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domingo, 14 de junho de 2015

Jô Soares, o cara na Globo que gosta da Dilma

Cynara: “atitude muito corajosa de Jô Soares”


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Por Cynara Menezes, Socialista Morena

O ar désolé de William Waack ao anunciar a próxima atração era uma pista para o que viria a seguir: o apresentador Jô Soares em um encontro para lá de amistoso com a presidente Dilma Rousseff no palácio da Alvorada. E “o gordo” já começou dizendo a que vinha: fazer uma entrevista-desagravo à presidente, que está sendo alvo, disse, de uma campanha “absurda” por parte de gente que não se conforma com o resultado da eleição.
“Eu comecei a ter uma reputação de petista fanático porque saí em sua defesa quando começou aquela onda absurda, louca, de ‘fora Dilma’. A pessoa não acredita muito que na democracia, quando a pessoa é eleita, tem que se respeitar o voto. Saí em sua defesa, não que você precisasse, mas tem certas coisas que me deixam indignado”, comentou Jô. Ou seja, o apresentador global deixou patente que vê as manifestações como choro de perdedor. Uau.
Jornalisticamente, é preciso que diga, a entrevista não foi lá essas coisas. Uma entrevista rende muito mais quando se faz um bom número de perguntas ao entrevistado (não necessariamente ardilosas), sem deixá-lo falar tanto. Quanto maior a variedade de temas, mais variada, claro, fica a entrevista. Faltaram vários temas, em minha opinião, principalmente provocações sobre a relação entre Dilma e os detentores do poder no Congresso, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o presidente do Senado, Renan Calheiros. Jô só tocou no nome deles en passant, e para criticá-los.
Mas há dois pontos a se levar em consideração: o primeiro é que Jô Soares não é jornalista e sim um entertainer – que tem, atenção, a “permissão” de se posicionar politicamente, ao contrário dos jornalistas, nos meios tradicionais. O segundo é que o objetivo dele com a entrevista não era colocar Dilma na parede, coisa que vimos à exaustão toda vez que ela apareceu diante das câmeras respondendo a jornalistas brasileiros –no Jornal Nacional, então, nem se fala. O objetivo de Jô era mostrar como Dilma pensa e como quer governar o País. E, neste aspecto, é possível dizer que foi a primeira entrevista que a presidente deu desde que se elegeu em 2010 em que pôde fazer isso. Todas as entrevistas de Dilma no Brasil tinham ar de duelo, normalmente concedidas no calor de uma campanha eleitoral.
Jô Soares, ao contrário, levantou a bola para Dilma cortar em praticamente todas as perguntas. À vontade, sem ser interrompida, a presidente, mesmo com a prolixidade habitual, pôde explicar o que tem feito e quais são suas metas para os próximos quatro anos. E, diferentemente da Dilma “marionete” de Lula que pintam, sobressaiu uma governante segura do que tem na cabeça. Para exasperação de seus opositores, Dilma transmitiu uma imagem de mulher extremamente preparada para o cargo. Quer você goste dela ou não, ficou bastante óbvio que ela não está ali por acaso e sabe exatamente o que está fazendo. Se você não concorda com o que ela está fazendo (e aqui incluo a esquerda que votou nela) é outra história, mas que ela tem a coisa clara na cabeça, tem.
A entrevista de Dilma Rousseff ao Jô foi praticamente um anti-panelaço: contra os que quiseram calar a presidente pelo grito, o entrevistador mais famoso do Brasil lhe ofereceu voz. Elogiou seu gosto pela leitura, mostrou-se admirador de sua passagem pela luta armada durante a ditadura e não disfarçou sua confiança no projeto de governo dela. Jô gosta muito de Dilma, simpatiza com a pessoa dela, isso ficou evidente. O recado foi dado à emissora onde trabalha: “Vocês não gostam dela, mas eu gosto e vão ter que me engolir”. Aos 77 anos de idade e 54 anos de carreira, Jô Soares pode fazer isso. Para culminar, terminou a entrevista com um galanteio hilário à presidente em pleno dia dos namorados, antes de beijar sua mão: “Foi bom para você também?” E foi bem isso mesmo, um “beija-mão”. Jô estava ali para ser um gentleman com Dilma.
Na manhã seguinte à entrevista, as redes sociais estavam ouriçadas. Os “defensores da liberdade de expressão” de costume atacavam Jô Soares sem o menor respeito. “Fim de carreira”, “sem caráter”, “sempre foi fraco”, além dos xingamentos impublicáveis característicos ao grupo. Não poderiam faltar as acusações de que Jô “recebe dinheiro” do PT: a captação pela Lei Rouanet para a montagem da peça Troilo e Cressida, de Shakespeare, foi transformada imediatamente em suborno. Gente capaz de vender sua ideologia por 30 dinheiros acha que todo mundo faz o mesmo.
Pois eu achei uma atitude muito corajosa de Jô Soares de fazer este desagravo a Dilma, ainda mais em plena TV Globo, emissora que integra a oposição midiática ao PT e a seu governo. Jô demonstrou que não está disposto a abrir mão de suas convicções, ainda que isto lhe resulte em seu linchamento por parte de gente que aprova linchamentos. Coragem é sempre algo admirável em um personagem público.
Assista à íntegra da entrevista clicando aqui.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

GLOBO ANUNCIA “OS MENINOS DO JÔ” Enfim, há vida inteligente na madrugada !!!

