Mostrando postagens com marcador Mainardi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mainardi. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O jornalismo Mainardi ou tudo dá errado neste pais…



O "Babão" da Globo que vive escondido na itália

Por Fernando Brito, no Tjolaço

Da capa de economia do site da Folha, hoje:

Com inflação alta, rendimento real do trabalhador tem menor avanço desde 2005, onde se mostra que a renda real dos trabalhadores -já descontada a inflação– subiu 1,8%.

É verdade, mas todos sabem que os patrões fizeram – até com o apoio do catastrofismo da mídia – jogo mais duro nas negociações,.

Os jornalistas de São Paulo, por exemplo, tiveram um reajuste bruto de 6,95%, ou apenas 1% acima da inflação: só a metade do que tiveram de aumento os demais trabalhadores.


Isso não é tão importante, não é?

Importante é que nos shoppings, as vendas crescem 8,6%, o pior desempenho desde 2007!

Mesmo que os lojistas dos shoppings se digam satisfeito por continuarem mantendo uma taxa de alto crescimento e nenhum deles esteja revisando seus planos de expansão.

Ah, e os Estados Unidos, aquele prodígio do Norte, onde as crianças já nascem falando inglês, de tão civilizadas que são?

Um crescimento de 1,9% no PIB, um “pibão” que anuncia recuperação e prosperidade para o grande irmãos do Norte, enquanto nós, miseráveis, estamos enganchados num pibinho, que cresce míseros 2,4%, o que qualquer pessoa sabe que é menos que 1,9%, não é?

Tão grave é a crise que uma pequena foto e chamada passam despercebidas: é a aposta da Audi na fabricação de seu modelo A3 – o sonho de consumo dos coxinhas endinheirados – em São José dos Pinhais, no Paraná, a partir do ano que vem.

Será que os jornais concordam com o que disse Diogo Mainardi no Roda-Viva, da TV Cultura, quando afirmou que “na internet só tem otário”?

Quem sabe não seria bom seguir a sugestão que ele deu para a D. Luiza, a do Magazine, e vender o Brasil para a Amazon?

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Mainardi é minha anta


Mainardi é minha anta

 

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Em 2007, o ex-colunista da revista Veja (hoje um dos apresentadores do programa Manhattan Connection, da Globo News) Diogo Mainardi publicou livro que surpreendeu o país por ter como título insulto ao então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que batia recordes sucessivos de popularidade e terminou seu governo com 80% de aprovação.

O livro “Lula é minha anta”, porém, segundo seu autor não questiona a inteligência do ex-presidente – e seria prova ainda maior de burrice se o fizesse –, pois cita o animal como “substantivo” e não como “adjetivo”.

Explico: Mainardi via Lula como “anta” no sentido de um animal a ser caçado, ou melhor, a ser cassado. Literalmente.

O título do livro teve origem em uma das colunas do sujeito publicada na Veja em 2005 sob o título “Uma anta na minha Mira”. No trecho do texto reproduzido abaixo, o autor explica a “razão” do insulto ao então primeiro mandatário do país.


“(…) Passei o ano todo amolando Lula. Dediquei-lhe mais de trinta artigos. Prometi derrubá-lo em 2005. Fracassei. Prometo derrubá-lo em 2006. Chegaram a atribuir motivos ideológicos à minha campanha contra o presidente. Não é nada disso. Tentei derrubá-lo por esporte. Há quem pesque. Há quem cace. Eu não. Prefiro tentar derrubar Lula. Ele é minha anta. Ele é minha paca (…)”

O ex-editor da Editora Globo Paulo Nogueira escreveu recentemente em seu blog, Diário do Centro do Mundo, que se tornou desafeto de Mainardi por ter dito que ele “vivia de Lula”, ou seja, que a única projeção real que obteve em sua carreira se deveu à caça que empreendeu ao petista ao longo dessa obsessiva campanha de três dezenas de artigos.

Alguém pode discordar do blogueiro do DCM?

Mainardi não conseguiu “derrubar” Lula em 2006 nem nos anos seguintes por uma simples razão: não é um homem de ideias, não faz críticas sérias a Lula, ao PT, a Dilma, aos governos petistas e ao país em que vive, o qual, aliás, ele detrata de uma forma que brasileiro algum pode aceitar.

