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quinta-feira, 31 de julho de 2014

A confissão de Aécio prova duas coisas: o estrago eleitoral e sua covardia moral







Por Fernando Brito, no Tijolaço

Finalmente, hoje, em artigo na Folha de S.Paulo, Aécio Neves admite que o Aeroporto de Cláudio, junto a sua fazenda, serviu para sua comodidade pessoal, em atividades rigorosamente privadas.

E que a obra (que entre contratos e desapropriação custou, em dinheiro de hoje, mais de R$ 20 milhões) que consumiu farto dinheiro público, por não homologada e sem controle público já há quatro anos, só teve mesmo a serventia de dar-lhe este privilégio.

Mais importante que a semi-confissão do candidato tucano é o que o levou a ela, 11 dias depois de revelado o escândalo pela própria Folha.

Depois de várias gaguejadas e diversos “de novo este assunto?” irritados, Aécio tomou essa iniciativa, sem sombra de dúvida, porque as pesquisas internas do tucanato revelaram o estrago que isso fez em sua campanha.

Não foi um ato de honestidade, de quem quer e pode sustentar as atitudes que tomou.

Fosse assim, não teria se evadido de dizer, antes, o que diz agora.

O fez por três fatores, todos sem qualquer dignidade.

O primeiro é que sabe que existem provas deste uso. Não se descarte, até, que tenha sofrido ameaças de que elas seriam reveladas.

O segundo é que só tomou esta atitude depois que as pesquisas eleitorais internas do PSDB mostraram que o estrago não apenas era grande como está se agravando à medida em que o conhecimento da situação se amplia.

O terceiro, mais grave e por isso capaz de continuar ceifando o seu prestígio e o respeito pessoal que possa ter, é o que se provou um homem moralmente covarde.

Precisou ser exposto diariamente às suas contradições e omissões – ou, pior ainda, ser ameaçado por alguém que tinha provas do uso do aeroporto – para confessar que fez, por diversas vezes, uso particular da pista que a ninguém mais servia.

Depois disso, quem acredita na já implausível afirmação de que a obra milionária se justificava pelo “grande pólo industrial” que é aquele município de menos de 30 mil habitantes? Ou que o negócio entre o Estado e o tio, que tinha os bens bloqueados, não foi bom pela família, até porque parte do depósito já foi levantado pela tia, num processo tumultuado de separação e com, inclusive, uma ação de interdição por um dos filhos?

Aécio abaixou o bico.

Diante da mentira que pregou, durante 11 dias, a todo o país e à imprensa, desqualificou-se moralmente para dizer qualquer coisa.

A confissão tardia e cínica não lhe perdoa, exatamente porque é tardia e cínica.

Ficou do tamanho que é: um herdeiro de oligarquias, que controla e uso o poder que o sobrenome foi lhe trazendo e que trata o exercício do poder com a mesma irresponsabilidade que lhe valeu a fama deplayboy mimado.

Resta saber o que não fazer com ele: se é melhor deixar que o fracasso recaia sobre sua inconsistência moral ou se tentarão uma muito improvável nova via para disputar as eleições.

O aeroporto de Cláudio foi sua bolinha de papel.

E essa, sim, capaz de provocar um estrago imenso.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Mentira tem perna curta








                                   Osny,prefeito de Serrinha         

O prefeito de Queimadas Tarcísio que já foi “Liso” passou a “Valente” e agora é chamado de “Fogueteiro” Pedreira conseguiu hoje durante pronunciamento em que procurou justificar o não cumprimento dos compromissos assumidos perante o Consisal, do qual o município é sócio, mentir, desmentir-se e, por fim, jogar a responsabilidade pelo calote para a gestão passada de Paulo Sergio Carneiro.

Hoje, a Camara Municipal recebeu a visita do prefeito de Serrinha, Osny Cardoso de Araújo que, como presidente do Consisal veio detalhar os compromissos da entidade para com os seus associados. Mas, ao mesmo tempo, cobrar de todos os prefeitos que cumpram com seus compromissos possibilitando a que a entidade possa desenvolver seus projetos e, acima de tudo, se credenciar a receber novos investimentos, como o já previsto de cerca de R$ 60 milhões para novos investimentos, como construção de cisternas e aguadas. Só para Queimadas estão previstos a construção de mais 350 cisternas.

