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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Caminho sem volta


             Acionar na Justiça o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Flaviano Moura, para que ele prove a acusação de que seu irmão Cyros Sales está recebendo salário sem trabalhar pela Secretaria de Saúde mostra, apenas, o despreparo da secretária de Saúde, Indira Sales para exercer o cargo e para conviver com o contraditório. Hoje, o presidente do Conselho recebeu intimação do Delegado de Polícia para comparecer à Delegacia. Motivo: Confirmar ou negar que tenha feito a acusação e, se positivo, prová-la.
            É um direito constitucional que todo cidadão brasileiro tem de denunciar qualquer irregularidade na administração pública. E no caso de Flaviano Moura seria algo imperdoável. Afinal, os Conselhos Municipais tem, por obrigação, não apenas interferir na aplicação de verbas nas suas áreas respectivas, mas, principalmente, denunciar qualquer desvio, seja ele de qualquer natureza.
            Além do mais, ao que se sabe o presidente do Conselho Municipal de Saúde não afirmou que o irmão da Secretária de Saúde estaria recebendo proventos. Disse que seu nome está cadastrado no CNES desde 1º de Abril deste ano. E mais: a acusação foi feita em fórum próprio: o Conselho, ou seja, numa reunião extraordinária do Conselho Municipal e na presença da própria Secretária, Indira Sales.
            A Secretária de Saúde, confrontada com o pedido de esclarecimento não negou que o nome de seu irmão conste do cadastro do CNES. Pelo contrário. Confirmou e disse que o fez, com ele e outros profissionais para trabalhar no PSF do Riacho da Onça, pelo programa NASF – Núcleo de Apoio à Saúde da Família -, para poder receber os recursos do Ministério da Saúde correspondentes à sua implantação no município.
Mas poderia ter avançado mais um pouco e esclarecido que o cadastramento do seu irmão Cyros Sales e dos outros profissionais não implica na obrigatoriedade do pagamento dos salários desses profissionais. E que o pagamento se daria nos meses efetivamente trabalhados. Mas avançar mais ainda: Por exemplo: divulgar a relação constando quais os profissionais, sua área de atuação, salário de cada um e regime de trabalho.
Isso evitaria a explosão de rumores como o de que seu irmão receberá ou estaria recebendo um salário de R$ 2.800,00 por um regime de 40 horas semanais de trabalho. Mas, por que razões a Secretária Indira Sales não procedeu dessa forma? Bem, a explicação é simples: A secretária Indira Sales decidiu com o apoio do prefeito Tarcísio “Valente” “Liso” Pedreira derrubar a qualquer custo o atual presidente do Conselho e eleger um que possa ser manobrado com facilidade. Em outras palavras: calar o Conselho Municipal de Saúde.
É esta a avaliação feita por Flaviano Moura e outros conselheiros. De certa forma eles tem razão. Senão vejamos: Antes da reunião convocada por Flaviano e em que ele cobrou esclarecimento, a Secretária de Saúde atropelando o regimento do Conselho, já havia convocado uma reunião em que iria destituir Flaviano Moura. Lembrem-se que a Secretária não tem poderes para convocar uma reunião do Conselho. O golpe foi percebido por quem quer um Conselho livre e soberano e a tentativa foi derrubada. Portanto, o que se abstrai do gesto da Secretária Indira Sales de levar o presidente do Conselho à Justiça é, na verdade, mais uma tentativa de derrubá-lo da presidencia do colegiado.

É lamentável que a atual secretária caia nas armadilhas típicas da atual administração, em especial de “mainha” a verdadeira inspiradora de golpes e outras tramóias deste clã, no afã de a tudo dominar para que possam agir conforme seu desejo. Ainda há tempo, Indirá Sales, para que você perceba que o autoritarismo, a bravata, o “faço tudo que quero”, já foram superados. E que o mandonismo e o coronelismo pertencem ao passado.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Caos na Saúde de Queimadas

