municipal de Saúde, Flaviano Moura denunciou a prática de nepotismo da atual secretária. De acordo com Moura ela contratou o próprio irmão, Cyros Sales para trabalhar (ele é formado em Educação Física), na unidade de saúde do Riacho da Onça (leia abaixo).
            O blog reconhece as dificuldades porque passa a saúde em todo o País. Todos nós temos conhecimento que o grande problema da Saúde nos últimos anos é o de financiamento. Em outras palavras, são poucos os recursos destinados a área. Mas os problemas da Saúde em Queimadas não são uma questão de dinheiro. Da mesma forma que a administração de uma forma geral. O problema é de gestão, ou melhor, de má gestão.
Não se esqueçam que o prefeito Tarcísio “Liso” Pedreira proclamou aos quatro ventos dispor de mais de um milhão de reais depositados em conta no Banco do Brasil. Então qual a razão do caos que o município atravessa? Qual obra está em andamento? Até a reforma da “Praça do Pirulito”, anunciada com pompas após o “assassinato” dos pés de “fícus”, ganhou até o momento tapumes e gerou sérios transtornos para quem trafega por aquela que é uma das principais artérias do Centro da Cidade. Serviu também para afastar as 15 mil “andorinhas” que de tempos em tempos por ali pernoitavam.

Insensibilidade

 Então é fato que o problema é de má gestão. Por exemplo: a secretária de Saúde pode ir, mais uma vez, à Rádio Queimadas FM e pedir ajuda à população quando deveria ser exatamente o contrário. Mas desta vez para explicar porque lotou uma Kombi com 12 gestantes e as enviou ontem para o município de Valente para fazerem ultrassom.
Todos sabem, e isso é fato, que Queimadas dispõe de uma clínica com aparelho de última geração para fazer o exame. Até as quatro da tarde as gestantes, que desde pela manhã cedo aguardam a realização dos exames, ainda se encontravam em Valente à espera da conclusão do atendimento. Indira Sales pode explicar de viva voz no Jornal do Meio Dia porque a sua ordem para que os exames fossem realizados na clínica do Dr. Edil não foi atendida.
Pelos bastidores, o que se sabe é que a Secretaria de Saúde está em débito com a clínica. Fato: não vem pagando exames realizados anteriormente e, acredita-se, o atendimento foi suspenso. Isso explica essa viagem absurda e intempestiva ao município de Valente distante 65 KM de Queimadas com 12 gestantes dentro de um veículo inadequado.
Nepotismo na Saúde
Fato: O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Flaviano Moura em entrevista hoje, ao meio dia, na “Rádio Liberdade FM”, fez sérias acusações à Secretária Indira Sales. Desde nepotismo à manipulação de membros do Conselho no intuito de eleger um presidente “maleável”. Ela própria, segundo afirmou no ar Flaviano Moura fez a convocação da reunião extraordinário medida que compete ao Presidente.
De acordo com a denúncia do Presidente do Conselho Municipal de Saúde, Indira Sales contratou seu próprio irmão, Cyros Sales, para trabalhar, em regime de 40 horas, ou seja, cinco dias por semana, no NASF – Núcleo de Apoio à Saúde da Família -, implantado na unidade do PSF do Riacho da Onça. De acordo com a sua denúncia o irmão de Indira Sales está registrado no CNES desde 1º de abril deste ano. Ele e outros profissionais.
Além da prática de nepotismo explícito, segundo Flaviano Moura, até este momento não houve comprovação de que o NASF esteja realmente em funcionamento no Riacho da Onça. E questionou se por já está registrado (ele e os outros profissionais) no CNES ambos estariam recebendo salário sem trabalhar. Cobrou, ainda, da secretária que revele o salário que estes novos contratados irão receber ou já estão recebendo.



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A necessária politização do debate