Der forma educada, como deve ser as relações institucionais, o prefeito de Serrinha e presidente do Consisal procurou contornar a situação do calote lembrando ao prefeito de Queimadas a luta que foi para a criação de uma instituição que viesse com o objetivo de buscar o desenvolvimento de nossa região. E fez questão de lembrar a luta empreendida pelos ex-prefeitos Paulo Sergio Brandão, de Queimadas, e de Cecília, de Itiúba ao somar esforços junto aos outros prefeitos para criar o Consisal.

Mais ainda de forma educada lembrou ao atual prefeito de Queimadas que, para que novos projetos possam contemplar não apenas nosso município, mas os outros associados se faz necessário uma responsabilidade solidária. Em outras palavras, que os municípios paguem sua cota mensal (hoje em torno de R$ 1.200) e depositem a contrapartida, medida que faz parte de qualquer projeto que envolva as três esferas de governo (estadual, municipal e federal).

Cobrou, de forma elegante, é claro, do atual prefeito de Queimadas, a contratação de pessoal capacitado para desenvolver os projetos, cadastrar as famílias, enfim todo o procedimento burocrático necessário para que os projetos sejam aprovados e os recursos liberados.
“O Inpe –  instituto federal que faz estudos e análises sobre o comportamento do clima e previsões sobre o tempo – já publicou estudos que revelam a possibilidade de que em 50 anos o Semiárido brasileiro vir a se transformar num deserto. Então se faz necessário que já, agora, implantemos ações para minorar seus efeitos. Afinal, nossos filhos vão viver esta trágica realidade”, disse Osny Araújo.

Enfim, de forma polida, educada, mas dura, o prefeito de Serrinha deu um “puxão de orelha” no prefeito Tarcísio que já foi “Liso” passou a “Valente” e agora é chamado de “Fogueteiro”. Cobrou responsabilidade solidária. E o que fez nosso alcaide: esbravejou que inimigos políticos publicam mentiras, mas, em seguida cai em contradição ao afirmar que “o prefeito Osny está presente e sabe que Queimadas não pagou porque o ex-gestor não lhe deixou meios legais para fazê-lo”.

De acordo com ele o ex-gestor Paulo Sergio Carneiro tinha a obrigação de colocar no orçamento municipal esta despesa, pois, só assim ele teria condições legais para fazer a contribuição. A justificativa soa mais como desculpa para a incompetência. Se o ex-gestor assim procedeu, que se explique. Mas mesmo que o tenha feito fica a sensação de que o atual alcaide não teve o mínimo interesse em compartilhar com o Consisal.

Mentiu o prefeito Tarcísio que já foi “Liso” passou a “Valente” e agora é chamado de “Fogueteiro” ao se indignar e até a realçar sua condição de gênero “o prefeito foi homem” para garantir que ele, e mais ninguém, levou a máquina para o Riacho da Onça. Mentiu ao dizer que conseguiu os equipamentos, máquina e perfuratriz, junto a Rui Costa e ao governador Wagner. Este blog pergunta o quanto o nariz de Pinóquio pode crescer e suportar o peso de tantas mentiras.

A população sabe, o governo do Estado sabe e o presidente do Consisal Osny Cardoso de Araújo sabe a quem pertence o mérito da vinda desses equipamentos e, sobretudo, do envio da máquina para o Riacho da Onça. Fato é fato senhor prefeito. Demagogia e embromação não passam de mentiras para encobrir incompetência generalizada. Não sem razão, sua única frase verdadeira foi: “Estamos sofrendo alguns abalos políticos. É normal porque queremos seguir a lei e até amigos e correligionários acham que posso passar por cima dela”.


Ou, ainda, ri, com a crítica do vereador e presidente da Camara, Lázaro Santos fez pela demora em substituir a bomba que retira água num poço em Pedrolandia. Segundo denunciou Lázaro, a bomba antiga não teria conserto. Então compraram uma nova e ela não serviu. O que disse o prefeito: “Eu tenho que ri (e deu risada que mais parecia escárnio para com a população de Pedrolandia) porque sequer sei quem foi que comprou a bomba”. Eis aí nosso prefeito de corpo e alma.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

"FHC é apenas cínico e mau caráter"


FHC não mostrou o Darf:  “Foi ele quem nomeou o ministro mais histérico, mais conservador e mais agressivo da corte: Gilmar Mendes, um juiz covarde”.
Por Miguel do Rosário no "Cafezinho"

O cinismo de FHC, em seu artigo de hoje publicado no Globo, atingiu as raias do absurdo. O homem que comandou a maior alienação, em caráter irremediável e definitivo, de patrimônio público da história brasileira, sem que a sociedade visse a cor do dinheiro (ao contrário, entregou um Estado falido e endividado ao sucessor, com altas taxas de inflação e desemprego, além de juros escorchantes), o homem que comandou um processo vergonhoso de manipulação do legislativo, para aprovar a reeleição de si mesmo, esse mesmo homem vem a público tentar reacender um espírito de linchamento e repetir mentiras.

