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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Gustavo Castañon deixa PSB: Marina, a candidata da mudança, em liquidação


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Por Gustavo Castañon, no QTMD?


Há um sentimento de mudança no ar. 12 anos de governo do PT desgastaram o partido na opinião pública. É natural. As contradições inevitáveis do exercício do poder, a relação com um congresso fisiológico, os interesses contrariados, os acordos inerentes à democracia, os escândalos. É mesmo surpreendente que chegue ao cabo desse período ainda como o partido de um quarto dos brasileiros e tendo o voto de metade deles.
Nesse cenário, surge a candidatura de Marina Silva, que encarna, sem sombra de dúvidas, a mudança, como provarei com os links abaixo. A começar pela mudança do cenário eleitoral. Depois de um suspeito desastre de avião (que alguns acreditam se tratar de assassinato), Marina assumiu o lugar de Eduardo Campos como a candidata do PSB à presidência.
O compromisso de Marina com a mudança não é recente. Ele já se deixava sentir quando ela mudou de religião há poucos anos, abandonando o catolicismo de opção pelos pobres e abraçando o fundamentalismo da Assembleia de Deus, que tem entre seus quadros Silas Malafaia eMarcos Feliciano, e acredita que discursos inflamados e emissões vocais desordenadas são manifestações do próprio Espírito de Deus.
Depois Marina mais uma vez mudou quando saiu do PT por ter sido preterida na disputa interna do partido pela candidatura à presidência. Desde então ela iniciou um processo de mudança de crenças políticas que a tornou uma opção para os grandes meios de comunicação, os bancos e a classe média alta.
Primeiro mudou-se para o PV, ganhou apoio do Itaú, finalmente concorreu à presidência, perdeu, mas não desanimou. Tentou mudar o então partido assumindo-lhe o controle, mas como não conseguiu, mudou de novo e tentou criar a Rede. Também não conseguiu apoio suficiente para criar um novo partido,e então mudou-se, de novo, para o PSB.
A ecologista aproveitou a mudança e mudou-se para um apartamento em São Paulo, de um fazendeiro do DEM.
Num golpe de sorte, também mudou de ideia na última hora e não embarcou com Eduardo no jato que o matou. Logo depois da tragédia, Marina mudou do papel de vice para o de viúva, declarando ter sido  consolada da morte de Campos pela própria esposa dele. Com a má repercussão da declaração, ela mudou de postura e apareceu sorridente em seu velório posando para fotos ao lado de seu caixão.
E a mudança não parou mais. Mudou o CNPJ da campanha para não ser responsabilizada pelas irregularidades do jato fantasma de sua campanha nem indenizar as famílias atingidas pela tragédia. A pacifista mudou seu compromisso da “Rede” que proibia os candidatos pela legenda de receber doações de indústrias de agrotóxicos, de armas e de bebidas, e compôs chapa com o deputado federal Beto Albuquerque, político integrante da “bancada da bala”, financiada pela indústria bélica. Ele também é financiado por fabricantes de bebidas e agrotóxicos.
E mais mudança veio com um programa de governo que contrariava toda a sua história.
Prometeu ao Brasil a volta da gestão econômica do PSDB. Mudou a sua posição contrária à independência do Banco Central para garantir o apoio dos bancos brasileiros.
Mais do que isso, prometeu mudar a legislação trabalhista promovendo a terceirização em massa, e prometeu acabar com a obrigatoriedade de função social de parte do crédito bancário,enterrando o crédito imobiliário. Mas isso não era mudança suficiente. Depois de quatro tuítes de Silas Malafaia  mudou a mudança do programa e se declarou contra o casamento gay.
Depois de um editorial do Globo, também mudou a sua posição sobre o pré-sal, que prometera abandonar, e depois, mudou a posição sobre a energia nuclear. Depois de uma vida de batalha contra os transgênicos, Marina, pressionada pelo agronegócio, também mudou e afirmou que sua posição histórica era uma “lenda”.
Mudou também sobre a transparência política. O ministro Palocci caiu por não revelar os nomes das empresas que contrataram seus serviços antes do governo. Mas ela hoje, candidata, se nega a dizer a origem de 1.6 milhões de seus rendimentos, e declarou um patrimônio de somente 135 mil reais ao TSE. Uma senadora da República.
Finalmente, na semana passada, Marina mudou sua opinião sobre a tortura, que antes considerava crime imprescritível, e passou a ser contrária a revisão da lei de anistia.
Dois dias depois, ganhou o apoio do Clube Militar. Marina muda tanto que acabou por declarar seu programa de governo todo em processo de revisão. Isso é realmente novo na política. Ela é a primeira candidata da história do Brasil que descumpre seu programa de governo antes de chegar ao poder.
Por tudo isso, não restam dúvidas que Marina é a candidata da mudança. Ela muda sem parar. Essa é sua “Nova Política”, uma mudança nova a cada dia. Não é possível acompanhar a labilidade de seu caráter ou de sua mente. Ou ela mente. Não importa. O que importa é que Marina representa a mudança, a mudança de um Brasil aberto e tolerante para um Brasil refém da intolerância fundamentalista, de um Brasil voltado para sanar sua dívida com seu povo pobre para um Brasil escravo de seus bancos, de um Brasil democrático para um Brasil mergulhado em crise institucional.
Por isso eu mudei também. Entrego essa semana meu pedido de desfiliação do PSB e cerro fileiras contra essa terrível mudança que ameaça nosso país. Não é possível submeter o Brasil a essa catástrofe. Marina Silva é uma alma em liquidação. Por um bom acordo eleitoral vende qualquer convicção. Mas aproveitem logo. Essa promoção é por tempo limitado.
Gustavo Castañon é filiado ao PSB desde 2001. Doutor em Psicologia e professor de Filosofia na Universidade Federal de Juiz de Fora. Leia também:

