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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Os Cantores de Ébano

Sugerido por jns
Do Cliquemusic
 
Esse é o tipo do disco que se enquadra na categoria péssima capa, ótimo CD. Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano apareceram na MPB no início dos anos 60 e fizeram uma espécie de gospel à brasileira – mas sem a xaropada religiosa do que hoje é conhecido como gospel. Era um coro de vozes negras com algo de brejeirice em números os mais ecléticos possíveis, indo do sertanejo (Fiz a Cama na Varanda, Vaqueiro Prevenido) ao pop internacional de então (Tammy).

Infelizmente, depois de gravar dois álbuns na Odeon (em 1961 e 1963) – reeditados nesta coletânea quase na íntegra – ainda gravaram um ou outro álbum em selos menores e desapareceram. Uma pena, porque é originalíssimo e renovador e deixou para a posteridade pelo menos um sucesso – Leva Eu Sodade ("Oh! Leva eu/ Minha saudade/ Que eu também quero ir..."), do qual os cinqüentões devem se lembrar.

Nilo tem voz agradável, mas quem dá o toque especial em várias faixas é Noriel Vilela e sua voz de baixo cantante - que chega a ser engraçado em determinado momento, mas depois de umas três músicas o ouvinte entra no clima. Bastante afinado, o grupo contava com ainda com vozes masculinas e femininas de diversos matizes. Seu uníssono quase sacro chega a comover em números de mistério, com um pé no nosso folclore interiorano, como A Lenda do AbaetéA Lenda do Rio AmazonasAzulãoMinha GraúnaCanção de Ninar Meu BemUrutau, alternando-os com sambas-canções bem cariocas rearranjados, Suas Mãos e Devaneio, e até um pré-iê iê iê, Eu e Você.

De fundo religioso, apenas alguns spirituals no original em inglês datadas aproximadamente de 1865 – Down By the Riverside Nobody Knows the Trouble I’ve Seen – que voltaram ao sucesso nos anos 50 em vozes como as de Nat King Cole. Nesse clima criado pelo estalar os dedos, há uma canção deliciosa em português, Boa Noite. Num momento em que ter voz não é muito valorizado, é bonito ver o que um belo coro delas é capaz de fazer. 

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Cinismo

O cinismo do prefeito Edivaldo Cayres e do vice Francisco César ao abraçarem a candidatura do atual presidente Marcelo Nilo à Assembléia Legislativa é o retrato perfeito e acabado do estrago que esta dupla fez e está a fazer ao município de Queimadas. É instigante a capacidade política degenerativa de ambos.
Degenerativa porque ambos apostam na memória curta do leitor para abraçar, sem mais nem menos, qualquer candidato mesmo que este nunca tenha feito absolutamente nada pelo município e, com certeza nada fará, e trair aquele que há poucos dias defendia seu mandato publicamente em entrevista a uma emissora de rádio.
Nada contra o deputado Marcelo Nilo que ali vai à busca de votos para a sua reeleição. Tudo contra estes salafrários da consciencia dos eleitores que os julgam uns imbecis. A declaração de Edivaldo Cayres de que "nós nunca tivemos paixão por nenhum governador e vou ficar ficar com Wagner e repito prefeito de cidade pequena não pode ficar contra governador" demonstra a sua sabugice e ignorancia. Governador administra todo o Estado e não parte dele.
Edivaldo e César traíram Luciano Simões, não porque este deputado tenha deixado a base de apoio do governo Jacques Wagner como quer fazer crer. Deixou por oportunismo político.
Acreditam que o deputado Marcelo Nilo por ser presidente da Assembléia Legislativa e, recentemente, ter aderido a Wagner e se filiado ao PDT, partido que agora se alia ao PT para as eleições de 2010 possa encontrar o "caminho das pedras" que livrará a ambos da cassação.
É verdade que um mes atrás andaram juntos pelos corredores do TRE. Mas duvido que tenham conseguido alguma coisa. Ambos (Edivaldo e César) cometem dois crimes: achar que podem se livrar da cassação por meios escusos e acreditar que o deputado Marcelo Nilo se preste a um papel deste. Também esquecem que este tempo na Bahia já passou. Que a Justiça nos tempos atuais julga pelos autos e não pela filiação partidária ou pela amizade.
São estes tipos de políticos ultrapassados que insistem em práticas inescrupulosas. Marcelo Nilo que se prepare, pois para ser traído por esta dupla basta não contemplar os seus pedidos. Em vez de choramingarem inocencia deveriam ao tempo que lhes resta, se assim a Justiça decidir, trabalhar em prol do povo. Por exemplo, recuperando as estradas agora que as chuvas chegaram.