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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Quem explicará o “vazamento” da Veja?



Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:



Passaram-se já mais de 48 horas desde que veio a público o "vazamento" da delação premiada feita à Polícia Federal pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, em nova tentativa de alterar os rumos da campanha presidencial, com base em denúncias sobre um esquema de corrupção montado na empresa por políticos e partidos da base aliada do governo Dilma Rousseff, atingindo também o PSB da candidata Marina Silva.

É bastante estranho o silêncio mantido até o momento, manhã de segunda-feira, pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, e a Polícia Federal a ele subordinada, como se fosse a coisa mais normal do mundo um "vazamento" destas proporções, sem qualquer prova, baseado em fontes anônimas, a quatro semanas da abertura das urnas, sabendo-se que este processo está submetido a segredo de Justiça e os áudios e vídeos da delação devem ser criptografados e mantidos num cofre forte.

Ao terminar de escrever a coluna de domingo, sobre as consequências nas campanhas presidenciais destas graves denúncias lançadas no ar, ficou martelando na minha cabeça uma dúvida: ninguém vai explicar ou pelo menos procurar saber em que condições e a serviço de quem se deu mais este explosivo "vazamento", mais conhecido por "bala de prata", que já se tornou comum em vésperas de eleição em nosso país? Ninguém se dignou a questionar este ponto entre as dezenas de análises que li sobre o assunto e seus desdobramentos ou a indagar quem pode ter vazado estas "informações".

Dá-se de barato que estas denúncias realmente existem, que o delator só falou a verdade e tem provas do que disse, mas o que temos por enquanto é apenas mais um factoide midiático explorado à exaustão pelo esquema Veja-Globo-Folha-Estadão, e seus respectivos portais, com os concorrentes retroalimentando o noticiário entre si.

Nem é preciso ser muito esperto para descobrir a quem interessa tumultuar o processo eleitoral nesta reta final da campanha. Quando parecia que este esquema já tinha abandonado o tucano Aécio Neves à sua própria sorte, e aderido ao Furacão Marina, mesmo com algumas restrições, eis que o candidato atolado em terceiro lugar ressurge das cinzas no noticiário, com tanto ímpeto para atacar as duas adversárias que lideram com folga todas as pesquisas, como se já soubesse de alguma coisa antes da anunciada "bomba" explodir no último final de semana.

Como sabemos, as investigações sigilosas estão sob a responsabilidade da Polícia Federal, quer dizer, de um órgão do Ministério da Justiça, que vêm mantendo um obsequioso silêncio sobre o assunto. De que forma nós, simples cidadãos eleitores, poderemos saber o que existe de verdade no que vem sendo noticiado a respeito do "mar de lama da Petrobras"? Ou o objetivo é mesmo só fazer a divulgação oficial depois de 5 de outubro, mantendo as suspeitas no ar para a devida exploração eleitoral?

Cabe registrar aqui a previsão feita por Aécio dias atrás, quando sua campanha definhava, baseado na experiência do seu avô Tancredo Neves, de que as definições eleitorais só começam para valer depois do feriado de 7 de setembro.

Tem alguma coisa estranha no ar e não são os aviões de carreira.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Sonegação da Globo já está na Polícia Federal!

globogate

Por Fernando Brito em o "Tijolaço"

A denúncia sobre a sonegação bilionária da Rede Globo, e posterior sumiço do documento da Receita Federal, que o núcleo fluminense do Barão de Itararé, junto com o blog Megacidadania, protocolou no Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, seguiu os trâmites internos da instituição e virou o Ofício 13344/2013. O documento foi encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro, onde se encontra agora.
A PF apurará dois crimes: 1) contra a Ordem Tributária, que é o crime da sonegação propriamente dita, e que pode envolver evasão de divisas, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro; e 2) ocultação de bens, diretos ou valores, que corresponde ao misterioso desaparecimento dos documentos originais, nos quais os auditores da Receita decidem pela condenação da Rede Globo pelo crime de sonegação.
Confira o documento:
ScreenHunter_3099 Dec. 13 16.25
Segundo apurado pelo blog, este ofício está sendo analisado pela Corregedoria da PF, procedimento preliminar à abertura de um inquérito policial. Fontes da própria PF nos informaram que a praxe é que o procedimento seja concluído de 60 a 90 dias.
O Barão de Itararé, na próxima semana, enviará uma comitiva às dependências da Superintendência da PF-RJ para pressionar pela abertura desse inquérito, no mais curto prazo possível. Iremos lembrar às autoridades da magnitude do valor em questão, e da importância que ele adquire como exemplo contra a sonegação de impostos.
sonegômetro atualizado esta semana pelo Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz) deve chegar a R$ 415 bilhões em 2013. Trata-se de uma das maiores chagas nacionais, ainda mais grave que a corrupção,  que sangra os cofres públicos em R$ 50 a 80 bilhões por ano.
*
Abaixo, um fác-símile do protocolo que deu origem ao ofício que está na PF:

ScreenHunter_3100 Dec. 13 16.40

Para saber mais sobre a sonegação da Globo, clique aqui.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

FHC e Serra presos em São Paulo


Lula Miranda


Como diz o dito popular, e já repeti aqui inúmeras vezes: o pau que dá em Chico, também tem que dar em Francisco. Afinal, Francisco e Chico são cidadãos que devem ser iguais perante a lei
Por Lula Miranda no 247
“Em uma operação conjunta, da Polícia Federal e da Polícia Civil, acompanhada por promotores do MP e representantes da OAB, na manhã desse domingo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi detido em seu apartamento no bairro de Higienópolis em São Paulo; José Serra foi preso, praticamente no mesmo horário, em sua casa no bairro Alto de Pinheiros, também na capital paulistana; o senador Eduardo Azeredo foi alcançado em sua residência na cidade de Belo Horizonte.
Os políticos tucanos são acusados de corrupção ativa (e passiva) e formação de quadrilha para a compra de parlamentares em episódios nefandos da política nacional, tais como o caso da compra de votos por R$200 mil [em valores de hoje, cerca de meio milhão de Reais] na votação da emenda pela reeleição de FHC e no episódio que ficou conhecido na crônica política como “mensalão mineiro”.

Consta ainda no processo, que ocasionou as detenções, farta documentação comprobatória de outro recente e rumoroso escândalo chamado de “propinoduto” tucano ou “trensalão”. No calhamaço estão anexados extratos e nº de contas no exterior.
Foram expedidos ainda uma dúzia de mandados de prisão, e de busca e apreensão, que estão sendo cumpridos, também nessa ensolarada manhã de domingo, em conhecidos endereços na Rua Maranhão, nesse mesmo bairro elegante do centro de SP, onde residem 9 entre 10 tucanos, demais “apaniguados” e/ou “correligionários” do PPS. 
O juiz da 13ª vara da Justiça Federal assinalou ainda, em seu longo e erudito despacho, que nunca, em sua já extensa carreira de magistrado, havia se deparado com semelhante processo endêmico de corrupção mafiosa, incrustado, tal qual um carcinoma, no corpo do Estado, no qual um grupo político pretendia se utilizar da máquina pública e de seu poderio político para manter-se ad eternum no poder. Disse ainda que em casos como esses, como é muito difícil a obtenção de provas factuais e irrefutáveis, recorria à teoria do Domínio do Fato para determinar/acolher a prisão de quase todos os denunciados.
Quase todos os denunciados, pois havia sido solicitada também a prisão preventiva dos publishers dos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, bem como das revistas Época e Veja, por envolvimento com a súcia – há alegações nos autos de que estes veículos recebiam um suposto “mensalão da mídia” para não veicular notícias que denunciassem os malfeitos do grupo criminoso. O soberano juiz indeferiu esses outros pedidos de prisão temporária e preventiva, também solicitados no inquérito policial, alegando o respeito ao princípio inalienável da liberdade de imprensa, consagrado na Carta Magna.”
Felizmente para uns, e infelizmente para outros, essa notícia retratada acima é falsa. Trata-se tão somente de uma peça de ficção para que alguns sintam a mesma sensação que outros “desfrutaram” - por assim dizer. Para que alguns sintam, tenham a exata noção, momentaneamente, ao menos numa peça de ficção, o que alguns outros sentiram na própria pele: o opróbrio, a ignomínia.
FHC, José Serra e Azeredo não sofrerão o vexame da prisão e da execração pública; sequer o merecem. Assim como não merecem José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares. É tudo uma questão de Justiça. É tudo uma questão de procurar enxergar as coisas como elas de fato são. É tudo uma questão de se despir do véu de hipocrisia, do falso moralismo e das paixões partidárias.
Como diz o dito popular, e já repeti aqui inúmeras vezes: o pau que dá em Chico, também tem que dar em Francisco. Afinal, Francisco e Chico são cidadãos que devem ser iguais perante a lei. 
Esse princípio, basilar, o da igualdade, também está inscrito na nossa Carta Magna. São  garantias fundamentais do cidadão – da preservação da cidadania. 
É a esse princípio que alguns tentam solertemente solapar.