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domingo, 17 de janeiro de 2010

A briga entre iguais

O abraço (mortal para o desenvolvimento de Queimadas) trocado dias antes das eleições de outubro do ano passado entre os iguais Maurinho, César e Edivaldo para garantir a vitória nas urnas deste último vinha sendo partido lentamente. Mas ontem, de forma surpreendente e inesperada transformou-se num "abraço de urso" com troca de sopapos, xingamentos e troca de acusações mais propícias à celas de delegacia de polícia entre os presos mais corruptos e violentos.
Eu disse surpreendente e inesperada porque se espera de tudo entre iguais. Menos a lavagem de roupa suja em público acompanhada de agressões verbais e físicas. O desespero dos iguais Maurinho e César na festa do Riacho da Onça onde estava presente, entre outros, o Secretário Estadual de Justiça, deputado federal Nelson Pellegrino é uma vergonha para Queimadas e um desrespeito para com o povo do município, em especial, do Distrito de Riacho da Onça.
É um feito histórico para o povo do município porque mostra o racha entre os iguais e por uma razão: dívidas de compromissos assumidos dias antes do pleito e que eram do conhecimento de todos, mas sem comprovação. É claro que a briga, de fato, não começou na festa do Riacho da Onça. Ela vem dos primeiros dias desta nefasta administração quando um dos iguais, o Sr. Maurinho, foi a Tesouraria da Prefeitura cobrar o que era lhe devido pelo apoio de última hora.
Naquele momento, em que pese te recebido muito menos do que esperava, e muitas promessa que pouco foram cumpridas, o igual Maurinho teve a certeza de que fora traído pelos outros dois iguais. E mais: ficou sabendo de uma frase proferida pelo igual César de que se dependesse dele o igual Maurinho jamais veria a cor do dinheiro.
Eis aí, meus amigos, o gesto meritório desta briga de um "galista" (A polícia Federal tem conhecimento disso?) contra um comprovado comprador de votos nas últimas eleições: Dinheiro. Mas não dinheiro fruto do laborioso trabalho retirado dos ganhos e lucros, um da loja de sua propriedade e outro de sua fazenda.
É dinheiro do contribuinte retirado às escuras dos cofres da prefeitura para "honrar" estes compromissos de campanha. É dinheiro que deveria ser empregado, por exemplo, na recuperação das estradas que estão abandonadas, na construção de escolas e creches, postos de saúde e em setores que beneficiassem a população do município.
É dinheiro retirado às escondidas quando o "galo de briga" consegue colocar o esporão, artificial ou não, nos costados do igual maior, o gestor, passando por cima do igual menor (César) que se considera o dono do reinado de faz de conta. São estes facínoras que o povo de Queimadas, infelizmente, colocou no poder e que a Justiça não tardará a jogá-los na sarjeta de onde nunca deveriam ter saído.
Não é o telecath ou a briga de dois galos que se creditam homens, mas que não se respeitam e muito menos ao povo que os reconduziu ao poder que tem importancia. Isso é apenas deselegancia de pessoas deselegantes e brutas que tiveram, mas não aprenderam a educação de berço que receberam. Isso pouco importa. Mas o motivo, este sim, interessa a todos nós, pois brigam para ver quem retira mais dos cofres públicos para proveito pessoal.

Bem o disse o secretário de Justiça, o deputado federal Nelson Pellegrino nas poucas palavras que proferiu durante a festa do Riacho da Onça para desgosto e preocupação dos iguais e de seus seguidores. "A Justiça será feita porque a sentença proferida pelo juiz da comarca é um ato jurídico perfeito e dentro do que estabelece a lei. A nós cabe aguardar na certeza de que sairemos vitoriosos e não se vestir de preto (toga) como alguns vem fazendo ultimamente para gritar vitória", disse corretamente o deputado.
Segundo ele, o único pedido que o povo que quer o bem de Queimadas faz a Justiça (no caso o TRE), é que ela seja célere e coloque em pauta o julgamento. "E isso eu assino em baixo", afirmou ele em discurso na parte boa da festa.