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Marina, quem diria, na mão dos banqueiros!





Olhe bem para eles, Marina. Eles ainda são a sua turma, ou agora sua fé é outra?


 Por Fernando Brito, no Tijolaço


Um relatório do Banco Mundial divulgado hoje diz que ” o Brasil é um dos poucos países que consegui reduzir a pobreza na primeira década do século 21 “.

Eram 35% perto da virada do século; em 2011, 17%.

Hoje, certamente, a percentagem é já um pouco menor.

Ainda assim, muita gente, um “país” de 30 milhões de seres humanos.

O relatório diz o que todo mundo sabe: que o Bolsa Família, o salário-mínimo e os investimentos públicos são os responsáveis por esse ainda pequeno, embora gigantesco, progresso social .

O outro nome deste progresso social é, portanto, gasto público .

E gasto público, Marina Silva é o que é cortado, constrangido, reprimido em nome da fé ao novo Deus de sua adoração : O Mercado.

Essa é a fé dos teus novos amigos, que em nada se parecem com os guris ai da foto.

Louvam o ” Santíssimo Tripé ” do neoliberalismo , uma diabólica trindade que faz os camelos passarem pelo buraco de uma agulha e os ricos, nesta terra, viverem sempre no reino dos céus .

Os meninos da linda fotografia de André Correa que Bolsa-Família, do governo Lula, prolongado no de Dilma , tirou da extrema pobreza.

Quer que eu traduza ? Tirou da fome, da disenteria, do analfabetismo. Tirou da morte.

Não foi a senhora simpática do Itaú, que ganha, todo ano, mais bilhões que os cofres públicos, com esforço, podem dar a eles.

Aliás, Marina, o Itaú deve ao Fisco quase um ano inteiro do Bolsa-Família: mais de R$ 19 bilhões, contra uma média anual de R$ 16,5 bilhões aplicados nele de 2003 a 2013.

E muito mais, Marina, o governo entrega aos bancos, porque estes lhe botam o pé da mídia no pescoço, na forma de juros.

São os homens e mulheres do teu novo mundo os que tiram o dicumê destas crianças, alimentadas com o Bolsa-Família que nossa elite considera apenas uma “boquinha eleitoral”.

São bocas pequenas, sim, mas cuja fome jamais provocou a a indignação dos teus gurus econômicos, como não provoca a ira dos teus tutores religiosos, que te movem para frente e para trás nas suas promessas, mas que não te exigem nunca que cuide da mais perfeita obra que um deus poderia fazer: as crianças.

Estes ai , Marina, precisam do dinheiro do petróleo para ter uma escola, precisam do desenvolvimento econômico para ter um emprego, precisam das hidroelétricas para não viverem nas trevas, e de rodovias , ferrovias, portos, para que a atividade econômica não os sujeite, de novo, ao abandono e à falta de futuro.

Estas crianças, Marina Silva, são ainda as feridas mal-curadas do Brasil de 500 anos, do Brasil velho que te aplaude agora.

Um Brasil que só há doze anos começou a mudar – e que por isso provoca tanto ódio a quem não basta ter, quer também que poucos tenham – e que não vai parar para jogar fora estes meninos junto com tudo de bom que por eles se fez.

Um processo que você abandonou porque a vaidade a empurrou quando não foi a escolhida, mas Dilma, para ser a candidata de Lula.

Talvez por razões que sua trajetória posterior tenham confirmado.

É por eles, Marina, que a gente vai lutar e vai vencer.

Porque é neles que acreditamos.

Este povo humilde – até as pesquisas mostram – não se encanta com sua hipocrisia, com suas alianças com o Mal, com suas palavras vazias e empoladas, com seu “tripé macroeconômico”.

Não adianta lhes prometer bilhões e bilhões que você não tem de onde tirar.