Com esse texto, FHC dá um passo para trás e para direita (sim, isso é possível) e reforça sua aliança com que há de pior na mídia e na sociedade.

Ele se alia aos instintos baixos e vingativos da Casa Grande, e se mostra muito mais indigno que o zé-povinho que realmente acredita no que diz a imprensa conservadora. Esse tem perdão porque não sabe o que faz. É manipulado. FHC é apenas cínico e mau caráter.

A reeleição foi um golpe. Não porque fosse errado aprovar, no Congresso, uma emenda a permitindo. Mas porque FHC a patrocinou para si mesmo. É óbvio que uma mudança dessa magnitude só poderia ser feita mediante aprovação direta do povo, ou seja, através de um plebiscito. Como fizeram os “bolivarianos”. Patrocinar uma eleição via acordos palacianos, com distribuição de dinheiro a parlamantares, aí é golpe.

Se a emenda da reeleição faz de FHC um golpista, o seu artigo de hoje, tentando atiçar o linchamento, revela que é também um cafajeste. Foi ele quem nomeou o ministro mais histérico, mais conservador e mais agressivo da corte: Gilmar Mendes, um juiz covarde, que processa simples cidadãos que ousam lhe criticar. Um juiz covarde que persegue blogueiros. Um juiz covarde que sempre julga antes na imprensa e na TV antes de fazê-lo no tribunal. Um juiz que mentiu sobre Lula e foi desmentido por Nelson Jobim.

Todas as provas mostram os erros grotescos da Ação Penal 470. Um problema de caixa 2 foi transformado, numa operação alquímica feita com ajuda inestimável da mídia, em “maior crime da história”.

Talvez tenha sido mesmo o maior crime da história, mas não no sentido ventilado pela mídia. Foi o maior crime contra a opinião pública de que temos notícia. O STF foi vergonhosamente usado para uma operação de vendeta política. O STF foi usado para se dar um golpe sujo contra a democracia.

Ninguém defenderia nenhum petista se houvesse provas de sua culpa. Mas não há.

Qual a prova contra Dirceu? Qual a prova contra Genoíno? Qual a prova contra Pizzolato? Contra Pizzolato, não só não há provas que o incriminem. Há provas que o inocentam, em abundância, muitas das quais foram escondidas por Joaquim Barbosa e, sobretudo, pela mídia.

Você já viu esse vídeo, FHC? Um dia, esse vídeo e muitos outros, chegarão ao grande público. O seu maior erro sempre foi superestimar o poder da mídia e subestimar a inteligência do povo. Não por outra razão, você terminou seu governo com um dos piores índices de avaliação da história recente.

A atitude mesquinha de FHC demonstra o desespero que tomou conta das hostes reacionárias. O mensalão sempre foi uma jogada política da direita para ludibriar o povo, ao prender barnabés sem poder ou dinheiro, como Genoíno, Cunha e Pizzolato, e deixar soltos os grandalhões milionários, a começar pelos proprietários da Globo, que publica os artigos do ex-presidente.

E ele ainda tem a cara de pau em falar em “ruas”… O que as ruas pediram, FHC, é o fim do monopólio da Globo e o julgamento político da participação da emissora na manutenção do regime militar.

“A verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura”, gritavam as ruas.

Isso sim é importante, e não apenas para a “percepção popular”, para usar um conceito que, da maneira usada por FHC, corresponde simplesmente a uma expressão hipócrita e canalha.

Um dia, o povo brasileiro deixará de ser enganado, FHC. O processo de independência pós-ditadura ainda não se completou. Lula conseguiu libertar o povo da fome. Agora falta o povo se libertar do jugo de uma mídia consolidada à sombra do arbítrio.

Vou citar apenas uma frase de FHC:

“Afinal, para a maioria dos brasileiros, trata-se de uma das poucas vezes em que habitantes do “andar de cima”, como se os qualifica no falar atual, estão no pelourinho.”

Sim, FHC, ao usar a expressão infame “pelourinho”, revela o que é: um escravagista, um membro odioso da Casa Grande, cujo maior prazer é ver os novos “negros” apanhando.