Extraído do site de Paulo Henrique Amorim
Saiu no Causa-me espécie!:


Vem.aí. “MeninOs do JÔ!”, com Paulo Henrique Amorim, Luis Nassif, Eduardo Guimarães, Luiz Carlos Azenha, Miguel do Rosário e Paulo Nogueira.

Jô estreia novo quadro: MeninOs do JÔ – a voz da blogosfera progressista. A bancada inicial será composta por Paulo Henrique Amorim, Luis Nassif, Eduardo Guimarães, Luiz Carlos Azenha e Miguel do Rosário. 

Jô promete anunciar o “encontro com os blogueiros” já na próxima semana, quando da gravação das “MeninAs do JÔ”. Os convidados são jornalistas e blogueiros dos sites: Conversa Afiada,  Luiz Nassif OnlineBlog da CidadaniaViomundo e O Cafezinho.


London Connection. Paulo Nogueira, ex-diretor da Editora Globo, hoje do Diário do Centro do Mundo, residente em Londres, fará intervenções pontuais via Skype.

Tribuna. Trata-se de um sonho do humorista, finalmente concretizado. Jô, por várias vezes, disse ser ali uma “tribuna”, um espaço onde se expressa todas as opiniões e que nenhum assunto é proibido ou tabu.

Sem Censura. Está liberado falar bem do Lula, do Zé Dirceu, do Ricardo Lewandowski e do Bolsa Família. Abordar temas como sonegação fiscal, denúncias da CartaCapital, suposta corrupção em privatizações, criticar juízes do STF que condenaram petistas, envolvimento de jornalistas com bicheiros, cobrar celeridade no julgamento do mensalão tucano, Offshore, jornalistas contratados como PJ, monopólio da mídia, apoio dos órgãos de imprensa ao golpe militar de 64 e manutenção da ditadura, outras tentativas de golpes pela imprensa, “BV – Bônus sobre Volume”, supostas interferências da mídia em processos eleitorais, processos judiciais contra blogueiros, lembrar a sua platéia jovem que foi no governo Itamar Franco o lançamento do Plano Real, retomar o assunto “Propinoduto Tucano”, concessão pública de rádio e tv, et caetera.

A bancada será semanal – às segundas-feiras. As “meninas” continuam às quartas.

Navalha. Um dos meninos, o mais gaiato, já ensaia o bordão: “Meninos do Jô, vida inteligente na madrugada!

Os meninos do sexteto já ensaiam uma música para a estreia. “A verdade é dura, a Presidenta Dilma combateu a ditadura!


Esquenta! Para apimentar as madrugadas, Jô estuda fazer bancadas mistas às sextas-feiras, com três “meninos” e três “meninas” cativas, quando a ocasião exigir: medidas polêmicas da Presidenta Dilma e criticada pela oposição, bate-boca entre ministros do STF, nova disparada do preço do tomate, chegada de nova leva de médicos cubanos, “pibinho”, novas denúncias da Veja, protestos-pacíficos-que-terminam-em-violência e o o diabo! 

Outros convidados poderão compor novas bancadas de meninos, meninas ou mistas, misturando jornalistas progressistas com outros tradicionais da Proba Imprensa Gloriosa:   
Conceição Lemos (Maria Frô), Cynara Menezes (Socialista Morena), Marilena Chauí, Maria Inês Nassif, Arnaldo Jabor, Altamiro Borges, Reinaldo Azevedo, Prof. Hariovaldo Prado, Merval Pereira, Olavo de Carvalho, Mino Carta, Marco Antonio Villa, Rodrigo Vianna, Diogo Mainardi, Leandro Fortes, etc.

A mistura seria feita por sorteio ou enquete.

Estão previstas dinâmicas de grupo antes das gravações, com brincadeirinhas entre os convidados para descontrair, como “qual o nome do filme?”, “cobra-cega” e RPG avançado. 

Mesa redonda. Estão programadas entrevistas e debates, ocupando 6 blocos, com a participação de Palmério Dória, falando de seus últimos livros “O Príncipe da Privataria” e “Crime de Imprensa”.Amaury Ribeiro Jr , autor de Privataria Tucana. Emir Sader, autor de “LULA E DILMA – 10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil”. Paulo Moreira Leite, autor de “A OUTRA HISTÓRIA DO MENSALÃO”

Quando se referir à Dilma, para evitar blá blá blá gramatical, Jô usará a expressão Presidenta no dia das meninas e Presidente, no dia dos meninos. Quando juntar eles e elas, dirá simplesmente “Sua Excelência a Senhora Dilma”.

Jô não abre mão do seu martelinho, piadas originais, falar mais que os convidados, perguntar “onde está o Lula?”, chamá-lo de “Presidente emérito”. E as meninas, assuntos como: ministros que pintam o cabelo. “Somos mulheres e temos sim o direito de defender o monopólio da pintura de cabelo, para nós mulheres, e combater tons acajus, graúnas. Seja o infrator um político tucano ou petista“, vaticinou uma menina cativa e platinada.