E nós queimadenses podemos fazer este debate político, inclusive, sobre preconceito, racismo e homofobia? Concordo com o texto e avanço um pouco mais: Recentemente, em programa na Rádio Queimadas FM desafiei os queimadenses para um debate sobre a saúde pública no município. Como sempre, os mais apressadinhos partidarizaram a proposta, quando deveriam politizá-la. Nada mais fácil do que tentar mistificar o debate com picuinhas, fofocas ou vã tentativa de focar o debate em meros episódios isolados, a exemplo do carro da secretaria que não pegou tal paciente, ou o documento de outro que desapareceu na estrutura burocrática ou, ainda, que um paciente viajou, mas a consulta não havia sido marcada.
Estes problemas devem e serão resolvidos porque eles não deixarão de ocorrer quando a máquina humana está envolvida. Mas o desafio foi feito para discutirmos o principal: Quais são os nossos problemas na área de saúde? Quais são os nossos caminhos, saídas? O que é preciso fazer? Qual o diagnóstico do perfil da saúde, em todos os seus contornos, no município de Queimadas?
Afirmei e volto a reafirmar que a Saúde neste momento está melhor. E o faço em meio a uma campanha suja, de desqualificação perpretada por aqueles que preferem uma saúde de favores e não de obrigações e deveres. Mas isso não quer dizer que estamos oferecendo o melhor. O debate, politizado e não partidarizado, é o caminho para que encontremos o modelo ideal mesmo dentro deste que, infelizmente, não privilegia os investimentos no setor. Portanto, o debate está em aberto, inclusive, neste blog. Que tal um seminário sobre o assunto para enriquecermos o debate? Com voces a palavra.




Por Osvaldo Ferreira no blog de Luis Nassif

Como é salutar, delicioso, bom mesmo discutir sobre tudo. Divergir, retrucar, protestar e ser lido em nosso sagrado direito em não convergir necessariamente sobre o que pensamos. Esta é a verdadeira liberdade de expressão que algumas mídias nos proporcionam e outras nos negam.

A pauleira desencadeada pós eleições e absolutamente necessária, salutar, democrática (sim!!!) sobre e contra os monstros libertos da caixa de pandora vai continuar. E vai continuar, pois isso tem se demonstrado absolutamente necessário. Nada dessa historinha tola de depor as armas após as eleições. Não se trata disso. Como dizia sociólogo e pensador do Brasil de imenso quilate, trata-se de pensar e contestar o Brasil cordial. Trata-se de dizer não à cordialidade farsesca que encobria preconceitos, à tolerância frente a intromissão absurda de clérigos em assuntos republicanos e por isso civis, trata-se de um sonoro não aos monopólios midiáticos que se tornaram agora mais que evidentes a reproduzir vilanias, xenofobias e preconceitos rasos, irracionais e que merecem repúdio de toda a cidadania.

Tenho sinceramente a impressão que a abertura da caixa de pandora nos tornará melhores, pois qualquer país que se preze precisa algum dia ser passado a limpo. Como marchamos inexoravelmente para ser um país que se preza, que tal aproveitar o atual momento para lavar a roupa suja acumulada por séculos?


Neste sentido é por demais relevante este momento. E assim sendo, dado o espaço democrático que dispomos nos blogs (e este é um espaço social para isso), qual a razão do incômodo? Sou paulista, paulistano, sempre vivi em São Paulo, sempre trabalhei aqui e progredi aqui e sei por experiências pessoais, que havia sim um terreno intocável, subsolo acobertado pela cordialidade que agora está esgarçado e exposto ao Sol. E que mal há nisso? Não me sinto nem um tiquinho só que seja violentado, agredido, vilipendiado, menosprezado como paulista e paulistano que sou pela focalização de eventos costumeiros por aqui, que agora recebem atenção midiática, blogosférica e partidarizada ou politizada (prefiro). Transparência, que significa discussões abertas, sem freios no sentido da busca das causas dos fatos é algo salutar...Ou será que temos medo dos nossos monstros interiores construidos socialmente e preferimos usar o argumento escapista de que agora é hora de desarmar os palanques?

Problematizar a questão dos jovens agressores que agiram como um bando fascista e criminoso a açoitar valores como a diversidade, a tolerância, a civilidade, a democracia, o reconhecimento do outro como igual em direitos, desconhecendo a solidariedade, a coexistência e a dignidade na diferença é algo fundamental.

Não devemos nos esquivar de fazer isso jamais e isso não significa partidarizar a questão. Partidarizar é absolutamente diferente de politizar. Devemos politizar tudo, pois a política é uma das mais nobres atividades humanas. Nela é que podemos encontrar caminhos sem violência, espaço para a livre manifestação das idéias, a despeito delas doerem na perspectiva pessoal ( que deve se subjugar à pública), pois só assim construiremos uma democracia real e não ficcional como alguns desejam nos impor.

Continuemos que assim está muito bom e só assim construiremos o país que realmente desejamos: livre, democrático, plural, com negros, gays, heterossexuais, brancos, mestiços, bissexuais, índios, mulheres, idosos, crianças, com seres humanos vivendo fora de padrões impostos artificialmente( e com caráter de naturalidade), plenos em direitos e independentemente do Estado, Cidade ou País em que tenham nascido sendo considerados iguais. É assim que se constrói um país pensando no futuro.