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sábado, 28 de novembro de 2009

Golpe no ar

Não há mais como indignar-se diante de tanta barbárie. O despudor, o mau caratismo e a cafajestada entraram na moda, tal como a desenfreada onda de licenciosidade levada ao ar, em qualquer horário, pelas emissoras de televisão brasileira. Não, não se trata de liberdade de expressão ou de imprensa como esses áulicos apregoam em todos os instantes que alguma voz se levanta contra a insensatez, contra o absurdo. Trata-se de levar ao limite extremo, ao ponto de ebulição ou do rompimento o ordenamento democrático e a vida republicana.
São os escravocratas de ontem a incentivar a baixeza de hoje. Não basta a estes desgraçadas a partidarização da mídia. É preciso ir mais longe. É preciso destruir o “pau-de-arara” que teve a ousadia de ser Presidente da República. E para seu azar: Presidente da da República com “H” maiúsculo.
A mentira, o descaramento e a canalhice produzidos por esta gentalha que se abriga no mantra da liberdade de expressão para achincalhar e destruir o maior presidente que este País já teve passou dos limites. É preciso um basta. Mas não um basta aos moldes dessa penúria de gente, as “vivandeiras” de quartéis sempre a destilar o hálito de esgoto na esperança de que ouvidos mouco os ouçam.
Vômitos como os de Clóvis Rossi e Otávio Frias (Folha de São Paulo), jornal que ajudou os generais da ditadura a assassinar e a torturar cidadãos brasileiros que se opunham ao regime de terror; como os de Merval Pereira e dos Marinhos (Grupo Globo) são despejados diariamente sem que reações à altura sejam expressas de forma clara para se contrapor ao caminho proposto pelos cafajestes.
O argumento de que o povo pouco está se lixando para esta turba desesperada, mas com objetivos claros e definidos, que é a tomada do poder à força e, como exemplo, citam o percentual de aprovação do presidente Luis Inácio Lula da Silva não deve deixar a parcela da população que pensa um Brasil democrático, tranqüilo.
O presidente Lula deve convocar, semanalmente, uma cadeia de Rádio e TV (que a constituição lhe assegura), para desmascarar a perfídia e conscientizar o povo dos objetivos que estão por detrás desta campanha sórdida que envergonha o jornalismo brasileiro e que a história irá retratar como a Idade Média (das Trevas) da imprensa brasileira.
Sim, porque o querem esta canalha é destruir Lula e a provável candidata o PT nas eleições presidenciais do ano que vem. Já deram o mote: é o Serra, o cidadão representante da elite paulistana contra o nordestino “pau-de-arara estuprador e contra Dilma, a gaúcha guerrilheira que teve a ousadia de sair torturada dos porões da ditadura militar que estes mesmos veículos de imprensa defenderam e apoiaram com veemência para ser candidata à Presidência da República.
Uns em editoriais, como o Globo e o Estado de São Paulo. Outros, como a Folha de São Paulo, emprestando veículos aos torturadores para transportarem os presos políticos para as masmorras onde eram torturados e assassinados cidadãos brasileiros.
São esses os mesmo que agora tentam retomar as velhas práticas dos golpes de Estado, com ou sem os generais. Não sem razão apoiaram o golpe militar de Honduras e combatem sistematicamente os presidentes eleitos, democraticamente, no continente Sul e Latino americano.
E por que os combatem? Porque não aceitam que estes governos façam um governo socialmente justo promovendo um desenvolvimento que venha em benefício das classes menos favorecidas. Portanto, os brasileiros de norte a sul, de leste a oeste, devem ter claro que se eles lograrem êxito será o fim do Bolsa Família, do Luz Para Todos, do Minha Casa Minha Gente, do ProUni, do aumento real para o Salário Mínimo e de tantos outros projetos que inseriram 30 milhões de brasileiros no mercado consumidor brasileiro e transformaram o Brasil num País respeitado em todo o mundo.