Porque a turma onde há para tirar – e é tão difícil tira-lhes algo, sobretudo o seu horror aos pobres – é agora, Marina, infelizmente, a sua própria turma.

terça-feira, 11 de março de 2014

Outro crime contra o Patrimônio Público?

Estação Ferroviária de QueimadasBA-Foto:ainstein edy - Queimadas - 127296
Que o Mercado Municipal e o Parque e Exposições não terminem seus dias como a Estação Ferroviária
          
O secretário municipal de Agricultura de Queimadas, João Ferreira Filho negou hoje a existência de um projeto com o objetivo de desmanchar o Parque de Exposição (hoje, abandonado) para transformá-lo numa creche municipal. O secretário foi mais longe e afirmou: “sou contra e serei o primeiro a defender o Parque. Inclusive, a Secretaria já está em entendimentos com o Sindicato Rural de Queimadas e outras entidades para a realização de uma exposição no mês de setembro.


           Ele  garantiu, ainda, que desconhece de onde tenha partido esta onda de "boatos". “Eu, por ofício, seria o primeiro a tomar conhecimento de uma medida como esta, de tamanha importância para nosso município”. Segundo Ferreira, a informação não merece qualquer tipo de crédito.

          No entanto, a decisão, de acordo com informações que correm de boca em boca, já foi tomada pelo prefeito Tarcísio Pedreira que, inclusive, já teria enviado projeto neste sentido à Câmara Municipal e esta teria aprovado em regime de urgência por ampla maioria, informação também negada veemente pelo presidente da Casa, vereador Lázaro José.

          Acredito na palavra de dois homens de boa fé. Tanto o secretário de Agricultura, quanto o presidente da Câmara são homens íntegros que não dariam informações falsas.

          Portanto, os “boatos” devem ter uma única origem: o famigerado “Escritório Central da Patifaria e Sem-Vergonhice”, que as más línguas acreditam funcionar no gabinete do alcaide ou em uma “Sala de Estar de “Mainha”, ambos os locais uma espécie de pubs do “mau” onde se tramam as mais sórdidas maldades contra o povo, os servidores e, em especial, contra seus próprios correligionários, a exemplo de Advan Sobrinho, Fabiana Barreto, ambos defenestrados de seus cargos, e Roberto Salgado que virou o jogo e manteve o poder.

          Preocupação maior é porque tudo pode não passar de um "balão de ensaio”. Daquele tipo “se colar, colou”. Caso contrário, esqueçam o assunto. Vamos lembrar que a população queimadense está muda aos desmandos do atual prefeito.

          Mesmo uma ínfima parcela, incluindo professores e alunos que foram à Câmara protestar durante a votação das contas do ex-prefeito, silenciam diante de tantos abusos, absurdos, manobras, barganhas, bagunças ou desordens patenteadas por este prefeito em apenas 14 meses de governo.

          Difícil, portanto, não acreditar na veracidade dos boatos. Exemplo não nos faltam. Vejam o caso da proposta absurda de vender o Mercado Municipal, um crime de lesa pátria que não encontra eco ou justificativa. Só mesmo a ânsia do prefeito pelo malfeito para se pôr em prática uma política de terra arrasada.

          O mercado Municipal deve, sim, ser fechado, mas não vendido, dilapidado. Este patrimônio de grande importância (desculpem os adjetivos) deve ser transformado num espaço público cultural, a exemplo de um teatro/cinema; um Centro Artesanal e de difusão de todas as manifestações culturais queimadense, hoje, moribundas por falta de espaço, apoio e valorização.

          É este de ação que devem os jovens, professores e a sociedade como um todo estar a se manifestar, todos os dias, e não apenas reverberar o "contra pelo contra" como oportunistas vazios. Em outras palavras, como os blac blok.

          O desejo do prefeito Tarcísio Pedreira de vender o espaço do Mercado Municipal e de transformar o Parque de Exposições em uma creche deveria entrar na pauta da Câmara Municipal. Seu presidente que, tenho certeza, não corrobora com esse absurdo, deveria convocar uma Audiência Pública para discutir abertamente os interesses por trás de propostas indecentes como essas, convidando as entidades representativas da sociedade, a Justiça e o Ministério Público como forma de defender o patrimônio Municipal já tão dilapidado.

          Sabemos que o Parque de Exposição bem como o Mercado Municipal, hoje, não cumprem sua funcionalidade; vivem ao abandono do poder público e servem a outros fins que não aqueles de origem. No entanto, isso não é razão para aceitarmos que sejam vendidos ou sucateados. Não se admite, por exemplo, que a única atividade do Parque seja receber os animais com destino ao frigorífico de Serrinha.