Falta de médico e morte provocam revolta



           Morte, tristeza, emoção, revolta e princípio de tumulto marcaram o início desta manhã no Hospital Dr. Edson Silva na sede do município de Queimadas. Nem a Polícia e, muito menos, a Secretária de Saúde, Indira Sales e o prefeito, Tarcísio “Liso” Pedreira apareceram na Unidade de Saúde para contornar a situação que, em determinado momento quase termina na invasão das dependencias do hospital com conseqüências imprevisíveis.
            No momento mais tenso as quase cem pessoas (entre pacientes e populares) que se concentraram em frente à unidade hospitalar quase depredam a única ambulância estacionada. É que chegou uma mãe (que preferiu não se identificar, mas é moradora da cidade) com as duas filhas (crianças) com vomito e diarréia, além de dores na nuca e na foram atendidas, levando ela ao desespero. Uma técnica de enfermagem, também não identificada, sugeriu que a mãe fosse para casa e aguardasse a chegada do médico plantonista.
            Isso revoltou pacientes e pessoas que já se encontravam na unidade e estes sugeriram que a ambulância transportasse as duas crianças e outros pacientes em estado mais grave para o hospital da cidade de Santa Luz. Como por exemplo, dois irmãos, Manoel Gama de 76 anos e Luiza Gama de 70 anos que chegaram ao hospital às sete horas vindo do povoado da Lagoa do Alto, na região de Lagoinha com vômitos, febre e diarreia, inclusive, com sangue.
A situação era tão grave que Luiza Gama foi internada mesmo sem a presença do médico. “Já meu irmão Manoel Gomes ficou encolhido num banco sentido dores horríveis no abdômen”, relatou Valeriando Gama. A reação de populares e pacientes e a falta de educação do diretor de Transporte da Saúde, conhecido por Edilson, única autoridade presente no hospital, inclusive passando por cima da enfermeira chefe do dia, Elisa Soares, por pouco não provocou um quebra-quebra generalizado.
Presente no momento mais tenso, o vereador Mário Régis (Régis da Ambulancia), cobrou a demissão sumária da Secretária de Saúde Indira Sales e afirmou que a Saúde em Queimadas vive um momento de verdadeiro caos. Ele responsabiliza também o prefeito Tarcísio “Liso” Pedreira pelos desmandos. “Ele perdeu o rumo. A crise é provocada pelos gastos que ele tem com os advogados para defende-lo no processo por compra de votos. Por isso o município não tem recursos para atender as necessidades do povo, como a saúde”, desabafou. Leia abaixo, a entrevista com o vereador.
A revolta aumentou, ainda mais, com a saída do diretor e plantonista do Hospital, o médico João Fernandes que não esperou a chegada do plantonista de hoje, o médico João Washington ex-diretor da unidade que só chegou ao hospital às 11 horas da manhã quando o tumulto e a confusão já estavam formados.
“Como é que um médico deixa o hospital, na qual é diretor com dezenas de pacientes, inclusive crianças e idosos passando mal, e com uma pessoa morta sem preencher o formulário encaminhando o corpo para ser necropsiado na cidade de Senhor do Bonfim, já que se recusou a fornecer o Atestado de Óbito? Esta pergunta era feita pelo sargento da reserva da PM, Aroldo Salgado. Foi ele que levou sua sobrinha (filha de sua mulher) para o hospital.
Sargento Salgado, inclusive, faz ressalvas quanto ao atendimento e o primeiro diagnóstico do Dr. João Fernandes. Ele conta que sua sobrinha, Francineide dos Santos Ferreira, de 28 anos, portadora de necessidades especiais, deu entrada no Hospital Dr. Edson Silva com dores na nuca, diarréia e vômitos às 05 horas da manhã e pouco mais de duas horas depois, às 07:42 horas estava morta. Para o médico, segundo ele, ela morreu porque estava desnutrida e desidratada. “Se isso era verdade então porque se recusou a entregar à família o Atestado de Óbito para podermos enterrá-la”? questiona.
Somente quatro horas depois, já na cidade de Gavião aonde já chegou atrasado para o plantão no hospital local é que o Dr. João Fernandes resolveu liberar o Atestado de Óbito. Mas com uma condição: que a Secretaria de Saúde enviasse um veículo para pegar o papel. É o que a família, neste momento (12 horas) está à espera.
Vários outros pacientes estavam revoltados com a ausência de médico e com o tratamento dispensado por funcionários do hospital. “Cheguei ao hospital às sete horas com dor na nuca, vomito e diarréia e uma técnica de enfermagem mandou que eu voltasse para casa e aguardasse a chegada do médico”, alegou Josenir Santos Oliveira. Outro paciente não atendido foi Nicanor Carneiro da Silva de 72 anos, da localidade de Jacurici da Ponte. Ele havia sido liberado do mesmo hospital 24 horas antes. Hoje retornou acompanhado de sua mulher, Ana Barbosa da Silva, também com os mesmos sintomas.
Mas duas pessoas, Isanir Batista Oliveira (mãe) e Núbia Santos Oliveira apresentavam o mesmo sintomas. “Isso é um absurdo. Nós viajamos quase uma hora para sermos atendidas. Viemos da Fazenda Santa Terezinha distante cerca de 30 Km da sede do município, próximo ao povoado do Alecrim. Outra que estava revoltada com a falta de médico era Maria Lúcia Barbosa. Moradora do Povoado da Ponte Nova ela foi visitar a paciente que morreu. É uma vergonha a situação do Hospital e a falta constante de médico”, gritava.