Nenhum brasileiro merece estar no pelourinho, FHC. Desejar “pelourinho” para seus adversários políticos apenas desnuda a insensibilidade fundamental dos espíritos destruídos pelo cinismo…

Os réus da Ação Penal 470, mesmo inocentes daqueles crimes que se lhes imputaram, não estão tranquilos. Estão penando uma condenação muito pior que aquela da justiça estatal. Foram condenados politica e moralmente por uma mídia vendida, golpista e sonegadora.

Esse chicote, FHC, um dia voltará ao lombo de quem pretendeu usar um processo injusto para fustigar seus inimigos.

Não serei eu, nem FHC, quem dará a palavra final sobre os grandes crimes políticos que o Brasil testemunhou nos últimos cinquenta anos, aí incluído o julgamento da Ação Penal 470.

Será a história, que não aceita desculpas, nem se contentará com um simples Darf…




sexta-feira, 5 de julho de 2013

O novo heroi da revista Veja



Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo
Obtusidade? Má fé cínica? Ambas?

Faça sua escolha.

Tantos jovens brilhantes emergindo nos protestos, e eis que a Veja consegue escolher, para dar nas suas Páginas Amarelas, um certo Maycon Freitas que tem sido, justificadamente, chamado de ‘débil mental’ nas mídias sociais.

Maycon, segundo a Veja, teria se destacado nas manifestações do Rio.

Wellington diria que quem acredita nisso acredita em tudo, mas o ponto não é a liderança, ou pseudoliderança, que ele possa ter exercido.

São suas ideias, cruamente expostas em sua página no Facebook.

Uma mensagem conta quase tudo.

“Marcelo Freixo, vai dar meia hora de cu com o relógio parado e chupar um canavial de rola, seu filho da puta. Direitos humanos é o caralho, seu FROUXOOOOO!!!!!!”

Outra mensagem de Maycon afirma o seguinte: “Bandido bom é bandido morto”.

Maycon se declara presidente de uma certa UCC, União Contra a Corrupção. Não se sabe direito o que ele faz quando você percorre sua página.

Numa hora, ele aparece vendendo dólares e aparelhos eletrônicos. Mas num vídeo que circula hoje pela internet ele diz, histericamente, ser funcionário da Globo.

Viaja muito, e publica fotos das viagens, muitas delas sem camisa. Diz ser faixa preta de alguma luta marcial, para enfrentar pessoas maiores.

Seu heroi, claro, é Joaquim Barbosa, o “guerreiro”.

“Fique firme, suporte com galhardia e não esmoreça jamais”, escreveu ele sobre JB. “Toda a nação depende do senhor.”

Aprecia também o promotor paulista Rogério Zagallo, que recentemente sugeriu que a tropa de choque paulistana abrisse fogo contra manifestantes do MPL.

A terra de sua adoração são os Estados Unidos. Ele vibrou quando a família do jovem acusado em Boston não encontrou cemitério. “Por isso que sou fã dos EUA. Enterrar vagabundo é o cacete. Manda pro Brasil. Aqui vagabundo tem direito.”

O Brasil é um “país de merda”, por este tipo de coisa, composto por um “povo de merda”.

Em outro texto, ele diz: “E vai tomar no cu quem é a favor de direitos humanos”.

Ele diz que é vascaíno ao publicar uma foto de uma latinha de Coca Zero com a inscrição “Flamerda”.

Teme a ‘ditadura comunista’, bem como a ‘ditadura bolivariana’, e isso mostra que ele é, essencialmente, um homem assustado.

Importante notar: ele é irrelevante. Não influencia ninguém.

Seus posts no Facebook, pré-Amarelas, em geral não tinham nenhum comentário e nenhum “curti”.

Alguns raros tinham duas ou três manifestações, uma das quais vinha sempre de sua mulher, Cris.

Nada da mente fanática de Maycon apareceu na entrevista, feita pelo jornalista Álvaro Vale, ao qual ele agradeceu a gentileza no Facebook.

Álvaro é um jornalista de verdade? Se é, por que não confrontou Maycon com algumas de suas aberrações publicadas? Um dia talvez ele, Álvaro, se dê conta de quanto sua reputação se mancha ao fazer um jornalismo tão desonesto.

Você lê e se pergunta: é esse o Brasil que emergiu?

Só para a Veja.

Queremos um Brasil à imagem e semelhança de Maycon Freitas?

Talvez a Veja queira.

Mas os brasileiros de bem não querem isso.