Após recente polêmica em que esse indivíduo se meteu ao tentar – e não conseguir – humilhar a empresária Luiza Trajano, presidente da rede varejista Magazine Luiza, no programa de que participa na Globo News, eclodiu nas redes sociais um outro texto dele, também de 2005, em que faz um pavoroso ataque a este país.

Sim, o Brasil tem muitos problemas – entre os quais sua classe política, suas instituições em geral, como ocorre em tantos outros países jovens como este –, mas o que Mainardi disse não deriva desses problemas, mas de um verdadeiro ódio que nutre não só ao país, mas ao seu povo.

Um trecho daquele texto hediondo esclarece tudo:

“(…) Entre viajar para os Estados Unidos e rodar pelo Brasil, é muito mais recompensador viajar para os Estados Unidos. O potencial turístico brasileiro costuma ser grandemente superestimado. Jamais seremos uma meta preferencial dos estrangeiros. O país tem pouco a oferecer. Só desembarcam aqui os turistas mais desavisados. Ou então os que buscam sexo barato. O mundo está cheio de lugares mais atraentes que o Brasil. Da Tunísia à Croácia, da Indonésia à Guatemala. Temos muitas praias. Mas nosso mar é feio. Turvo. Desbotado. Com despejos de esgoto. Pouco peixe. Peixe ruim. Chove demais. Chove o ano todo. Não temos monumentos. Não temos ruínas arqueológicas. Nossas cidades históricas são um amontoado de casebres ordinários e igrejas com santos disformes. Não temos o que vender porque não sabemos fazer nada direito. Não temos museus (…)”

É por proferir “pérolas” como essas que tanta gente, no Brasil, despreza Mainardi.

Aliás, a repulsa nacional a esse sujeito é tanta que post que publiquei nesta semana sob o sugestivo título “Diogo Mainardi paga mico na Globo News” bateu o recorde de audiência deste Blog, com mais de 32 mil pessoas que curtiram o texto no Facebook – até o momento em que escrevo (23/01), pois a “curtição” continua correndo solta naquela rede social.

O comportamento sociopático do enfant terrible em questão ecoa desde 1979, no período “black block” dele, quando, de relógio Rolex no pulso – filhinho de papai que era –, apareceu depredando uma agência bancária durante uma greve do setor. A cena saiu em destaque na revista Veja (edição nº 576 de 19 de set. de 1979).

Ao longo da vida, essa anta (adjetiva) continuou praticando depredações. Depredou a boa educação, depredou o bom gosto, depredou – ou tentou depredar – a imagem de seu país, depredou a lógica, depredou o jornalismo, depredou a literatura, depredou a verdade e, no último domingo (19/01), depredou o programa Manhattan Connection.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Lição do nocaute de Diogo Mainardi



Por Fernando Brito, no blogTijolaço:

Nunca antes, na história deste blog, dois posts receberam tantas “curtidas” no Facebook e foram feitos tantos acessos quanto ontem, por conta do “nocaute” impiedoso que a empresária Luiza Trajano aplicou ao “dandi” Diogo Mainardi.

153 mil acessos e 14 mil “curtidas”, nos dois posts (aqui e aqui).

E porque tanta vibração por uma empresária ter desmontado assim um jornalista.

Os jornalistas de economia e os empresários deveriam pensar sobre isso.

Os empresários, sobretudo, porque ando desistindo de esperar que os jornalistas de economia pensem em alguma coisa, porque só repetem o que “o mercado diz”.

Mas, infelizmente, os empresários otários estão mais preocupados em conseguir liminares e baixar as portas dos shoppings.

Acham o ascético Mainardi um luxo e a gorduchinha Luiza um lixo.

Como assim ela suspende por uns dias a venda no site de seu magazine e promove um “rolezão” presencial nas lojas da sua rede numa liquidação?

Aquele “monte” de gente de classe média baixa se amontoando esperando a loja abrir para comprar uma TV de tela plana, uma lavadora, um tablet?