Vereador cobra demissão da Secretária de Saúde

A revolta e o princípio de tumulto atraíram populares, além de políticos como o vereador Mário Régis Barbosa, conhecido como Régis da Ambulancia. Para ele, esta é a pior gestão da saúde em todos os tempos em Queimadas. “Não digo que a situação era boa anteriormente. Mas piorou, e muito, nestes últimos seis meses com a administração Indira Sales. Na verdade não tem Saúde em Queimadas e a gestão está um caos. Se chegar alguém agora morre porque não tem médico e é algo que vem ocorrendo continuamente”, afirma.
Para o vereador, o povo é quem paga e sofre por aquilo que ele chama de irresponsabilidade. “E não quero culpar apenas a Secretária Indira Sales. “Todos nós sabemos que ela não tem preparo para ocupar uma secretaria como a da Saúde. Ela tem medo do povo porque se fosse preparada para o cargo estaria agora enfrentando a realidade da sua desastrada administração aqui, em frente do povo procurando uma saída para a crise”, desabafa. Para Régis da Ambulancia o culpado maior pelo desastre na saúde é o prefeito Tarcísio “Liso” Pedreira.
A situação em Queimadas, de acordo com o vereador é grave. “Sexta-feira passada estive numa das emissoras de Rádio da cidade e denunciei a gestão do atual prefeito. Sete meses após assumir o cargo de prefeito ele não disse a que veio. Na verdade, ele perdeu o rumo”. Para Régis da Ambulancia isso se deve aos gastos que o prefeito Tarcísio “Liso” Pedreira vem tendo com a banca de advogados para tentar salvar seu mandato por compra de votos, conforme processo a que responde na Justiça, acredita.
O vereador diz que o prefeito nega estar pagando advogado com recursos públicos. “Mas de onde ele tira este dinheiro que sabemos não é pouco? pergunta. O vereador declarou que vai formar uma comissão suprapartidária e vai convidar entidades, como o Conselho Municipal de Saúde para discutir o que a sociedade quer fazer. “Temos que corrigir rumos já que o prefeito perdeu o seu. O que não podemos permitir é que as coisas continuem da forma como estão”, finaliza.

Delicada situação da Secretária

O abandono do plantão (não esperou a chegada de seu substituto, normalmente às 7 horas da manhã) do médico João Fernandes atual diretor do Hospital Dr. Edson Silva; a morte da paciente; o atraso do plantonista e o tumulto em frente à unidade hospitalar fez crescerem os rumores de que o cargo de Indira Sales “está por um fio”.
É que a repercussão da má gestão da Saúde atinge “em cheio” o prefeito Tarcísio “Liso” Pedreira e não apenas a Secretária. Mesmo que isso contrarie interesses políticos. Afinal, a atual secretária é uma indicação dupla: do pecuarista Ademar Moura e Silva (a secretária é sobrinha de sua mulher) e do reeleito prefeito de Nordestina, ambos financiadores de sua campanha a prefeito.