          Este importantíssimo espaço deve ser revalorizado e aberto aos sábados, por exemplo, para a comercialização (venda, troca ou compra) de todos os tipos de animais. Certo está, portanto, o secretário de Agricultura, João Ferreira Filho ao se colocar na linha de frente em defesa da funcionalidade do Parque de Exposição sejam os boatos verdadeiros, ou não.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Abandono geral

Os órgãos estaduais não se entendem, os governos (de Luis Viana Filho a Wagner) trapaceiam e a prefeitura de Queimadas se omite. Enquanto isso, um patrimonio construído há mais de 50 anos se dilui pelo crime de abandono. Hoje, este patrimonio incomparável para o município de Queimadas até a década de 80 agoniza, enquanto baderneiros, ladrões e muita gente de bem depreda e assalta o que restou da Sementeira (Horto Florestal) e da Ilha uma área de suporte e de pesquisa para a produção de mudas de todos os tipos, em especial, a Algaroba, às margens do Rio Itapicuru.
Agora, pelo que se sabe, um novo assalto está prestes a ocorrer: a Ebal, que mais parece o “Ricardão”, surge na história a correr atrás da gostosona “mulher do vizinho” transvestida de dona da zona e se diz proprietária das duas áreas. Para isso mostra documento de que é proprietária dos espaços desde o longínquo ano de 1958.
Aliás, alertado pelo companheiro Ivan Lantyer a Ebal também quer a antiga área pertencente ao Caseb (antigo depósito, se a memória não me falha, da Conab), hoje emprestado à prefeitura que mantém o setor de Transporte. O mais grave é que a Ebal, segundo ameaça o seu preposto de prenome Santiago, vai reclamar, também, a área circunvizinha, invadida anos atrás por dezenas de famílias que construíram suas casas e nela vivem há mais de 20 anos.
Mas, espera ai! A Ebal não é uma empresa de alimentos, ou seja, uma rede de supermercado estatal? Aquela mesma que foi criada pelo ex-governador Antonio Carlos Magalhães e entregue pelo governador Paulo Souto ao governo Wagner quebrada e assaltada com rombo superior a R$ 250 milhões?
Não duvidem. É esta mesma empresa que agora se arvora em dona deste patrimonio que pertence ao povo queimadense que a prefeitura de Queimadas já deveria ter tombado e assumido a sua gestão implantando ali uma sala de teatro; uma biblioteca, seu parque administrativo, ou o que seria mais correto, lutado junto aos governos Lula e Wagner para a implantação de uma Escola Técnica Federal.
Mas nada disso aconteceu. Depois de seu último morador e último a gerir a Sementeira, o ex-prefeito Abelardo Borges, já falecido, o empreendimento foi abandonado pela Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri), a verdadeira proprietária da área e que por mais de 50 anos administrou a Sementeira ou Horto Florestal.
Sabe-se, por se ouvir dizer, que o governo do Estado, algum tempo atrás, decidiu ali implantar os órgãos administrativos estaduais, tipo Detran, Delegacia de Polícia, cadeia pública, comando da PM entre outros órgãos, inclusive, do poder municipal. Não passou de boatos e apenas o escritório da EBDA – Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrário -, passou a funcionar na sede da residencia do antigo administrador.
Anos sucessivos de abandono, sem reformas ou investimento em infraestrutura e tudo foi abandonado. Da produção de mudas às edificações. E o resultado foi a depredação atual. A própria EBDA abandonou o local e alugou um casa que hoje lhe serve de escritório. Sabe-se que durante o governo do ex-prefeito José Mauro de Oliveira Filho, que responde a 12 processos por improbidade administrativa, o Estado teria passado à administração da Prefeitura as duas áreas. Se o foi ninguém, oficialmente, tomou conhecimento.
O que se sabe é que um preposto da Ebal esteve ontem (17) prospectando os dois imóveis e assegurando que ambos pertencem à empresa. Se tivéssemos um homem de caráter à frente do município de Queimadas só haveria uma resposta à impertinencia: a desapropriação das duas áreas. Mas temos um capacho cassado (duas vezes) pela Justiça – Tribunal Regional Eleitoral – que se sustenta no poder por meio de uma liminar. Que vergonha para a nossa Justiça.
Então não há nada o que se esperar. As duas áreas são supervalorizadas, localizadas no Coração da cidade (a Sementeira) e fica difícil entender o que pretende a Ebal ao reclamar para si as propriedades. Para vender? Para ali instalar um depósito gigante? Inadmissível o silencio do atual gestor. Inadmissível o silencio de entidades da sociedade civil que se curvam aos ditames do poder sem questioná-lo. Inadmissível o silencio do povo queimadense.
Não temo em afirmar que o que aconteceu com a Pedra do Juazeiro; com a antiga Estação da Leste e com o que está acontecendo com a sede da antiga administração municipal e da Cadeia Pública e com outros monumentos históricos do município vai se repetir com a Sementeira e com a Ilha. Triste povo aquele que não luta para preservar o seu legado cultural, natural e histórico.