Vai ver que tinha ali até beneficiário do “Bolsa-Família” que, em vez de comprar comida, estava comprando celular…

E a dona Luiza, nem aí, virou “case” de sucesso empresarial em Harvard.

A subelite empresarial brasileira, essa massa cheirosa de executivos e gerentes que enchem a boca para dar lições de economia a torto e a direito é, no fundo, um bando de gente que pensa a atividade empresarial como o Mainardi.

Bom mesmo é vender a firma para a Amazon.

Ou vender logo o pré-sal para a as multis, porque é dinheiro rápido e aquilo vai dar muito trabalho e exigir investimento demorado.

Ruim é ter que olhar para um mercado de “gente diferenciada”, os jovens da classe C que, como publicou ontem a BBC, “têm um poder de consumo de R$ 129,2 bilhões, montante é superior ao do que consomem os jovens das classes A, B e D somadas, segundo o instituto de pesquisa Data Popular”.

Inclusão, para eles, é um discurso teórico e descolado de uma imensa massa a quem sempre o Brasil baixou as portas.

Afinal, é preciso assegurar, antes de tudo, a liberdade de ir e vir e a tranquilidade dos frequentadores dos brilhantes corredores do mercado financeiro.

Ruim, para eles, é olhar que este país só vai ser grande quando for de seu próprio tamanho, e não de 20 ou 30% de sua gente.

Já escrevi sobre isso e sobre D. Luiza, contando como, um jovem esquerdistas, eu me chocava com as historinhas de Brizola sobre como os australianos amavam seus empresários, por acreditarem e investirem no país.

Pudera, grande parte dos nossos empresários também não tem o menor apreço pelos brasileiros.

Preferem o Mainardi.

sábado, 4 de janeiro de 2014

FHC enterrou Tuma Jr.


“A divulgação orquestrada do livro de Tuma Jr não obedece a nenhum interesse legítimo”



Por Paulo Moreira Leite, extraído da Istoé:


Ex-presidente merece elogio por recusar-se a fazer parte de uma farsa


Por duas vezes, no programa Manhattan Conection, Diogo Mainardi sugeriu a Fernando Henrique Cardoso que fizesse comentários sobre a denúncia do delegado Romeu Tuma Jr de que Luiz Inácio Lula da Silva foi “alcaguete” da ditadura.

Nas duas vezes, FHC desmentiu Diogo e Tuminha. Deixou claro que a história é falsa.

É um testemunho importante, considerando quem é e quem foi. Lula fez campanha para Fernando Henrique em 1978. Os dois percorreram portas de fábrica e falaram em comícios. Mais tarde, estiveram juntos numa articulação pela criação de um partido político de esquerda, mas o projeto não deu certo.

Os dois tomaram caminhos separados a partir de então e hoje são os adversários que polarizam a política brasileira.

Já fiz criticas duras ao comportamento de Fernando Henrique diante de fatos políticos recentes, como a ação penal 470. Considerando o que ele sabe, viu e fez durante sua carreira política, eu acho que ele não poderia unir-se ao coro dos ingênuos e dos espertalhões que esperam derrotar o governo Lula na Justiça – já que não conseguem fazer isso pelo voto. Não vamos criminalizar ninguém.

Mas diante até de confissões gravadas de parlamentares que venderam seus votos na emenda que permitiu sua reeleição FHC não precisava bater palmas para o STF e dizer que o país precisa seguir em frente, não é mesmo?

O debate aqui é outro, porém.

A divulgação orquestrada do livro de Tuma Jr não obedece a nenhum interesse legítimo. É apenas mais uma operação destinada a atacar o ex-presidente, sem fatos concretos nem um fiapo de prova. Quem dá curso a esse tipo de ação deveria sentir vergonha, até porque não entendeu o país em que vive. 

Pressionado a fazer parte de uma mentira, Fernando Henrique recusou-se a agir abaixo de sua dignidade.

Respeitou a memória do país e sua própria história.

Os brasileiros só tem a ganhar quando um ex-presidente lembra que a única forma decente de participar da luta política, tão natural numa democracia, consiste em respeitar a verdade dos fatos.