Afastamento do Conselho

O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Flaviano Moura presente durante a revolta da população e que chegou, inclusive, a chorar com a situação das duas crianças que não foram atendidas, afirma que vai pedir o afastamento da Secretária Indira Sales do Conselho e vai solicitar uma audiência com o prefeito para pedir a sua exoneração.
“Desde a morte daquele rapaz que sofreu um acidente de moto e morreu dentro do hospital porque não transferiram para uma unidade onde pudesse ser operado que o prefeito deveria ter demitido a atual secretária”, diz ele. Para Moura, a situação se agravou com o “sumiço” do prontuário de um paciente que, dias depois, apareceu nas mãos do advogado que defende o prefeito no processo por compra de votos em que pode perder o mandato.

“Não por acaso, ele é testemunha no processo contra o atual prefeito por compra de votos. Naquele momento, assim que a Justiça determinou a abertura de um inquérito policial para apurar a retirada de um documento que é sigiloso e só poderia sair do CAPs com autorização judicial, ela deveria ter pedido demissão ou sido demitida”. diz.

Complemento

Logo após a publicação da matéria no facebook e no blog o motorista Edilson Bispo da Silva, supostamente Diretor de Transporte da Saúde e citado na matéria ligou para este editor revoltado e irritado por seu nome ter aparecido na matéria. Depois de alguns minutos criticando minha atuação como Secretário de Saúde na gestão passada, inclusive de que eu (não a Prefeitura) fiquei devendo seu salário (provavelmente o mes de dezembro), chegou, inclusive, a me chamar para resolver as diferenças (lá dele, não minhas), na rua.
Ele não gostou porque eu disse que ele se portou com falta de educação (grosseria) durante a confusão. Como relatei na matéria muitas pessoas se revoltaram com a situação da mãe de duas crianças que não foram atendidas por falta de médico. A ponto de alguém "socar" a ambulancia. Neste momento ele partiu para cima dessa pessoa e pediu que ele lhe batesse. No nosso entendimento essa não é maneira correta para apaziguar um momento crítico.
Seu papel enquanto Diretor de Transporte da Saúde era chamar a Polícia para conter os animos exaltados e não acirrar e chamar a pessoa para a briga. Ele não aceitou as ponderações e negou, inclusive, que exerça qualquer cargo na secretaria. "Prove que sou diretor", questionou. Bem se não é diretor é o que? Sou motorista", respondeu. Se é assim algo deve estar errado. Caso fosse motorista deveria então estar fazendo este serviço e não à disposição do hospital sem ter nada para fazer, a não ser querer briar durante tumulto na porta do hospital.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Incompetencia e desrespeito na Saúde



 

