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quinta-feira, 13 de março de 2014

Medo da polêmica

Medo da polêmica



Desconheço o inteiro teor do depoimento do prefeito de Queimadas, Tarcísio Pedreira, na queixa que prestou contra este blogueiro. Por essa razão, após intimado para esclarecimentos dos fatos, voltarei ao assunto com a precisão que este blog se orgulha de sempre se conduzir.

Mas, antes, minha estupefação: Que papelão, Sr. Prefeito! Então, quer acrescentar aos seus vencimentos milionários uma quantia pecuniária caso obtenha êxito na Justiça? Uma pergunta, já que perguntar não ofende ninguém: alguém sabe quanto recebe o alcaide e sua família entre salários e diárias? Respondo: não menos de R$ 30 mil somando-se todas as vantagens como transporte, combustível e por ai vai.

Neste momento não estou preocupado em responder as questões acima. O que realmente me espanta é ver um protótipo de político da velha guarda (aqueles coroneizinhos de meia tigela que mandaram no interior do país, em especial no Nordeste até a década de 30 do século passado) posar para fotos ao ir de encontro a uma das maiores conquistas do Estado Democrático de Direito, que é a liberdade de Imprensa. A liberdade de se expressar livremente.

Na verdade, sua decisão de ir à Justiça se explica de duas maneiras. A primeira, por covardia. O prefeito tem medo de um debate público, seja por meio deste blog ou por outros meios como as emissoras de rádio existentes em nosso município. Todos eles democráticos, onde qualquer pessoa pode expor sua visão, sua ideologia e seu pensamento sobre qualquer área do conhecimento, com mais determinação, neste caso, na política ou na gestão política para sermos mais precisos.

Não, não se iludam acreditando que o alcaide não tem preparo para o embate político. É ai que vocês se enganam. Não é por esta razão. O atual prefeito foi forjado nos conchavos da política queimadense, inclusive, nas mais rasteiras e foi aluno de mestres na arte da enganação, da empulhação e na arte da manipulação.

Melhor exemplo é sua própria genitora, ela aluna do ex-prefeito José Mauro de Oliveira (seu irmão) e mestra do seu filho, o atual prefeito. A grande diferença da mestra e do aluno filho para o irmão e tio professor é que este (Maurinho) teve professores catedráticos, como o sogro, Ranúsio Araújo Batista e o seu padrinho político, João Ferreira da Cruz.

Mas, neste momento, é preciso fazer uma grande ressalva. Os dois mestres catedráticos que citei não se enquadram neste tipo de empulhação, enganação e manipulação a que me referi. Estes três condimentos eram usados, por esses catedráticos, com a habilidade e a destreza dos Chefes da cozinha francesa que sempre se pautam em oferecer o melhor de si.

Os franceses, no preparo de iguarias inigualáveis. Os catedráticos, na pura arte de fazer a política na sua forma mais simples e pura, às vezes ingênua, ou seja, utilizando-se dos princípios da honestidade, da ética e da transparência com o objetivo de manobrarem a política queimadense por tantos anos com o objetivo de permanecerem no poder.

Catedráticos o foram ao não transmitirem a determinados alunos o verdadeiro “pulo do gato” (desculpem a expressão vulgar) que é o de saber valorizar e, acima de tudo, cultivar esses princípios quando decisões políticas necessitavam das suas artimanhas para solucionarem conflitos em prol da sua comunidade.

Tinham receio de que, num futuro não muito distante um aprendiz viesse a confundir um jeito muito especial de fazer política, com um jeito desastroso de fazer politicagem. E não estavam enganados. E o erro partiu de um dos seus melhores aprendizes, José Mauro Oliveira Filho.

O erro: este mestre, que não chegou a catedrático, não soube transmitir os ensinamentos aprendidos e, o que é pior: deixou de ministrar aquele “pulo do gato” (que aprendeu), o de saber até ultrapassar os limites daqueles princípios, mas sem perder o tom.

Daí. Daí que temos, o que temos. Um político menor. Um político que reza pela cartilha ou, ainda mais surpreendente e perigoso, reza com um rosário apertado às mãos, joelhos em cima do milho e tendo ao lado sua mestra e genitora sussurrando-lhe como não se deixar levar por esses princípios tão caros aos velhos catedráticos e tão necessários neste momento.

Por fim, que o texto já se alonga, vamos à segunda verdade. A queixa é uma forma que o prefeito pensa ter encontrado para silenciar uma das poucas vozes que se levanta para conscientizar o povo e, para seu desespero, “passar a limpo” esta administração forjada no cinismo e conduzida com mão de ferro por pessoas despreparadas.

Só isso explica a sanha destruidora deste alcaide e de sua genitora, sem esquecer alguns áulicos que “comem e bebem” dos recursos públicos e, por esta exata razão, se alinham a este ditador de meia pataca, se vale tanto.

Pois que denunciem. Não tenho “medo de cara feia” e muito menos de coronelzinho que bebeu o leite da insignificância. Você é o traço do nada. O blog é “o início, o fim e o meio” e este escriba a “mosca na sopa”, plagiando Raul Seixas.

Mas, aviso, este blog não se intimida e jamais se calará. Continuará sua luta em defesa da decência na política e da honestidade com a coisa pública e, sem meias palavras, da população de minha terra. Doa a quem doer. Vamos ao inquérito.