Maurinho: mais uma vez traído
Postura de moleque. Indigna para quem ocupa cargo tão importante
É costume nas sociedades mais
atrasadas dizer-se que o povo tem o prefeito que merece. É uma forma que os
reacionários, os fascistas, os políticos radicais de direita e a imprensa
reacionária (como a nossa) usam para estigmatizar a população mais pobre e
perpetuar a máxima de que o povo, entre outros defeitos, não sabe votar.
Ocorre que a realidade,
historicamente, tem demonstrado a falácia dessa premissa. O povo, ao contrário,
sabe votar e escolher seus governantes. Exemplo maior foram os oito anos de
Lula na Presidência da República e, com certeza, os oito anos de Dilma que
transformaram e vem transformando este País com uma política de governo voltada
para os mais humildes.
Mas como é normal numa democracia o
povo nem sempre acerta. Contudo, como a democracia é o único regime capaz de dirimir
essas dúvidas, por repetição, realizando eleição após eleição, o resultado é o
aprimoramento das nossas instituições. Com o tempo prevalece a escolha dos melhores.
Vivemos, em Queimadas, este tipo de
turbulência. Está claro que a população, ao escolher o atual alcaide Tarcísio
Pedreira para dirigir nossos destinos por quatro anos, errou. Mas acreditou
estar fazendo a escolha certa. Esse erro, no entanto, não é garantia de que
outro candidato, se eleito, trouxesse a solução para todos os nossos problemas.
Não traria, com certeza. Mas não
seria e nem agiria como um moleque. Como um ignorante. Como um prepotente,
arrogante, desprovido de bom senso e, o mais grave, de caráter.
Para infelicidade de todas as pessoas
dotadas de um mínimo de consciência essa figura de menino travesso, no
pior sentido, foi eleita (mas, com mandato sob suspeição por acusação de compra de voto). A certeza é de que será defenestrada do poder que usurpou com a mentira. Ou pela
Justiça, ou nas urnas em 2016.
É um político sem princípios que,
acuado em virtude de sua desastrosa administração, escolhe os mais humildes para
espinafrar, ofender, humilhar e achincalhar como se estivesse acima do bem e do
mal e, o que é pior, da lei.
A explosão de grosserias assacadas
por este alcaide sem preparo, sequer, para conviver com pessoas educadas,
contra um funcionário público (declino o nome por respeito à sua pessoa e à sua
família), beira as raias do absurdo.
Este alcaide que age como um moleque foi
a uma emissora de rádio humilhar um funcionário público por este emitir uma
opinião contrária à realização de uma seleção pública (não é concurso). Prova cabal de seu despreparo para assumir uma prefeitura do porte de Queimadas.
E, diga-se a bem da verdade, o
servidor público não teceu qualquer comentário sobre se havia, ou não, qualquer
suspeita sobre a realização da estranha seleção. Questionou, apenas, como toda
a população, inclusive o âncora do jornal do Meio Dia, da Rádio Queimadas FM,
Jairo Alves, os critérios a serem utilizados.
Em especial, se as pessoas
participantes da seleção, mas que não estão empregadas na prefeitura nos cargos
oferecidos estariam, de verdade, disputando as vagas. A reação, desproporcional,
do atual prefeito mostrou que ele não ofendeu apenas o servidor e a sua
família. Foi a comprovação de que há sombras
por trás dessa seleção e de que ela, na verdade, não vai passar de um jogo
de “cartas marcadas”.
LIXO
O vereador Mário Régis, eleito
pela oposição e tempos atrás uma voz poderosa contra o atual alcaide, vê-se,
hoje, na obrigação de negar que seu endereço político mudou. E como. Segundo as
más línguas, hoje o vereador é assíduo frequentador da cozinha de “Mainha”.
Mário Régis, a população cobra uma postura mais digna e à altura de seu
discurso anterior.
E para demonstrar que ainda segue a liderança
do ex-prefeito deixo-lhe uma sugestão: Nos últimos seis meses a prefeitura,
religiosamente, paga algo em torno de R$ 60 mil à empresa Ecolurb (este blog já
denunciou esta maracutaia) sem que ela preste qualquer serviço à prefeitura.
Veja bem, seu Mário Régis. São R$ 60 mil, todos os meses, por um serviço (de
limpeza e coleta de lixo) que não é feita.
O vereador, tão crítico em outros
tempos, ou seja, quando era aliado do ex-prefeito José Mauro a quem deve sua
eleição para a Câmara, poderia investigar esses pagamentos e, sobretudo, qual
serviço é prestado por esta empresa.
Aliás, lembro ao nobre vereador que
traiu o seu padrinho, que o caminhão compactador da empresa está parado há seis meses e guardado a sete chaves. Como o vereador não é ingênuo,
ele sabe aonde encontrá-lo.