Na administração Paulo Sérgio Brandão a hoje toda poderosa “mainha”, mãe do atual prefeito Tarcísio “Liso” Pedreira e gestora de fato do município era “useira e vezeira” em passar as noites no Hospital Dr. Edson Silva. Não, não pensem que o seu peso, sempre acima do normal, era a razão para procurar uma unidade de saúde.
Na verdade, ela “aparecia” para bisbilhotar, ou melhor, para descobrir o que poderia estar acontecendo de errado. Por exemplo, sujeira e falta de medicamento, para poder no outro dia municiar alguns dos seus asseclas para ligar para as emissoras de rádio local, o Conselho e a própria Câmara de Vereadores para denunciar tamanho absurdo.
            Este era o seu triste papel de Judas para com o prefeito da época já que dia claro esbanjava competência para bajular Serginho e a fazer pedidos para si, e para seus correligionários. Pois o “passarinho do pé de fícus do Bar de Osvaldo” cobra de “Mainha” este mesmo zelo que teve durante a administração de Paulo Sergio Brandão. Sim, porque o que está a ocorrer o Hospital Dr. Edson Silva é passível de interdição. Ele fede e o fedor não é proveniente de esgoto.
O fedor é por falta de limpeza, de higiene e muitos foram os pacientes e visitantes que reclamaram de tal absurdo. É sabido que a unidade de saúde tem recebido um número acima de sua capacidade de internamento em razão de algumas viroses que se alastraram pela população. Mas isso não é desculpa para o abandono da unidade. O que mais chama a atenção é que a Secretária de Saúde sequer aparece para intervir e modificar o atual quadro.
            Se o número de pacientes aumentou e um ou dois funcionários não estão dando conta da limpeza, dobre-se o número de auxiliares de limpeza para evitar consequencias maiores, como a morte de pacientes internados em razão do estado lastimável. É preciso que o Conselho Municipal de Saúde, que na gestão passada cumpria zelosamente suas funções, volte a fiscalizar. E que as pessoas que constatam o estado de sujeira denuncie ao Ministério Público a precária situação do Hospital Dr. Edson Silva.
A esta sujeira inconcebível some-se a falta de médicos uma constante no Hospital. A atual secretária de Saúde tem a obrigação de ir aos meios de comunicação explicar à população porque falta médico no hospital de maneira recorrente. E como o “passarinho do pé de fícus do Bar de Osvaldo” anunciou anteriormente que estava investigando um caso de desrespeito aos direitos mais elementares do cidadão vou relatar o que correu com um senhor de 90 anos que não recebeu atendimento  médico, foi desrespeitado por funcionários e teve que viajar até Santa Luz, mesmo em estado delicado, onde ficou internado por três dias.
É uma carta comovente escrita por um filho indignado com o tratamento dispensado por funcionários do hospital a qual ele não citou nomes. Ele com 65 anos, sua irmã com 69 e seu pai, com 90 anos.  Em sua carta, Graciano Francisco da Silva, popularmente conhecido como Brás, relata que o pai, que mora na zona rural, passou mal e como não tinha um transporte adequado (ambulância) trouxe em seu próprio carro, uma caminhonete. Ao chegar ao hospital ele conta que foi recebido por duas funcionárias que lhe explicaram que não tinha médico e que este procurasse a Clínica do Dr. Edvaldo Cayres.
Sua indignação foi maior quando constatou que a clínica estava fechada e que isto era do conhecimento das servidoras. “Fizeram mi de besta”, escreveu revoltado. Mas retornou ao hospital e pediu para internar seu pai mesmo que tivesse que esperar a chegada do médico. Nova recusa e, mais grave, mandaram que retirasse o veículo de frente ao hospital.
A chegada de um vereador (Régis da Ambulancia), segundo conta, deu esperança. Mais este se negou até a conseguir uma ambulância para levar seu pai para fora do município “é muito dificio”, disse. Só com a chegada de um repórter em frente a unidade é que as funcionárias se assustaram. “Para que filmar uma coisinha besta dessa. Não precisa”, disseram, elas. Só a partir daí resolveram liberar uma ambulancia para levar seu pai até Santa Luz.
Em que pese seu pai ter sido bem recebido, atendido por um médico, este aconselhou que os filhos o trouxessem de volta para Queimadas para que pudesse ficar internado, uma vez que já havia sido medicado. Ele recebeu alta às duas horas e eles esperaram o motorista da ambulância até as cinco horas e este não apareceu. “Foi embora sem dar satisfação”, diz revoltado. Como seu pai voltou a passar mal pelo tempo de espera, foi novamente internado ficando três dias no Hospital de Santa Luz.
Como vocês podem perceber é grave a crise da Saúde em nosso município. O pior é que mesmo o prefeito Tarcísio “Liso” Pedreira ser conhecedor do desgaste da atual secretária, nada faz para corrigir os erros. Pessoas chegadas a ele o vem alertando da incompetencia da atual gestora, inclusive o secretário de Educação que em uma reunião dias atrás acusou a Secretária de Saúde  de ser a “pedra no sapato” da atual gestão. Mas os problemas para o prefeito não ficam por aí. Outra bomba está para acontecer.
“O passarinho do pé de fícus do Bar de Osvaldo” está fazendo um levantamento da situação financeira da Secretaria de Saúde e assegura que ela tem um débito hoje, só com fornecedores, acima de R$ 130 mil reais. Se for verdade (está em apuração) o prefeito vai ficar sem saída. A não ser que queira mergulhar de vez na escuridão podre em que se transformou esta administração. O tempo dirá.
Mas o problema relatado pelo Senhor Graciano Francisco da Silva, o Brás, não pode passar sem que algo seja feito. É inconcebível o tratamento dispensado a esta família, sobretudo, ao pai, um senhor de 90 anos pelos funcionários do hospital. Se o corpo de enfermagem do Hospital é orientado pelo seu Conselho Regional (Coren) de que não pode internar pacientes sem que haja médicos na unidade de saúde, sua obrigação é tratar bem e encaminhar o paciente para outra unidade onde ele possa ser atendido. Digamos assim: e se o paciente morre dentro do carro na porta do Hospital!.
Leiam, agora, a carta escrita pelo seu filho Francisco e sintam a dor de um filho pelo tratamento dispensado pela Secretaria de Saúde à sua família, em especial, ao seu pai. Mantive a escrita conforme o original:

“Eu estou fazendo esta denúncia por que mi sentir umilhado, massacrado, no posto de saúde de Queimadas (Hospital Dr. Edson Silva).
Meu pai adueceu na segunda-feira. Estava passando muito mal. Aqui na comunidade onde eu moro não tem transporte para pra transportar doente. Sei que não é serto transportar doente numa camionete. Mas eu vir que o meu pai guentava, ai eu levei. Quando eu cheguei lá procurei duas funcionarias que tava dentro do  posto. Elas mi explicaram que não tinha médico. Que era para procurar médico na clínica. Fizeram mi de besta” porque elas já sabia que lá não tava funcionando. Eu cheguei lá na clinica só tinha uma mulher barrendo. Ela falou que la não tava funcionando não. Ai tornei voltar ao posto.
Quando cheguei La falei a ela que era para tirar o velho do carro e colocar dentro do hospital até aparecer médico. Recusaro. Que o velho não pudia ficar La dent6ro não e até meu carro era pra tirar da frente do posto. Não queria la na frente não.
Tinha um tal de veriador La. Que já transportor doente pra Salvador, esse veriador que diz que é do povo pra o povo. Pidir a ele um transporte para levar o velho para outra cidade que tivesse medico, o que ele mi respondeu que era dificio. Ainda mais mi revoltou. Ai chegou o rapaz que faz reporte (reportagem) perguntou se pudesse filmar. Eu disse que pudia. Não socorrero porque não quisero. A mal vontade tia (tinha) duas abulabncia, e disse que não precisaram filmar uma coisinha besta dessa.
Eles disseram assim porque não era um parente da família dele. Com a pressão que eu fiz arrumaro uma abulçancia para ir a Santa Luz. Ai acompanhou um infermeiro. Quando chegou la combimnou com o médico que era pra passar um medicamento. Quando o velho ficasse melhor era o tempo que o medico chegasse em Queimadas, ai voltasse com ele para iternar em Queimadas que era melhor para nois acopanhante labutar com ele.
Aí deicharam um abulancia la dispunivel para nois. Quando foi uma hora da tarde o motorista tava deitado na abulancia. Duas horas da tarde o medico deu alta pra vim internar em Queimadas. Ai eu fui procura o motorista. La fora não estava mais, saio sem dar a mínima satisfassão pra nois. Ai deu 3 horas, deu 4 horas, deu 5 naõ aparesseu, eu tentei ligar pro posto. O telefone só dava ocupado. Ai o velho começou a passar mal novamente. Ao tive que internar di novo la mesmo em Santa Luz.
Ai passor 3 dias com 2 noite. Graça a Deus fomos bem atendido a em Santa Luis não faltou nada. Mi sentir envergonhado ser filho de Queimadas. Nem todos os funcionários mas esses funcionário que mi atenderam ai em Queimadas mericia ser punido que eles são icopetente, irresponsável, não sabi atender os passiente com educação que eles mereci.
Era três idosos. Eu tenho 65 anos, minha Irma tinha 69 e meu pai tinha 90. Mais merecia respeito nois somos cidadão. Eu sou abilitado e meu carro pago ipva todo ano e esse imposto vem pra prefeitura. Fizeram do meu pai e meu carro um  lixo que mandaram ritirar da frente do hospital.
Idira (Indira, secretária de saúde) eu sei que você é uma boa diretora. Fiscalize esses funcionários irresponsável. Eu tenho um filho que hoje ta em São Paulo, o nome dele é Robério, conhecido como Roberinho. Trabalha quase sete anos como Agente de Endemias nessa região porque fazia um bom trabalho. Ainda hoje o povo pergunta por que tiraram ele.
Tou fazendo esta denuncia para que não acontessa com outra pessoa, porque o que eu passei outra pessoa pode passar. Eu quero que essa carta va ao ar pra ver o que ta acontecendo na Saúde de Queimadas”.